quinta-feira, 29 de julho de 2010
Capítulo 17 - Luta na Companhia (Parte 3)
Capítulo 16 - Luta na Companhia (Parte 2)
Lanchonete.
Pedro,Leilane e Iami.
— Nada? – perguntou Leilane saindo do banheiro. – Tudo continua do mesmo jeito?
Pedro e Iami concordaram, infelizes. Leilane já havia entrado no banheiro cinco vezes e voltara dois minutos depois, dizendo que havia ido instantes antes do momento em que Pedro acidentalmente matara Renan.
— Eu já fiz tudo que pude, mas parece que não dá certo! – exclamou Leilane, jogando-se na cadeira.
— Talvez... – falou Iami. – seu poder seja só de ver o passado, talvez você não possa alterá-lo.
— Não... – falou Leilane. – Na única vez que eu fui ao passado eu... achei uma travessa vermelha minha que eu perdi quando era menor. Eu consegui meio que mudar o passado...
Eles ficaram em silêncio por um instante, e então Iami exclamou:
— Talvez seja esse o problema! – falou Iami, levantando-se. – Pense comigo, nessa vez que você conseguiu mudar o passado, isso não trouxe alterações para o presente, não foi?
— Bem... foi. – falou Leilane.
— Então, você só pode mudar o passado se isso não alterar bruscamente o presente! – falou Iami. – Olha só, você só está voltando para o passado porque o Renan morreu, mas se você volta no tempo e altera isso, você nunca vai ter voltado no tempo para salvá-lo, entende? Por isso as alterações se anulam!
— Não sei se estou conseguindo entender... – falou Pedro.
— Eu acho que eu entendi seu ponto de vista. – falou Leilane. – Mas isso então quer dizer que eu não posso mudar o passado sem alterar o presente, ou seja, não posso salvar o Renan. Digo, como posso salvar a vida dele sem mudar o passado?
— Talvez... – falou Iami pensando. – Você pode levar pessoas com você, quando volta no tempo?
— Não sei. – falou Leilane.
— Descubra isso. – falou Iami pegando sua bolsa. – Eu já volto.
***
Livraria Somensi.
Level 2.
Lara abriu os olhos e enxergou Crowd sentado em uma cadeira em frente a ela.
— Por quanto tempo achou que esconderia um de nós, Lara? – perguntou Crowd apontado para Carlos que estava inconsciente e amarrado em uma cadeira ao lado dela. Ela também estava presa a uma cadeira, numa das celas da Companhia.
— Olhe, Crowd, Carlos é meu amigo, eu estava com medo do que vocês poderiam fazer com ele e...
— E os amigos dele têm uma capacidade enorme de causar estragos e confusão, já percebeu? Não iria demorar muito até que ele começasse a tocar fogo por aí e congelasse as coisas. – falou Gabriel. – Esse é o trabalho da Companhia, catalogar e verificar se cada um de vocês é nocivo ou não para a humanidade.
— Quer saber? – falou Lara, tentando se soltar da cadeira. – Eu me demito dessa Companhia, vocês todos são malucos, insanos.
Crowd se levantou e sorriu levemente.
— Creio que você não tenha muita escolha agora, Lara. Você é uma prisioneira agora, assim como seu amigo Carlos. – ele abriu a porta. – Hoje é um dia muito atarefado para mim, mas garanto que em alguns instantes vou mandar alguém para cuidar de vocês dois.
E então ele saiu pela porta e deixou os dois a sós.
— Carlos! – chamou Lara, tentando acordá-lo. – Carlos! – ela chutou a perna dele com bastante força – Carlos!
Ele abriu os olhos e a enxergou.
— O que aconteceu? – perguntou ele, meio desacordado.
— Estamos presos aqui! – falou ela. – Você pode queimar essa corda com o seu poder.
Demorou um instante até que ele pudesse perceber que estava preso por cordas na cadeira, e então projetou fogo nas mãos, queimando-as.
— Isso! – exclamou Lara quando ele levantou e a ajudou a sair da cadeira também. – Agora só precisamos arranjar uma forma de sair dessa cela.
— Bem, - disse Carlos – talvez eu possa congelá-la e quebrar.
— Então faça isso! – falou Lara.
Carlos encostou suas mãos na parede, mas instantaneamente as afastou.
