Patrick quase não conseguia respirar, o som parecia vir ao longe,somente sentia algo terrível dentro de si. Uma fúria enorme e incontrolável, não conseguia aceitar que sua prima havia sido atingida.
— Patrick, vem comigo agora! - sussurrou Gabrielly, arrastando Patrick para fora da casa de Greice pelos fundos.
Crowd olhava para o corpo de Ana Paula, caído no chão, não com um olhar de arrependimento, mas pensativo. E então notou que os dois estavam escapando.
— Jéssica! - berrou ele. - Vá atrás deles!
Mas Jéssica estava em choque, não conseguia se mexer. Não era por aquele motivo que estava na Companhia, ela não queria ser cúmplice de um assassinato, principalmente de uma amiga sua. Mas agora era tarde demais, pois Ana jazia morta no chão da sala de Greice.
Como Jéssica não se mexia, Crowd correu para os fundos da casa de Greice, atrás de Patrick, Gabrielly e Greice, mas nenhum dos três estava mais por lá.
— Merda! - xingou Crowd dando um soco na parede.
Aquela deveria ser uma missão simples, e agora tudo o que ele tinha era o cadáver de uma garota. Não fazia idéia de como iria explicar isso aos seus chefes, os fundadores da Companhia.
***
— Você é Tuane? - perguntou Iami, embora soubesse da resposta, ela reconhecia a irmã de seu antigo amigo, Daniel Conde. Ela estava morta haviam meses.
— Você me conhece? - perguntou Tuane.
— Eu conheci seu irmão...eu soube da sua morte, foi algo meio...inesperado.
— É. - falou Tuane, pensativa. - De qualquer forma, eu preciso esclarecer algumas coisas com ele. Já que você o conhece, as coisas devem ser mais fáceis.
— Acontece que faz tempo que eu não falo com ele. - falou Iami. - Nem tenho o número dele mais...mas acho que sei uma forma de acabar com o problema de vocês dois de uma vez só.
Iami puxou o celular e começou a discar.
— Alô? - falou a voz no telefone.
— Carlos. - falou Iami. - É a Iami. É que eu estou muito preocupada com o Pedro, ele não veio para a escola hoje e tem uma coisa muito importante que eu preciso falar com ele. Você não saberia onde ele está, saberia?
Do outro lado da linha, quilometros distantes de Iami, Carlos tapou o fone do seu celular e virou-se para Pedro.
— Iami está perguntando sobre você. O que eu digo?
Pedro deu de ombros e disse para Carlos dizer que não sabia onde ele estava.
—Er...não sei, Iami, não sei, não.
O caso era que Carlos era um péssimo mentiroso e muito descuidado, e Iami havia ouvido a voz de Pedro pelo telefone, já que eles estavam numa escadaria que fazia eco. Portanto, Iami sabia que Doso estava ao lado de Carlos e que estava mentindo.
Carlos ouviu a resposta de Iami e afastou o telefone de si, assustado e dessa vez colocou-o no mudo.
— O que foi? - perguntou Pedro.
— Iami disse que sabe que sabe que você matou Renan, e que tem uma mensagem dele pra ti.
***
— Eu vou voltar lá e matar aquele desgraçado! - urrou Patrick para Gabrielly.
Os dois agora estavam bastante longe da casa de Greice,num terreno vazio e abandonado, perto da saída da cidade.Graças à Gabrielly, que com sua habilidade conseguira levá-los para longe, mas só podia fazer isso se se afastasse de Gabriel, que ao que parecia, podia inibir suas habilidades.
— Patrick, você tem que se acalmar, nenhum de nós quer que aconteça mais um terremoto aqui. - falou Gaby, que estava notando que o a poeira do terreno estava começando a movimentar-se. - Nós ainda não podemos voltar lá sem saber exatamente com o que estamos lidando, aquele cara pode inibir nossos poderes. É ele quem vai vencer, se formos sem saber de nada. Temos que saber quem eles são, o que eles querem.
— Olha quem fala. - falou Patrick, cheio de rancor. - Você mentiu para mim, Gabrielly. Nunca me contou sobre essa sua habilidade, não me contou que eu havia matado uma pessoa inocente. Eu nem sei mais quem é você, não sei se ainda posso confiar em você.
Gabrielly respirou pesadamente e então sentou-se no chão e indicou o chão para Patrick sentar-se também.
— Se você se sentar e permitir, eu te explicarei tudo agora. - falou ela.
— Agora é tarde demais. - falou Patrick irritado. - Eu quero voltar lá e me vingar daquele maldito. Se precisamos de informação sobre eles, então é isso que precisamos fazer, e não escutar essa sua história que você protelou tanto para me contar.
Gabrielly fechou os olhos, impaciente, mas então lembrou-se que deveria ser dificil para Patrick aceitar que sua prima havia morrido, e por isso resolveu ser paciente.
— O caso, Patrick, é que eu sei quem pode nos ajudar, mas você só vai entender se eu te explicar a história toda. Então, importa-se de sentar e escutar?
Patrick,assentiu, e sentou-se. Pronto para ouvir a história de Gabrielly.
***
Dois meses atrás. Julho de 2008.
Gabrielly havia viajado junto com Patrick para Salinas, e ambos, logo na primeira noite, haviam ido visitar uma casa que havia sido alugada por adolescentes.
Tudo estava normal até que uma garota, que até agora Gabrielly não sabia o nome, havia se aproximado dela e dito oi.
