- Meu Deus, Samantha. - exclamou Iami ao ver a amiga tocar em um dos dois pentes que haviam caído de dentro da bolsa, e um idêntico surgir ao lado. - Quando...quando isso começou?
— Essa manhã. - falou Samantha, nervosa. - Ai,Iami... Se eu me desconcentrar eu começo a duplicar as coisas repetidamente. Eu não sabia com quem contar...
— Caraca. - exclamaram Renan e a garota espírito ao lado de Iami, só que somente Iami conseguia vê-los e escutá-los, e por mais que sua amiga tivesse acabado de confessar que também tinha uma estranha habilidade, ela ainda não estava preparada para contar a amiga, provavelmente ela pensaria que Iami estava brincando com a cara dela ou coisa do tipo.
— Ai meu Deus...olha, você não é a única que está passando por...transformações. Pedro também está tendo alguns problemas, e acho que se acharmos ele, poderemos obter algumas informações.
— Pedro? - perguntou Samantha. - O que que ele tem? Algo como eu?
— Não sei, mas ele também tem alguma habilidade estranha. - falou Iami - Eu tenho que terminar umas coisas aqui, então...se importa de me esperar lá fora?Logo nós ligaremos para o Pedro.
— Tudo bem. - falou Samantha recolhendo todas as coisas em sua bolsa. - Eu te espero lá fora.
Quando Samantha fechou a porta do banheiro, Iami virou-se para os dois, que já estavam prestes a falar.
— O que está acontecendo com essas pessoas?Pedro,Samantha, você... - falou Renan.
— Eu também quero saber. - falou Iami,puxando seu celular. - Eu vou tentar ligar para o Pedro, mas enquanto isso...- ela virou-se para a garota - Você pode adiantar o seu assunto, você disse que precisava da minha ajuda, pode ser que o seu problema seja mais fácil de resolver do que o nosso.
— Possivelmente. - falou ela dando um passo a frente. - Eu preciso que você entregue uma mensagem ao meu irmão.
— Ok, eu posso fazer isso. - falou Iami com o telefone no ouvido, discando para Doso. - Qual o nome dele?
— Daniel Conde.
***
— Meu Deus, Pedro! - falou Carlos apagando o fogo de sua mão instantaneamente e puxando seu celular para iluminar o corpo de Pedro no chão. - O que aconteceu?
Carlos agachou-se e tentou erguer o amigo, que parecia em estado totalmente acabado, ele só sabia que o amigo não estava bebado porque ele não estava fedendo a bebida. Ele ainda estava com o uniforme do colégio Universo.
— Carlos? - falou a voz de Leilane entrando na escadaria. - Tá tudo bem aí? - e então ela enxergou Pedro. - Pedro?Meu Deus, o que aconteceu?!
Pedro levantou-se do chão, apoiado por Carlos e Leilane e sentou-se na escada.
— Pedro, meu Deus, - exclamou Leilane. - você andou bebendo?!
— Não. - falou ele. Seus olhos pareciam inchados, seu cabelo estava molhado, talvez de suor, e suas roupas estavam frias. - Gente, uma coisa horrível aconteceu.
— Eu vou pegar um copo com água para você. - disse Leilane.
— Não! - gritou Pedro. - Eu não quero água.
Leilane paralisou-se e somente olhou para o amigo,preocupada.
— Desde ontem...coisas estranhas tem acontecido comigo...eu consigo fazer água e manipulá-la - ele mostrou sua mãos e um jarro de água começou a borbulhar de lá, sem cair. -, além de...sugar a água do corpo das pessoas. Eu fiz isso com o Renan e ele...morreu.
Carlos e Leilane ficaram paralisados, sem reação. Os dois também estavam passando por "transformações" estranhas, mas nenhuma delas envolvia a morte de ninguém.