— O que aconteceu?
— Eu levei um choque. As paredes daqui estão dando choque. – falou Carlos. – Estamos realmente presos.
***
Daniel entrou em uma sala quadrada e branca, no meio dela, deitada em uma maca, estava o corpo de alguém que ele logo pôde reconhecer como o de Ana Paula. Quem o estava levando era Crowd, seguido de dois garotos que não haviam dito nada e ele julgava serem seguranças, embora nem imaginasse quais seriam seus poderes, uma vez que eles não tinham idade ou tamanho para serem seguranças por força.
— Aí está sua amiga, Daniel. – falou Crowd. – Não tem nem duas horas que ela morreu, então, presumo que se revivê-la logo, ela poderá caminhar por aí como se nada tivesse acontecido, sem nenhum efeito colateral, digo. Então, faça sua mágica e estaremos aqui para avaliar.
— Como quiser. – disse Daniel encarando-o e mostrando as mãos algemadas, indicando que ele deveria retirá-las.
— Não há necessidade disso, só um toque é o suficiente, não? – sorriu Crowd. - Pode fazer isso com as mãos algemadas.
Daniel bufou, virou-se para a amiga morta e pensou no seu plano.
Haviam três pessoas vivas ali além dele, ressuscitar Ana Paula iria custar a vida de um deles, o que equipararia a disputa, caso houvesse briga. Nenhum dos dois tinha armas a mostra, o que significava que tinham poderes, ou seja, seria a sorte que decidiria qual deles iria morrer. Daniel, particularmente torcia para que fosse Gabriel quem morresse.
Ele se aproximou do corpo e tocou no rosto de Ana Paula que instantaneamente abriu os olhos e levantou-se. Daniel recuou instantaneamente para não tocá-la.
— O que aconteceu? – perguntou Ana Paula olhando para todos ali.
— Impressionante. – exclamou Crowd analisando cada movimento de Ana Paula. Seus dois guardas ao lado também pareceram surpresos.
Mas Ana Paula não parecia nada feliz ao vê-los.
— Você! – rugiu ela para Gabriel. – Você me matou!
E pulou da maca, pronta para atacá-lo.
— Ana, Ana. – falou Crowd antes que ela se aproximasse. – Seus poderes estão desativados, esse é o meu poder. Por isso você morreu. Seria prudente não cometer o mesmo erro.
Ana Paula o observou e então segurou na maca, que era móvel.
— Não preciso de poderes pra acabar com você. – ela empurrou a maca contra os três e no mesmo instante Crowd saiu da sala, deixando os quatro sozinhos lá.
— Acabem com eles. – ordenou Crowd aos dois, e então uma porta de ferro estalou, indicando que eles quatro estavam presos ali.
— Isso vai ser muito fácil. – falou um dos guardas estalando os dedos e falando pro outro. – Eu cuido dos dois.
Várias copias desse que havia acabado de falar apareceram pela sala, o poder dele era multiplicar-se. O outro ficou somente parado, esperando ele acabar.
Três das cópias se aproximaram de Ana Paula e outras três foram na direção de Daniel.
Ana Paula distribui socos pelo ar e fez os três voarem em direção à parede.
As três copias que foram em cima de Daniel agarraram-no, mas Daniel, em fúria, ao tocar no braço de um deles, ele murchou. Como se o braço dele tivesse morrido ao toque de Daniel.
As outras duas copias,instantaneamente desapareceram e o segurança original caiu no chão da sala, morto. Ele que havia sido sacrificado pela vida de Ana Paula.
Antes que o outro segurança pudesse fazer alguma coisa, Ana Paula correu até a maca e a jogou contra ele, atingindo-o na cabeça, fazendo-o desmaiar.
Ana Paula virou-se para Daniel com um meio sorriso no rosto, quase como se prestes a abraçá-lo.
— Você não pode me tocar, Ana. – alertou Daniel. – Faz parte da regra do meu poder...
— Ah. – falou ela, meio confusa.
— Temos que arranjar uma forma de sair daqui. – falou Daniel. – Tipo, rápido.
Ana Paula encarou a porta e então olhou para seus punhos.
— Minha vez de salvar a gente. – falou ela seguindo para a porta.
***
— Quem vai ser o primeiro? – perguntou Marina com um sorriso no rosto.
