— Eu tenho um plano, precisamos encontrar uma pessoa e Gabriel pode nos dizer onde ela está. - falou Marina.
— E precisamos ir nos encontrar pessoalmente com ele para que ele nos diga o endereço? - falou Jéssica.
— Você prefere contar por telefone que nós perdemos duas pessoas com poderes, sendo um deles potencialmente perigoso? - falou Marina.
Jéssica ficou em silêncio durante o resto do caminho, assim como Marina. Ao chegarem em frente a Livraria Somensi, as duas desceram do carro e caminharam para dentro da livraria. Dentro do carro elas já haviam trocado o uniforme da escola por roupas normais, então ninguém olhava estranho para elas.
Passaram direto para a área de acesso restrito a funcionários e desceram no elevador que dava ao subsolo, que era onde ficava a companhia.
— O motorista me disse que os dois não estavam com vocês. - falou a voz de Gabriel atrás delas. - Espero que tenham uma boa explicação.
Marina e Jéssica viraram-se e encararam Gabriel Lazzovick(a quem eles chamavam de Crowd, por ordem do mesmo), que era seu sub-chefe.
— Nós nos precipitamos ao capturá-los. - falou Marina. - Ao que parece, o poder de Ana Paula envolve ela ter uma pele mais resistente, portanto, ela resistiu ao choque de Jéssica. Então ela fugiu, junto com Patrick. Os dois são primos, então é provável que acabem indo para a casa de algum familiar.
— Entendo...Pelo telefone Jéssica disse que esse Patrick foi o responsável pelo terremoto de ontem. Tem certeza disso?- perguntou Gabriel.
— Sim. - respondeu Jéssica. - Foi o que Marina ouviu dos pensamentos dele. E a amiga dele, Gabrielly, também é perigosa.
— Na verdade, é por isso que viemos aqui. - falou Marina. - Achamos que se formos rápido, conseguiremos encontrá-la antes que Patrick.
— E por que Patrick iria atrás dela? - perguntou Gabriel.
— Porque eles dois são cúmplices, o terremoto não foi o único desastre que Patrick causou. E se nós pegarmos Gabrielly poderemos fazer um acordo com ele. Além disso, Gabrielly também tem uma habilidade.
Gabriel ficou analisando a proposta por alguns segundos, e então seguiu para seu escritório, e as duas o seguiram.
Ele sentou em sua mesa e começou a digitar no computador.
— Qual o nome completo dela, sabe? - perguntou ele.
— Gabrielly Magalhães. - respondeu Marina. - Ela estuda no Colégio Teorema.
Gabriel continuou digitando algumas coisas no computador e então um papel saiu da impressora.
— Aqui está o endereço dela. - falou ele entregando o papel a Jéssica.
Nesse momento o elevador fez um barulho e dele saiu uma pessoa.
— Daniel já está lhe esperando na sala lá de baixo. - falou Lara, que era quem havia acabado de chegar pelo elevador. - Oi, Jéssica. Oi, Marina.
As duas retribuíram o cumprimento e viraram-se para Gabriel.
— Eu já estou indo até ele,Lara. Muito obrigado, agora só falta Greice. - falou ele.
— Hum... o que aconteceu? - perguntou Lara ao ver as duas.
— Uma pequena falha na missão. - falou Jéssica. - Patrick e Ana Paula fugiram.
Lara olhou meio duvidosa para elas, não sabia se tinha escutado certo.
— Patrick e Ana Paula... esses nomes não são estranhos para mim... - falou Lara tentando lembrar de onde os conhecia. - Eles são amigos do Carlos?
— São. - respondeu Jéssica. - Você conhece o Carlos?
— Sim,sim... essa cidade é mesmo um ovo. - respondeu Lara. - Bem, boa sorte para vocês nessa missão, eu estou indo atrás da Greice.
— Na verdade, - falou Marina subitamente. - Que tal se trocarmos de missão? Digo, Jéssica conhece a Greice, então seria mais fácil para ela conseguir trazê-la para cá, afinal, ela está em casa uma hora dessas. E você seria bastante útil para capturar-los. As missões seriam mais fáceis de se cumprir.
Lara já ia discordar, afinal, se aceitasse estaria trocando uma missão fácil de uma pessoa só, por uma missão com duas pessoas, que ela nem sabia quais poderes tinham, mas Gabriel adiantou-se.
— Marina está certa. Lara, por favor, acompanhe-a nessa missão.