— Foi um acidente. - falou Pedro, que parecia que a qualquer momento ia desabar no choro. - Eu tentei me matar. - falou Pedro mostrando uma faca.- Mas minha pele se refazia, como água. Tentei me jogar do prédio da Ana Paula ontem, mas quando eu atingi o chão, me desfiz em várias gotas, e então todas elas se uniram novamente e me formaram. Eu matei meu melhor amigo acidentalmente e nem morrer eu posso. Odeio ser dramático, mas eu estou desesperado.
Os três ficaram em silêncio, sem saber o que mais dizer e então Carlos adiantou-se:
— Coisas estranhas também tem acontecido comigo. - falou ele acendendo chamas em uma de suas mãos. - Mas eu não matei ninguém...Pedro, você já avisou alguém?E tem certeza que Renan morreu?
Leilane e Pedro pareceram surpresos ao ver que Carlos também tinha uma habilidade, mas ele desfez a chama e indicou para Pedro, para que ele continuasse.
— Ele se desfez...virou pó, era como se eu sugasse a água do corpo dele...
— Ok, gente, ok. - falou Leilane tentando controlar a situação- Meus pais estão no quarto deles agora. Vamos lá para o meu quarto, a gente vai poder conversar melhor.
Nesse instante o celular de Leilane tocou e ela rapidamente puxou-o para atender
— Alô. - falou Leilane.
— Leilane... - era a voz de Clarissa.
— Clarissa!Eu queria mesmo falar contigo, hoje na escola...
— Tem uma coisa estranha acontecendo comigo... - interrompeu Clarissa.
"Com todos nós" pensou Leilane.
— O que aconteceu? - perguntou Leilane.
— Hoje quando eu cheguei em casa, eu estava meio aérea e então deixei um copo cair no chão e quebrar. Eu me cortei e então...
— E então? - perguntou Leilane.
— A ferida se fechou. Ela... se regenerou,Leilane.
***
— Jéssica? - perguntou Greice, surpresa. - O que está acontecendo?O que é isso? - ela apontou para o raio na mão de Jéssica. - Como você faz isso?
— Nós temos muito que conversar, Greice. - falou Jéssica se aproximando. - Mas não aqui. Tudo vai ser muito mais simples se você cooperar.
— Quem está aí, Greice? - perguntou a mãe de Greice, levantando-se.
Jéssica lançou um raio na mãe de Greice, que instantaneamente desmaiou.
— Não se preocupe, ela não vai ficar ferida, só precisava dela desmaiada para não nos atrapalhar. Agora venha, Greice, não quero ter que lhe machucar.
— Mas para onde? - perguntou Greice, assustada. - Por que?!
Antes que Jéssica pudesse responder, ela foi empurrada para o lado e de trás dela surgiram Gabrielly, Patrick e Ana Paula. Havia sido Ana quem havia empurrado Jéssica para o lado,mas como havia sido com força, ela havia caído no chão.
— Gente!- exclamou Greice. - O que está acontecendo?
— Não temos tempo para explicar. - falou Patrick. - Vem com a gente, Greice. Você precisa fugir.
— Não tão rápido. - falou uma voz atrás deles. Todos viraram-se e viram um garoto que eles nunca haviam visto, chamado Gabriel Lazzovick, ou como as pessoas da Companhia o chamavam, Crowd. Ele tinha uma arma na mão e apontava para os três.
Sem pensar, Ana Paula correu na direção dele, pois sabia que a bala nada podia lhe fazer, já que seu corpo era resistente.
— Ana Paula, não! - gritou Jéssica, do chão.
Crowd atirou em Ana Paula, e ao invés do tiro ricochetear, ele penetrou na pele de Ana Paula. Havia atingido em cheio o coração de Ana Paula.
Jéssica estava em choque, e ela sabia o que havia acontecido, Crowd tinha a habilidade de suprimir as habilidades ao redor, e por isso Ana naquele momento havia sido atingida.
Greice mal pôde respirar naquele momento, vendo sua amiga cair no chão. Exatamente como ela havia previsto. De uma forma ou de outra, Ana Paula havia morrido.
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Capitulo 12 - Profecia.
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Um comentário:
A Marina tem algo contra mim? T___T
Tô ansiosa pro 13 :D
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