
Leilane Dias
Leilane estava em sua sala de aula, olhando para seu exercício de Português que havia acabado de resolver.
O professor Guimarães, de português, estava prestes a corrigir o exercício, quando a sineta tocou,indicando que sua aula havia acabado. Ele se levantou e se retirou da sala, assim como muitos alunos, que sempre que havia um intervalo entre uma aula e outra saíam.
Alana,amiga de Leilane, a convidou para sair da sala, mas Leilane recusou, com a desculpa de que queria ler algumas coisas.
A verdade é que ela queria ver um antigo albúm de fotos e ainda não queria que ninguém visse. No intervalo era iria mostrar para os seus amigos que estudaram no Gentil uma foto em que todos eles apareciam juntos.
Ela estava focada nessa foto, olhando para os rostos de seus amigos e tentando achar quais características ainda permaneciam e quais características eles haviam adquirido.
Após tanto olhar para a foto, lembrou-se que ainda estava na sala de aula e que o barulho havia diminuido, ela ouvia ao longe, algumas risadas infantis, mas nenhuma conversa próxima a ela.
Ela ergueu os olhos e, em pânico, notou que não estava mais na sala de aula, e sim em uma grande escada branca que ela reconhecia muito bem,pois era a escada da escola que estudara até ano passado, Gentil.
Ela levantou-se da escada e olhou ao redor, estava tudo vazio, exceto a parte do centro da entrada da escola, onde uma professora tentava arrumar os alunos para que eles ficassem bonitos para uma foto que eles iam tirar.
De onde Leilane estava ela podia ver somente os cabelos cacheados da professora, mas tinha certeza que sabia exatamente em qual posição as crianças estavam.
Seu coração estava batendo aceleradamente, pensando na impossibilidade daquilo estar ocorrendo, mas ela tinha certeza que aquela foto que estava sendo tirada naquele momento já estava nas mãos dela.

***
— Carlos, espera! - gritou Fábio pulando pela passagem que havia acabado de ser "construída" dentro do banheiro.
Mas Carlos sequer olhou para trás, continuava correndo pelo terreno vazio, em direção à rua. Fábio correu na direção dele, mas ele já estava um tanto adiantado.
— Carlos!Para,ok? - gritou Fábio para Carlos, quando ele chegou no portão da frente do terreno, que era a única coisa que tinha na propriedade.
E então Carlos parou de andar e virou-se Fábio.
— Fique aí onde você está. - falou Carlos.
— Ok. - falou Fábio,parando de andar, ele ainda estava a uma distância considerável de Carlos. - Agora que tal explicar o que foi aquilo?
— O que você quer , Fábio?Eu já arranjei uma forma de você sair da escola, agora me deixa em paz.
— Mas, Carlos... - começou Fábio, mas ele o interrompeu.
— Eu sou uma aberração,ok?Agora, por favor, me deixar ir embora sozinho e em paz. - falou Carlos virando-se para o portão, para poder escalá-lo, mas antes de poder virar-se totalmente, sentiu alguém puxá-lo, e era Fábio.
Carlos olhou-o assustado, pois não havia como ele ter chegado próximo de Carlos tão rápido, mas pelo olhar indignado de Fábio, nem ele mesmo sabia como. Aparentemente Fábio havia corrido metros em uma fração de segundo.
— Como foi que você fez isso? - perguntou Carlos.
***
— Meu Deus, Renan. - falou Iami ajudando-o a se sentar na tampa do vaso. - Eu vou pedir ajuda.
Iami levantou-se, mas Renan agarrou a mão de Iami.
— Não, Iami. - sussurrou ele. - Eu preciso da sua ajuda. Por favor, não vai embora.
Iami ficou paralisada, olhando para o amigo, ele parecia muito mal, e certamente ela não poderia ajudá-lo, o que ele precisava agora era ir para um hospital urgentemente.
— Renan, você precisa de ajuda médica.Eu preciso chamar alguém pra vir aqui te levar pro hospital, eu prometo que vou contigo no hospital,se puder, mas você não pode ficar assim aqui. Você está pálido!
Renan começou a levantar-se, mas não conseguia erguer-se, então sentou-se novamente.