Mas no instante seguinte a livraria toda escureceu, Jéssica havia apagado as luzes.
— Eu ainda posso parar todos vocês. – alertou Marina. – Ainda consigo ouvir o pensamento de cada um e...
Ela tombou pra frente. Jéssica havia acabado de lançar um raio elétrico contra ela.
— Corram! – gritou Patrick empurrando Greice.
Gaby e Patrick correram na direção de Jéssica, que sabia onde ficavam os outros.
— Vem! – gritou Gaby para Alana, que continuava parada, observando Marina.
— Eu conheço essa garota. – falou ela, assustada. – Ela é perigosa demais. Vocês não precisam de mim mais. – ela virou-se para a saída da livraria e correu.
Os três balançaram a cabeça e seguiram escadaria abaixo.
Greice ainda estava no saguão, levantou-se e quando passou por Marina, ela segurou sua perna.
— Eu posso te ajudar. – falou Marina.
— Eu não confio em vocês dessa Companhia. – falou Greice.
— Eu sou a única que pode ajudá-la a impedir Patrick. – falou Marina, levantando-se. – Eu sei que o que eles estão prestes a fazer vai mudar nossas vidas pra sempre. Então, está comigo?
***
Lanchonete.
— Aqui. – falou Iami entrando com Samantha na lanchonete e dirigindo-se até Leilane. – Já descobriu se pode levar alguém?
— Sim. – respondeu Leilane. – Eu fiz o teste levando o Pedro e deu tudo certo. Ele pôde ir comigo.
— Então leve Samantha contigo. – falou Iami. – Eu a disse o que ela tem que fazer, e pode ser que tudo dê certo.
— Mas o que Samantha... – perguntou Pedro, confuso.
— Só vá, Leilane, temos que tentar isso! – falou Iami.
Samantha e Leilane foram até o banheiro. Leilane segurou na mão dela e concentrou-se na foto do celular de Pedro, e no instante seguinte estava no shopping novamente, um dia atrás.
— O que faremos agora? – perguntou Leilane para Samantha.
Ao longe ela podia ver Renan e Pedro conversando e andando em direção a saída de incêndio.
— Vamos entrar lá antes deles. – falou Samantha, indicando a saída de incêndio.
As duas foram para lá e dois minutos depois Renan e Pedro entraram também.
— Leilane e... Samantha?! – perguntou Pedro, surpreso. – Que fazem aqui?
— Eu preciso falar com o Renan um minuto. – adiantou Samantha puxando Renan. – Em particular e lá em cima. – ela apontou pro outro andar. – Um minuto, já voltamos.
Pedro olhou confuso para Leilane, atrás de respostas, mas ela foi vaga e ficou distraindo-o até que Samantha e Renan desceram.
— Pronto. – falou Samantha sorrindo. – Agora temos que ir. Tchau. – ela puxou Leilane para o andar de cima, onde ela estava com o Renan.
Os dois franziram a testa e desceram as escadas.
— O que você fez?! – perguntou Leilane. – Renan ainda vai morrer da mesma forma!
— Sim, ele vai. – falou Samantha. – E é justamente por tentar mudar isso que provavelmente vocês estavam falhando.
— Então nós viemos no passado por que? – perguntou Leilane,estressada. – Pra você bater um ultimo papinho com o Renan antes dele morrer?
— Não. – falou Samantha com um leve sorriso e seguindo até a porta da garagem. – Eu tenho um poder também, que é copiar as coisas, e o que eu fiz foi simples, copiei o Renan.
Ela abriu a porta e parado atrás dela estava Renan, com uma expressão dura, como se estivesse somente em pé, mas morto.
— Meu Deus. – falou Leilane, em choque. – Ele está bem, tipo, ele não parece bem... vivo.
— Talvez seja o transe. – falou Samantha, sem muita certeza. – Enfim, vamos voltar.
Leilane tocou nele e em Samantha e no instante seguinte estavam de volta ao banheiro da lanchonete.
As duas saíram empurrando Renan, que agia como se fosse um doente mental, sem saber o que fazer.
Pedro pulou da cadeira ao ver Renan saindo do banheiro e correu pra abraçá-lo, mas ele não correspondeu, era como se ele fosse só um boneco.