Lara lançou-o um olhar de raiva, mas então virou-se para Marina e disse:
— Então vamos logo, no caminho você me explica direito sobre a missão.
— Jéssica, espere um minuto que eu vou lhe dar a ficha de Greice. - falou Gabriel.
Marina e Lara caminharam em direção ao elevador e subiram em silêncio. Passaram pela livraria e quando estavam na rua, Marina puxou o braço de Lara e olhou para seu rosto.
— Eu te chamei para essa missão porque tenho que te dizer uma coisa.
Lara puxou seu braço da mão de Marina e encarou-a.
— O que?
— Eu ouvi seus pensamentos, e você não vai ficar escondendo o Carlos. Você vai entregá-lo para a Companhia.
***
Iami entrou numa loja de convêniencias e foi até o balconista imediatamente.
— Com licença, onde é o banheiro? - perguntou ela.
O balconista indicou o banheiro para ela, e Iami seguiu até ele.
Ela checou se ele estava vazio e ao confirmar, finalmente disse:
— Ok, agora estou sozinha. Podem falar. - falou ela referindo-se a Renan e a garota fantasma do banheiro do Universo. - Mas, por favor, enquanto eu estiver na rua, não tentem falar comigo, as outras pessoas não podem ver vocês, então eu vou parecer uma louca.
— Você tem que avisar para minha mãe que eu estou morto! - falou Renan, que agora estava um pouco melhor, tirando o fato que ele estava morto,é claro.
Ele havia melhorado depois que aquela garota fantasma havia entrado no banheiro e dito que ele estava morto. Assim ele conseguiu explicar direito o que havia acontecido na tarde anterior, e isso pareceu melhorar seu espírito. Ele ainda tinha olheiras fundas, mas conseguia andar, pelo menos.
Ao que parecia, Pedro havia acidentalmente matado Renan, sugando a água de seu corpo,ou coisa assim. Iami só sabia que precisava achar Pedro para entender aquela história. Além disso, ela começara a ver gente morta da noite pro dia, assim como Pedro começara a sugar a água do corpo das pessoas da noite pro dia, então talvez ele soubesse o motivo.
— Eu vou, Renan, mas primeiro eu tenho que ir atrás do Pedro e tentar entender exatamente o que aconteceu, nem você consegue lembrar-se direito o que aconteceu! O que você quer que eu diga para a sua mãe?"Oi, comecei a ver espíritos essa manhã, e seu filho apareceu no banheiro para falar comigo e mandou dizer que ele está morto." Ela vai me bater se eu fizer isso. - falou Iami, e então virou-se para a garota que ela havia encontrado no banheiro. - E você?Por que ainda está me seguindo?
— Porque eu também preciso que você entregue uma mensagem para mim. Mas pode ser depois que você resolver a história desse garoto. - falou ela.
Iami fechou os olhos, concentrando-se, de repente, sua vida havia virado de cabeça pra baixo, ela começara a ver gente morta, e isso explicava porque tinha visto tanta gente estranha nessa manhã, e tinha virado mensageira dos mortos.
— Tudo bem, eu te ajudo depois que eu ajudar ele. - falou Iami. - Mas agora o que nós precisamos fazer é tentar encontrar Pedro, talvez ele me ajude a entender o que aconteceu com você e comigo, certo?
Renan mexeu a cabeça concordando, mas ao mesmo tempo olhou para trás de Iami, como se tivesse alguém atrás dela. Ela virou-se instantaneamente,torcendo para que a pessoa não a tivesse visto falando "sozinha". Mas ela conhecia a pessoa, era Samantha.

Samantha Castilho.
— Ah...oi, Samantha. - cumprimentou Iami.
Era pior ainda ser alguém que ela conhecia, naquele momento ela estava implorando aos céus para que Samantha não tivesse ouvido nada.
— Eu vi você vindo para cá, então te segui... - começou Samantha.
Iami piscou os olhos, confusa.
— O que aconteceu, Samantha? - perguntou Iami.
— Desde ontem... tem acontecido coisas estranhas comigo. - falou ela abrindo a bolsa. - Primeiro eu achava que era uma brincadeira, ou que eu estava me confundindo, mas então hoje, após vários testes eu consegui ver que não era confusão.
Ela se adiantou até a pia e jogou seus pertences em cima dela. E lá havia tudo em dobro, dois celulares, dois pentes, dois espelhos,dois estojos...
Iami olhou para ela, ainda confusa.
— Eu consigo... duplicar as coisas.
***
— Marina e Jéssica? - falou Ana Paula, indignada, para Patrick. Os dois estavam no quarto dele.
