— Então eu tentei falar com o Daniel e ele me ignorou o caminho todo. - disse Leilane, no carro de seu pai para Carlos, os dois estavam indo para a casa dela. - Nem olhou na minha cara, e em seguida foi pra um carro preto,que continuou lá estacionado, aí eu virei para Clarissa pra perguntar o que tinha acontecido e ela também me ignorou. Então fiquei esperando pelo papai, e quando eu vejo, a Lara entra no carro preto que o Daniel está. Muito estranho isso.
— É, muito estranho. - concordou Carlos.
E nesse instante seu celular tocou, e coincidentemente era Lara.
— Oi, Lara. - falou Carlos ao telefone.
— Carlos! - exclamou Lara. - Eu te procurei hoje na escola e me disseram que você gazetou.
— Foi, eu faltei. - falou Carlos. - Ah, Lara...você está com o Daniel?
Lara ficou em silêncio por alguns segundos e então respondeu:
— Claro que não, Carlos. Por que eu estaria com ele?
— Leilane diz ter visto vocês dois entrando no mesmo carro. - falou Carlos.
Mais um momento de pausa e então ela disse:
— Ele me ofereceu uma carona até lá em casa... - falou ela. - Hum, podemos nos encontrar hoje, Carlos?Para conversar sobre aquilo que você me mostrou hoje de manhã?
— Tudo bem. - falou Carlos, meio desconfiado. Precisava tirar a limpo essa história de Lara e Daniel, pois ela não fazia sentido. - 3 horas, na Subway da doca?
— Certo. - falou Lara. - Te vejo lá. Beijos.
E desligou.
— Chegamos. - falou Tio Léio, pai de Leilane.
Os dois desceram do carro e enquanto isso, Carlos foi contando a Leilane sobre a ligação de Lara.
— Mas o Daniel nunca volta de carro!- falou Leilane. - E por que ele daria carona para a Lara se ela mora a 5 quadras da escola?
— Eu sei,eu sei. - falou Carlos. - E é por isso que irei conversar com ela hoje.
Leilane, Carlos e o pai de Leilane subiram o elevador em silêncio e saltaram no segundo andar. E novamente o celular de Carlos tocou.
— Carlos. - falou Lara novamente, mas dessa vez numa voz estranha. - Você tá ocupado?
— Não, mas espera um segundo.
Leilane olhou para Carlos para convidá-lo para entrar em casa, mas ele pediu,por gestos, para que ela entrasse sem ele, e então ele seguiu para as escadas, para poder conversar em particular com Lara.
Por algum motivo as lâmpadas da escada não estavam funcionando,então a escadaria estava uma escuridão total.
Carlos checou se Leilane estava perto, e como ela não estava, fechou a porta e materializou fogo em sua mão, para poder enxergar melhor a escuridão.
— Pronto. - falou Carlos.
— Carlos, você precisa me ouvir, pegue a suas coisas e fuja. - falou ela rapidamente.
— ... Como assim, Lara? - perguntou Carlos.
— Fuja, Carlos. Há pessoas que sabem sobre o seu poder, fuja enquanto pode, e não conte a ninguém para onde vai, eu estou falando sério...
— Mas como assim, Lara?Você contou para alguém?
Não houve resposta, ao invés disso houve um barulho de batidas, como se o celular tivesse caído no chão, e um grito que era de Lara.
E então uma voz que era conhecida por ele, mas que ele não sabia exatamente de quem era, disse:
— Se você quiser que a Lara continue segura, vá hoje até o lugar marcado,às 3 horas.
E desligou.
— Ah,Deus!Lara!-berrou Carlos inutilmente para o telefone - Lara?!
— Carlos? - sussurrou uma voz na escuridão.
A pequena labareda de fogo na mão de Carlos desfez-se e ele tentou seguir na direção onde a voz estava.
Ele caminhou lentamente e deparou-se com algo que estava jogado no caminho. Como a escada estava escura, Carlos não teve escolha,senão produzir fogo em sua mão para iluminar o objeto, que então reconheceu como pessoa.
Jogando no chão da escada estava um antigo amigo seu.
— Meu Deus. Pedro?!
***
Lara ajeitou-se no banco do carro, Marina havia acabado de empurrá-la lá para dentro.
— Você tem que escolher um lado,Lara. - falou Marina, também entrando no carro. - A companhia ou o seu amigo.
— Você fala como se ele não fosse seu amigo também! - falou Lara.
— Ele é. Mas nós não temos escolhas aqui na companhia. Do jeito que você fala parece que vamos matá-lo lá. Você sabe muito bem o que acontecerá.
— Marina, eu nunca me opus a nenhuma ordem direta, mas por favor, o Carlos não. Ele é seu amigo também...
— Lara. - falou Marina num tom sério. - Se você não estiver disposta a colaborar, eu vou informar ao Crowd o que você fez. - Lara ficou calada, olhando-a com raiva. - E não tente me enganar, eu posso ler sua mente, lembra? - e então virou-se para o motorista. - Vamos, leve-nos até a Subway.
***
O gerente do supermercado Yellow finalmente pôde descansar, ele passara a madrugada e manhã toda arrumando e dando ordens aos funcionários para que eles arrumassem o supermercado Yellow, que havia sofrido uma grande perda de produtos por causa do terremoto. Eles definitivamente iriam ter despesas naquele mês, mas era algo que iriam superar.
Aquela hora tudo já estava limpo e de volta as prateleiras, eles haviam jogado várias coisas fora, mas tudo pela qualidade do supermercado.
Ele caminhou pelos corredores vistoriando para verificar se havia mais algum intruso igual ao garoto que ele havia pego no dia anterior.
Estava caminhando para a parte dos refrigerantes, que foi exatamente o que o garoto mais saqueou, quando sentiu como se fosse um vento forte tivesse acabado de entrar na loja.
E então as prateleiras começaram a cair, e como não estavam muito distantes uma da outra, começaram a despencar exatamente como peças de dominó.
Ele correu para que a prateleira não o acertasse, mas então tropeçou em seus próprios pés e caiu no chão.
A prateleira caiu em cheio em suas pernas e ele sentiu uma agoniada dor.
Somente olhou para a frente e encarou o lugar onde os refrigerantes frios ficavam.
Todos eles estavam jogados no chão, alguns rachados, mas todos inutilizados.
De uma coisa o gerente estava certo: naquele mês eles teriam uma despesa enorme.
***
— Precisamos ir na casa da Greice agora, Patrick! - falou Ana Paula jogando o telefone na cama. - Ela precisa da nossa ajuda. A ligação cortou, deve ter alguém na casa dela agora!Jéssica, Marina...
— Mas se elas estiverem lá pode ser perigoso... - falou Patrick, que também estava com pressa para encontrar Gabrielly e tirar a limpo a história de ela ter uma habilidade, além dela ter mentido para ele.
— Patrick!Greice pode ver o futuro, não tem como ela competir contra aquelas duas.Mas nós...podemos. Podemos tirar uma utilidade desses nossos poderes. - falou Ana. - A casa dela não é longe daqui, se corrermos, podemos ajudá-la.
— Primeiro preciso ligar para a Gabrielly. - falou Patrick indo até o telefone. - Ela também pode estar correndo perigo,lembra?
E então uma terceira voz veio da porta do quarto.
— Não precisa. - disse Gaby, que estava na porta do quarto.- Eu já estou aqui.E tenho uma forma mais rápida de chegar na casa da Greice.
***
eu sei que tá ruim, é a merda do bloqueio. O próximo será melhor,prometo.
terça-feira, 4 de agosto de 2009
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