— Ele vai ficar demente desse jeito? – perguntou Leilane. – No fim das contas, nós não o salvamos de verdade.
Iami levantou-se e olhou para o fantasma de Renan, que estava ao seu lado observando tudo.
— Talvez porque ele seja só uma cópia mesmo. – falou Iami segurando a mão do fantasma Renan e adiantando-se até o Renan físico. – E, portanto, não tem uma alma.
Assim que Iami tocou em Renan, o fantasma dele que estava ao seu lado sumiu e o Renan que antes estava desacordado, fechou e abriu os olhos.
— Funcionou! – falou ele pulando. – Funcionou!
Os quatro gritaram, felizes por ter finalmente conseguido sucesso.
O gerente da lanchonete apareceu lá e mandou-os fazerem silêncio, aborrecido principalmente por eles não estarem consumindo nada há muito tempo.
— Leilane? – chamou Samantha, olhando-a preocupada.
— Sim?
— Seu nariz. – apontou ela.
Leilane passou a mão pelo nariz e viu que seus dedos estavam sujos de sangue.
— Oh. – disse ela puxando um guardanapo de papel e limpando. – Não é nada. – e então sorriu.
Todos se entreolharam, e então viraram para a entrada da lanchonete, que Fábio havia acabado de entrar.
— Pessoas, tem algo muito estranho acontecendo. – falou ele olhando para os quatro. – Nossos amigos estão precisando de ajuda.
— O que está acontecendo? – perguntou Pedro.
— Não temos tempo, vocês precisam vir comigo. – falou ele apontando pra Leilane e Pedro. – Eu só posso levar dois de uma vez.
— Levar? – perguntou Leilane. – Como assim?
Fábio olhou para o gerente e aproveitou enquanto ele estava de costas para sair rapidamente dali com os amigos em direção à Livraria Somensi.
***
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Capítulo 15 - Luta na Companhia (Parte 1)
Anteriormente em Heeerois.
Ana Paula levou um tiro de Gabriel Lazzovick, também conhecido como Crowd, cuja habilidade consiste em suprir a habilidade dos outros.
Patrick e Gabrielly fugiram da Companhia e planejam se encontrar com um grupo de pessoas que odeia a Companhia que cataloga pessoas com poderes tanto quanto eles.
Daniel, após o eclipse, ficou sem poderes, mas mesmo assim, foi capturado por Lara e entregue à Companhia.
Clarissa ligou para Leilane e contou-a que sua pele se regenerou após se cortar.
Marina seqüestrou Lara e exigiu que Carlos se entregasse para deixá-la livre.
Iami descobriu ter o poder de falar com os mortos, e encontrou-se com Renan e Tuane, a irmã falecida de Daniel. E descobriu que Samantha tem a habilidade de duplicar coisas.
Greice ao, acidentalmente, ir ao futuro descobriu que a vida das pessoas com habilidades especiais se tornou um caos porque Patrick revelou a existência de todos ao Governo, num terremoto na Livraria Somensi.
***
Escadaria do prédio da Leilane.
Pedro, Leilane e Carlos.
Pedro desligou o telefone e encarou os dois amigos.
— Eu tenho que encontrar a Iami. – falou ele, levantando-se da escada.
— Ei,ei, espere. – disse Carlos. – O que aconteceu?
— Ela sabe sobre o que aconteceu ontem, tem algo acontecendo com todos nós. Todo mundo parece ter poderes, e ela, aparentemente, consegue falar com o Renan, mesmo ele estando... morto. – os três se entreolharam e então ele disse: - Tenho que ir.
— Espere. – disse Leilane. – Eu vou com você. – ela olhou para Carlos. – Você vem também, não é?
— Não. – respondeu ele. – Eu preciso encontrar a Lara daqui a pouco.
— Aproveita e descubra o que aconteceu com o Daniel. – falou Leilane abrindo a porta da escadaria. – Me ligue assim que souber direito. Vamos, Doso.
***
Livraria Somensi.
Subsolo.
Level 2.
Daniel Conde.
Daniel abriu os olhos, estava numa sala cinza e quadrada, com um vidro a sua frente. Ele estava deitado em um colchão no meio da sala.
— Daniel. – chamou a voz de um garoto que havia acabado de entrar na sala.
— Quem é você?- vociferou ele. – E onde estou?