Após Ana Paula sair correndo do colégio, o único lugar que pensou foi a casa dele, que era próxima, mesmo que fosse um lugar óbvio para ir, eles precisavam ir lá antes de, talvez, fugir. - Agora todo mundo nessa droga de escola tem um poder e AINDA POR CIMA estão atrás da gente. Eu mereço isso...
— Calma, Ana. - falou Patrick, que estava arrumando suas coisas dentro de uma mochila.
— Eu ainda acho que nós deveríamos ir até a polícia e dizer toda a verdade, que estamos sendo perseguidos! - falou Ana Paula.
— E dizer que você pode cair de onze andares e não morrer e que eu posso causar um terremoto?Ah, e que a Jéssica pode lançar raios também? Ninguém levaria a sério, e mesmo se levassem, nós, como você mesmo disse, seríamos levados para um laboratório para sermos cobaias.
Ana Paula olhou para Patrick,meio desconfiada.
— Eles disseram que você era perigoso. - falou Ana. - Eles se referiam ao terremoto que você causou e que quase me matou,não é?
— Aham. - falou Patrick, sem olhar para Ana Paula, ainda colocando roupas na sua mochila.
Ana Paula deu a volta em Patrick e encarou-o.
— Patrick. - falou ela para que ele a olhasse. - Por que você está mentindo?
— Eu não tô mentindo. - falou ele encarando-a.
— Você não consegue mentir para mim. Eu sou sua prima,lembra?Sua bebê. - falou ela sorrindo. - Você sabe que pode me contar tudo. Estamos juntos nessa,lembra?
Patrick desviou os olhos e então sentou em sua cama.
— Talvez tenha mais alguma coisa que eles saibam sobre mim... - falou ele.
— O que? - perguntou Ana Paula.
— Eu... matei uma pessoa.
Irônico ou não, era a segunda vez que Ana Paula escutava aquilo de um amigo, em menos de 24 horas.
***
Dois meses atrás. Julho de 2008.
Patrick estava de férias, assim como todos os adolescentes de Belém.E ele não tinha nenhum lugar exato para ir naquelas férias, ia provavelmente ficar se sua amiga Gabrielly não se oferecesse para levá-lo junto com ela para uma casa que sua família havia alugado em uma cidade balneária próxima de Belém, Salinas.

Gabrielly Magalhães.
Patrick concordou e juntos eles foram para lá. No primeiro dia eles sequer saíram para a praia, ficaram somente no condomínio de casas que estavam e conheceram alguns adolescentes, que os convidaram para uma festa que eles iam dar naquela mesma noite, e em todas as noites seguidas, numa casa que fora alugada só por adolescentes, num lugar próximo ao condomínio.
Eles concordaram e na noite do primeiro dia eles foram até lá.
O lugar era bom, cheio de pessoas loucas, mas algumas até interessantes. Patrick notou que algumas pessoas tinham um interesse especial em Gabrielly, e que durante mais de uma hora ela esteve distante dele.
Nos dias seguintes, eles continuaram indo para essa festa, que sempre só acabava de manhã, e sempre Gabrielly sumia por algum tempo, mas sempre dizia para Patrick que não estava fazendo nada demais.
Na 7a noite consecutiva que eles foram a festa, Patrick resolveu andar pela casa, pela parte da piscina,por onde ele quase nunca ia, para ir atrás de Gabrielly, que havia novamente sumido.
Estava andando por lá, quando encontrou um grupo de pessoas empurrando um garoto, que estava extremamente bêbado ou drogado, numa roda.
Patrick resolveu ir até o grupo para poder fazê-los pararem de fazer isso com o garoto, mas instantaneamente sua cabeça começou a latejar, assim, só o que ele conseguiu fazer, foi empurrar alguém da roda, que caiu na piscina.
A partir daí a memória dele começava a falhar, ele não conseguia lembrar direito,e ele não havia tomado sequer uma gota de alcool naquela noite.Ele só sabia que tinha caído no chão e desmaiado, e no segundo seguinte,ou horas depois,não sabia, ele estava no quarto de Gaby, junto com ela. E a dor de cabeça havia sumido.
Mas sem dizer uma palavra, os dois adormeceram.
No outro dia Patrick comentou com Gabrielly sobre a festa, mas ela disse que não se lembrava de ter visto nenhuma briga, mas que havia encontrado ele desmaiado no chão da piscina e o havia levado de volta pra casa, sem que ninguém os visse.