— Você não entende... aconteceu uma coisa...estranha, horrível... entre eu e o Pedro... desde ontem eu...
Ele não conseguia prosseguir, e então Iami passou a mão em suas costas, para tentar acalmá-lo.
— Calma, você não precisa dizer nada ainda se não consegue...
Então ela ouviu passos na entrada do banheiro e ficou feliz por ter alguém entrando no banheiro, assim esse alguém poderia pedir ajuda, enquanto ela tentava acalmar Renan.
— Você não entende, Iami... - sussurrou ele. - Ninguém mais pode me ajudar...
Virou-se para enxergar quem era e avistou uma garota de cabelos de cabelos lisos e castanhos olhando diretamente para ela e para Renan.Iami logo notou que ela era estranha, ela não estava vestindo o uniforme da escola e tinha uma cor pálida semelhante a de Renan, a diferença era que ela não estava morrendo.
Iami abriu a boca para pedir ajuda para ela, mas a garota a interrompeu:
— Ei, você consegue me ver?!
Iami olhou para ela com um olhar estranho. Só o que ela precisava era uma louca no banheiro.
— Claro que sim. Por que? - perguntou Iami.
A garota deu um passo a frente para aproximar-se deles dois e olhou para Iami.
— Porque eu e esse garoto aí estamos mortos.
***
Jéssica e Marina arrastaram os corpos desmaiados de Patrick e Ana Paula para próximo a entrada da escola, graças a Marina, ninguém as viu, e agora elas estavam ajeitando os dois no banco da entrada para que eles parecessem acordados, pois na rua existiam muito mais pessoas, portanto, muito mais mentes para se controlar, e Marina não sabia se era capaz de tamanha façanha.
Colocou Patrick e Ana Paula sentados um ao lado do outro e escondeu as mãos deles, para que as algemas não aparecessem.
— Um carro da companhia está vindo buscar eles. - falou Jéssica. - É uma pena ter que fazer isso com os nossos amigos,mas... o Patrick é perigoso.
— É, nós sabemos muito bem o que ele fez, e se seu poder não for diagnosticado e controlado logo,pode haver mais desastres do que o que ele fez. - falou Marina. - De qualquer forma, eles vão voltar para casa em alguns dias,no máximo. Pelo menos a Ana Paula sim...não sei o Patrick.
— Nós ainda temos que ir atrás dessa Gaby e do Pedro,não é? - falou Jéssica. - Eu comentei com o Gabriel sobre eles.
— Depois que a gente descobrir quem é, a gente vai atrás. - falou Marina. - Eu vou ligar para a Lara para avisar sobre a Greice, que ela estava em contato com eles e sobre...essa história do Renan.
Marina já ia puxar seu telefone celular quando sentiu algo a empurrando, e assim que caiu no chão, sentiu Jéssica em cima de si.
Levou uma fração de segundo para poder entender o que estava acontecendo. Ao ver Ana Paula em pé, entendeu o que estava acontecendo.
Ana Paula havia acordado e com sua super força havia desfeito as algemas e lançado Jéssica para cima de Marina, derrubando-a no chão.
E agora Ana Paula estava correndo para longe, carregando consigo, Patrick.
— Droga! - gritou Marina tentando levantar-se.
— Oh,Deus! - gritou Jéssica levantando-se e jogando um raio elétrico na direção deles, mas sem sucesso.
Os dois já haviam dobrado a esquina e estavam fugido.
Jéssica virou-se para Marina e antes que conseguisse perguntar o que elas deveriam fazer, Marina disse:
— Vem comigo, eu tenho um plano.
***
Espero que tenham gostado :D
Bjs :*
4 comentários:
AAAAH,que legal *-*
anciosa pelo próximo :)
imaginei a cena da ana paula me carregando nas costas HAUAHUAAU
carlos e seus fanais "tan dan!"
Adoro tetchy, ta ficando muito bom!
eu quero que os episodios tenham mais linhas
pq eu sempre fico na anciedade pro proximo :/
*-*
OAPSKPOAKSOPAKSPO A Ana Paula carregando o Patrick foi MARA! OASKAOPSKPOAKSOPAKSP
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