— Meu nome é Gabriel. – respondeu ele. – E você está em uma companhia que tem como interesse monitorar pessoas com habilidades especiais como você.
— Habilidade especial? – repetiu Daniel, levantando-se.
— Sim, você pode ressuscitar pessoas, essa é uma habilidade muito útil a Companhia. – respondeu Crowd, num sorriso. – Não tente negar, por favor.
— Olhe, eu não tenho mais essa habilidade, ela se foi desde ontem. E mesmo que eu tivesse, eu não iria ajudar vocês. Quero voltar pra casa agora.
— Sua habilidade não foi embora, ontem houve um eclipse somente, e por isso seu poder deixou de funcionar. E quanto a nos ajudar, bem, acho que é fácil perceber que você não vai conseguir muita coisa se não colaborar conosco.
Daniel o encarou e percebeu que havia um detalhe que aquele cara estava deixando de lado.
— Você e sua companhia sabem tudo sobre a minha habilidade? – perguntou ele.
— Não, e é exatamente por isso que você está aqui, para que possamos lhe estudar e testar seus poderes até termos certeza que você não é uma ameaça para a humanidade. – respondeu Crowd com um sorriso amarelo.
— E o que exatamente você quer dizer com testar?
— Você vai ressuscitar uma pessoa esta tarde. Simples. – respondeu Gabriel indo para a porta.
— E se eu me recusar? – arriscou Daniel.
— Você não vai. – falou Gabriel abrindo a porta. – A pessoa que você vai ressuscitar é a sua amiga Ana Paula.
***
— Tem certeza que essa é a casa dela? – perguntou Patrick para Gaby. - A garota que era capaz de saber tudo sobre qualquer pessoa com um toque?
— Sim. – respondeu Gaby. – Eu descobri o nome dela quando voltei de férias e a vi indo pro colégio. Ela estuda com os seus amigos lá no Ideal também.
— Certo. – disse Patrick. – Então faça a sua mágica e vamos.
Gaby abriu um portal a sua frente e atravessou junto com Patrick. No instante seguinte estavam dentro do quarto da garota.
— O que diabos vocês estão fazendo aqui?! – gritou a garota ao ver os dois aparecerem no seu quarto.
— Alana, certo? – falou Gaby. – Estamos aqui porque precisamos de sua ajuda.
Alana Kasahara
— Me dêem um bom motivo para eu não gritar pela minha mãe nesse momento e chamar a polícia. – falou ela correndo para a porta.
— Porque nós queremos a ajuda de você e do seu grupo para destruir a Companhia. – respondeu Patrick.
— E porque você sabe que eu posso fazer um buraco negro aqui e destruir sua casa. Exatamente como vocês me ensinaram. – ameaçou Gaby.
Alana olhou para os dois, considerando por um instante, então puxou a mão de Patrick e fitou-o por um instante. No segundo seguinte, largou-a.
— Eu não posso ajudá-los. Desculpa. – falou ela se afastando.
— Por que? – perguntaram os dois.
— Vocês querem destruir a Companhia e infelizmente não posso ajudá-los, meu grupo de pessoas não existe mais. E meu poder é inútil para o propósito de vocês.
— Olhe, - falou Gaby – só o que nós queremos é a sua ajuda para chegar lá e nos vingarmos do assassino da prima dele.
— Não acredito que você não tenha contato com nenhum dos outros... alguém que tenha um poder que possa nos ajudar a destruir a companhia. – falou Patrick.
— Olhe, você não pode simplesmente ir para a frente da Companhia e causar um terremoto para destruir o prédio. – falou Alana. – Seu poder é um bom ataque, mas tem que se lembrar que existem pessoas inocentes ali, prisioneiros, portanto, inútil. Eu posso levá-los até lá, e descobrir quem está por trás de tudo,mas é só.
Patrick e Gaby se entreolharam.
— Ok. Só precisa indicar o caminho. – falou Gaby.
***
— Pedro! – exclamou Iami ao vê-lo entrando na lanchonete em que ela estava esperando. Junto com ele entrou Leilane. – Oi Leilane.
— Então, o que está acontecendo? – perguntou Pedro. – Ele está aqui mesmo?
— Ele está, mas você não pode vê-lo ou escutá-lo. Só eu. – falou Iami. – Ele me pediu pra dizer pra você que você não teve culpa pelo que aconteceu, foi só um acidente e que... ele vai ficar bem, de alguma forma.