Então decidiram que não iriam mais voltar a festa, e não voltaram. E tudo estava certo até que numa noite, Patrick acordou e Gaby não estava deitada em sua cama, ele desceu para checar se ela estava na cozinha, mas ela não estava, no entanto, ao subir para o quarto novamente, lá estava ela deitada, e ele se perguntou se não havia imaginado coisas.
Tudo ficou certo e eles voltaram para Belém, para suas vidas normais, e tudo estava perfeito até que ontem, logo no início da noite, Patrick abriu o jornal e viu que a polícia havia encontrado o corpo de um garoto que há dois meses havia sumido em Salinas. Patrick quase vomitou ao reconhecer o rosto, era o garoto que estava bêbado naquela noite.
Havia sido o garoto quem ele havia acidentalmente empurrado para a piscina, e ninguém na festa ajudou-o, assim ele morreu afogado, e por culpa dele.
Furioso, ele ligou para Gaby e gritou com ela por ela ter mentido, afinal, ela deveria ter visto o garoto morto na piscina, e ele sentia que ela estava escondendo algo dele. Ela prometeu que ia encontrar-se com ele no dia seguinte, ou seja, hoje, para explicar tudo que tinha acontecido. Mas ele estava furioso e somente desligou o telefone e gritou de raiva.
E foi por isso que o terremoto aconteceu.
***
— Meu Deus... - falou Ana Paula, quando Patrick acabou a narrativa. - Nós precisamos ir atrás da Gaby, ela precisa explicar essa história direito. Por que ela mentiu?
— Eu não sei, ainda tenho que conversar com ela para ela me explicar isso. - falou Patrick. - Na verdade, acho que seria bom irmos até a casa dela, antes que Jéssica e Marina venham até aqui.
— Ai, meu Deus! - falou Ana Paula. - Eu me esqueci de te dizer, eles vão atrás dela agora, dela e da Greice!
— Mas por que? - perguntou Patrick. - Por que atrás da Gabrielly?
— Acho que ela também tem uma habilidade. - falou Ana Paula.
— Como assim? Gabrielly tem uma habilidade?!
— Eu não sei, Patrick. - falou Ana Paula levantando e correndo até o telefone. - O que me importa agora é avisar a Greice, ela pode estar em perigo!
***
Greice estava almoçando em sua casa, logo que ela acabasse de comer ela iria ligar para Patrick e Ana Paula. Os dois haviam desobedecido o pedido dela, que era para eles simplesmente ficarem no lugar que ela havia dito.
Ela tinha que mostrar para eles os desenhos que ela havia feito na noite passada enquanto estava bebada, ao que parecia, os desenhos dela haviam saido muito bem-feitos para terem sido só desenhos feitos enquanto ela estava bebada, ela tinha certeza que eles eram cenas do futuro, e se esses desenhos estivessem certos, ela poderia encontrar Pedro.
O telefone então tocou, e ela se levantou para ir atender, sua mãe lhe lançou um olhar de censura por ela atender telefone na hora do almoço, mas ela nem ligou.
— Alô. - falou ela ao atender.
— Greice! - falou Ana Paula.
— Ana Paula! Onde você e o Patrick se meteram hoje? Vocês sumiram! Eu fiquei procurando vocês igual a uma...
— Greice, é sério, você precisa sair da sua casa AGORA! A Jéssica e a Marina trabalham para pessoas que estão tentando nos sequestrar, eles quase conseguiram levar eu e o Patrick, agora o próximo alvo é você!
— Jéssica e Marina? - falou Greice, duvidosa. - Isso não faz o menor sentido...
— Greice, você precisa me levar a sério, Jéssica pode lançar raios e...
Greice não pôde ouvir mais nada, pois as luzes da casa se apagaram e o telefone sem-fio também. Ainda era dia, portanto, ainda estava claro. Mas, mesmo assim, Greice sentia medo e sabia que algo estava errado.
— Mãe... - falou ela virando-se. - Vamos sair daqui...agora.
— Não tão rápido, Greice. - falou uma voz vindo da sala. Ela virou-se e viu Jéssica, ela estava com um pequeno raio materializado em sua mão. - Você e eu precisamos ter uma conversinha antes.
***
*-*
Vou tentar postar o outro ainda hoje.
C-ya!
2 comentários:
eu e o patrick somos perigosos,usauhsuahsuashua *-*
bate aqui, gaby! \o
AHUAHAUAHUHAAHUAHUAHAU pq mentiste pra mim? disse que poderias me contar tuuudo :(
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