— Não! – exclamou Pedro, com lagrimas nos olhos. – Isso não é justo!
— Pedro. – falou Iami, abraçando-o. – Acalme-se. Ele diz que você tem que se acalmar, não há nada que possamos fazer agora.
Silêncio.
Iami e Doso ficaram abraçados por alguns minutos até que Leilane pigarreou e fez os dois olharem para ela.
— Na verdade, acho que tem algo que eu possa fazer. – falou Leilane. – Você tem alguma foto de ontem,Pedro?
Pedro puxou seu celular e entregou a Leilane.
— Tenho algumas... por que?
— Me esperem aqui, eu já volto. – falou Leilane indo até o banheiro feminino e fechando a porta.
— Eu vou falar com ela. – falou Iami. – Espere aqui.
Ela se levantou e foi até o banheiro. Leilane não estava mais lá.
***
Frente da Lanchonete Subway.
— Eu te liguei porque você é o único que pode me ajudar. Você sabe, por causa do seu poder pode contatar os outros mais facilmente. – falou Carlos para Fábio.
— Ok, só recapitule pra mim o que exatamente está acontecendo aqui mesmo. – pediu Fábio.
— Tem alguma coisa estranha acontecendo com todos nós, e pelo que entendi, Marina e Lara estão envolvidas em algum tipo de organização que caça pessoas com poderes, como nós e eles querem se encontrar comigo agora, então o que você precisa fazer é ficar de olho no movimento, ver para onde eles vão e em caso de emergência, avisar ao Pedro e a Leilane onde eu estou. Entendeu?
— Ok. – falou Fábio. – Eu vou ficar de olho, mas do outro lado da rua.
E num segundo ele não estava mais lá.
Carlos caminhou para entrar na lanchonete, mas antes que pudesse encostar a mão na porta, tudo escureceu.
***
Livraria Somensi.
Subsolo.
— Ele concordou em ajudar? – perguntou Jéssica assim que Gabriel deixou a cela de Daniel.
— Sim, exatamente como eu planejei, Jéssica.Não há nada a temer, vai dar tudo certo. – falou Crowd, caminhando direto para o elevador.
— Tudo certo? – repetiu Jéssica. – Você matou uma garota inocente e acha que vai ficar tudo certo?
— Ana Paula representava um risco à companhia, e por causa dela Patrick e Gabrielly estão livres por aí, podendo causar outros terremotos. – respondeu Gabriel.
— Quer saber? – falou Jéssica seguindo para as escadas. – Eu entrei para a Companhia por um motivo diferente,eu queria salvar vidas ao invés de vê-las sendo disperdiçadas. Eu estou fora.
Gabriel a lançou um olhar sério e somente disse:
— Precisamos conversar direito sobre isso. Você sabe que ninguém pode abandonar a Companhia a qualquer momento. Conversaremos, mas não agora.
A porta do elevador fechou e Jéssica seguiu para as escadas para poder chegar no saguão de entrada.
Assim que alcançou a entrada da livraria, viu Marina junto com uns seguranças da Companhia arrastando Lara e Carlos para dentro, ambos inconscientes. Obviamente ninguém conseguia ver aquilo porque Marina estava controlando a mente de todos eles.
Ela somente sorriu para Jéssica, ao passar e então foi para o elevador, junto com os dois inconscientes.
Em choque,Jéssica caminhou para fora da livraria para procurar um taxi pra voltar para casa, e avistou três pessoas do outro lado da rua, olhando para a livraria.
— Patrick,Gabrielly ! – exclamou Jéssica correndo até eles. Junto com os dois estava uma garota que ela nunca havia visto.
Os três recuaram ao vê-la se aproximando e ela adiantou:
— Calma, eu não vou fazer nada.
— A ultima vez que confiei em você – falou Patrick - acabei levando um choque.
— Se eu quisesse, poderia ter chamado reforços para pegar vocês. – falou Jéssica. – O que vocês estão fazendo aqui, vocês são loucos? Gabriel está louco para arrancar a cabeça de vocês dois.
— Viemos acabar com a Companhia. – falou Gaby. – De uma vez por todas.
— Então eu posso ajudar. – falou Jéssica. – Eu me demiti hoje, e vocês podem precisam da minha ajuda, eu conheço a área toda. E posso fazer um curto circuito e fazer com que todas as celas sejam abertas, digo, vocês não pretendem ferir gente inocente, não é? Gabriel é que é o erro da Companhia.
— O que você acha, Patrick? – perguntou Gaby. – Podemos confiar nela?
— Ela conhece a Companhia bem. – falou Alana adiantando-se. – Então pode estender a mão e me deixar ver se suas intenções são verdadeiras e, além disso, seremos duas conhecendo a área.
— Certo. – concordou Jéssica estendendo a mão para Alana tocar.
— Certo. – falou Alana, após algum tempo. – Então acho que já tenho um plano.
***
Um dia antes.
Shopping.
Leilane havia se concentrado na foto de Pedro e Renan e agora estava no shopping e podia avistar os dois ao longe, tirando a foto que ela estava enxergando no celular.
Os dois seguiram para as escadas da saída de incêndio, onde Leilane sabia que era que iria acontecer toda a desgraça.
— Pedro! – exclamou ela antes que ele entrasse lá.
Os dois viraram para ela e a encararam.
— Leilane? – perguntou ele, surpreso. – O que está fazendo aqui?
— Sua mãe me ligou, preocupada. – mentiu ela. – Você tem que voltar pra casa. Agora.
— Sério isso? – perguntou ele, preocupado.- Então tenho que ir,né...
Ele a abraçou e moveu-se para a escadaria, ainda com Renan.
— Renan! – chamou Leilane. – Acabei de encontrar a Tácilla no banheiro e ela pediu pra você esperar ela lá na frente do banheiro.
— Tácilla ta aqui? – perguntou Renan confuso.
— Tá. – falou Leilane puxando-o. – Vamos, eu te levo até lá. Tchau, Doso.
E fechou a porta da escadaria, separando os dois, salvando assim a vida de Renan.
No instante seguinte ela não estava mais no shopping, estava de volta ao banheiro da lanchonete com o celular nas mãos.
Saltitante, ela saiu do banheiro e foi até Iami e Doso e abraçou-o.
— Consegui! – exclamou ela, feliz. – Eu o salvei.
— Salvou? – perguntaram os dois. E então Iami falou: - Então por que eu ainda vejo o espírito dele?
Leilane olhou-os,confusa.
— Mas, Pedro, eu voltei no tempo, eu impedi você de matar o Renan na escadaria, eu separei vocês...
— Você pode voltar no tempo? – perguntou Iami, mas foi ignorada.
— Não, Leilane, você nunca me encontrou na escadaria...
— Então nada mudou? – perguntou ela, desapontada.
— Não, tudo está... do mesmo jeito. – falou Pedro.
Leilane havia errado em alguma coisa, mas não estava disposta a desistir tão fácil.
***
Greice estava do outro lado da rua quando viu Patrick, Jéssica e duas garotas entrarem na Livraria Somensi. Ela seguiu logo atrás deles e encontrou-os cochichando no saguão.
— Eu poderia causar um terremoto leve e assim fazer com que todos os que trabalham aqui saíssem correndo... – falou Patrick.
Greice virou-o contra a parede e o encarou.
— Escuta aqui, Patrick, você não vai usar seus poderes de forma alguma aqui, entendeu? Você não tem idéia do estrago que vai fazer as nossas vidas caso se descontrole, então eu estou aqui pra te impedir de fazer qualquer besteira, não importa o que aconteça.
Gaby e Alana se afastaram ao ver Greice ameaçando Patrick. Jéssica já havia descido para causar o curto-circuito.
— Me larga,Greice. – falou Patrick. – Você sabe porque eu estou aqui procurando vingança. Eles mataram Ana Paula, sua amiga, minha prima.
— E o que você está prestes a fazer vai matar todos nós. – falou Greice, ainda em tom de ameaça. – E eu não vou permitir.
Uma voz atrás surgiu atrás deles.
— Ora,ora,não imaginava encontrar todos vocês aqui. – falou Marina. – Facilita muito meu trabalho, assim posso prender todos de uma vez. Quem vai ser o primeiro?
***
TAM.
Gente,o próximo é o ultimo episódio da temporada, espero que tenham gostado :s
Comentem.
C-ya!