— Olá. - cumprimentou Gabrielly de volta.
— Nós sabemos tudo sobre você, Gabrielly, e queremos convidá-la para conversar conosco. - falou a garota estranha.
— Perdão? - perguntou Gaby, levemente assustada com o fato da garota saber seu nome e certa de que ela havia perdido alguma parte da conversa.
— Sua habilidade, Gabrielly. Nós sabemos sobre ela, na verdade, eu sei tudo sobre você. Eu também tenho uma habilidade. - sorriu a garota.
— Ah,é mesmo? - perguntou Gabrielly, certa de que aquilo era uma pegadinha, embora estivesse com medo de que as coisas começassem a ficar sérias. Por sorte Patrick não estava muito perto para escutar o que ela estava dizendo. - O que você sabe sobre mim,então?
— Com um toque eu posso saber tudo sobre a sua vida, essa é a minha habilidade. E assim que eu te toquei eu soube da sua excêntrica habilidade, que você chama de maldição. Você cria vórtices que sugam tudo ao redor , fazendo-os desaparecer para sempre. Nós, porém podemos ajudá-la a controlar esse poder e fazê-lo evoluir. Essa é uma característica do meu poder também, posso ver como ele pode evoluir, melhor do que você mesma. Na verdade, Gabrielly, eu sei mais sobre você do que você mesma. Então o melhor que você pode fazer é me seguir e se juntar ao meu grupo esta noite.
(Vórtice : http://pt.wikipedia.org/wiki/V%C3%B3rtice)
Boquiaberta, Gabrielly não viu outra solução a não ser seguir aquela estranha garota que sabia de tudo sobre sua vida. Principalmente porque ela tinha respostas para coisas que ela nunca havia compartilhado com ninguém, por achar que ninguém a entendia.
Gaby a seguiu pela casa, até chegar em um quarto onde haviam 3 garotos e 2 garotas sentados em um roda, além da garota que sabia de tudo sobre sua vida e Gabrielly.
Todos disseram "oi" para ela, mas ninguém se apresentou a ela. Nem a garota que sabia tudo sobre a vida de Gaby, havia aparentemente, falado o nome dela para eles. As duas se uniram a roda,sentadas. A garota que havia levado Gaby até lá iniciou:
— Esta é a nossa convidada de hoje. Ela tem um poder muito interessante e que pode evoluir e se tornar uma das coisas mais cobiçadas pela ciência atualmente. Nossa nova amiga tem o poder de criar portais, mas como ainda não tem controle sobre seus poderes não consegue decidir o que deve e não deve entrar no portal, então tudo ao redor é sugado para dentro dele para um lugar desconhecido. Com a nossa ajuda, porém, você poderá treinar sua habilidade e escolher o local para onde as coisas que você escolher estão sendo enviados. Muito semelhante a um portal, ou teletransporte.
Um garoto da roda mexeu-se, indicando que iria falar.
— Nós somos um grupo pequeno que está se formando agora. Cada indivíduo daqui tem um poder especial, mas não divulgamos nossos nomes ainda, por precaução. Os únicos que sabem tudo sobre cada um de vocês somos eu e ela. - ele apontou para a garota que havia trazido Gaby. - Essas férias serão um teste para vocês, se vocês se tornarem dignos de pertencerem ao nosso grupo, nós iremos revelar nossos nomes a vocês, do contrário, entregaremos vocês a nossa inimiga, a Companhia.
Foi a primeira vez que Gabrielly havia ouvido o nome da Companhia.
— A Companhia - continuou o garoto. - caça pessoas como nós, com poderes, porque querem esconder isso do mundo, enquanto o nosso grupo deseja somente procurar pessoas com poderes, ajudá-las a desenvolver seus poderes, e assim que tivermos um número suficiente para nos proteger, nos revelar ao mundo. Nós nos encontraremos todas as noites para treinarmos individualmente o poder de cada um de vocês, portanto, se alguém estiver disposto a desistir, embora eu já tenha feito essa pergunta antes, é melhor desistir agora.
Era óbvio que a pergunta era para Gabrielly. Ela sequer pensou, por mais loucos que aquelas pessoas fossem, eles eram os únicos que eram iguais a ela e tinham poderes como ela. Ela aceitou imediatamente.
— Somos uma seita, então tudo que for dito ou visto aqui, deve permanecer em segredo. Não importa quão ruim seja. - falou a garota, que também era líder do grupo.
No decorrer dos dias, Gabrielly teve que ausentar-se(ou melhor dizendo, fugir) de Patrick para poder treinar sua habilidade.
E em poucos dias já tinha quase controle de seu poder, e o resto do grupo também parecia estar saindo-se bem, embora ela não soubesse exatamente qual era o poder de quem, pois as "aulas" eram individuais. Eles somente teriam um treino em grupo na 10a noite.
Porém havia um integrante do grupo que parecia não estar indo muito bem, e era visível que ele estava querendo sair, mas não tinha coragem.
Na 7a noite,porém, ele decidiu que queria sair do grupo, e como eles se recusaram a deixá-lo sair ileso, ele ameaçou contar para todos sobre a seita. E foi então que ele foi levado para próximo da piscina e foi empurrado por cada um dos integrantes.
Gabrielly ficou afastado,pois recusava-se a participar daquela atitude, mas então viu Patrick se aproximar do grupo para salvar o garoto, e todos se afastaram do garoto e de Patrick.
O garoto havia sido empurrado, e como não havia ninguém para empurrá-lo de volta, ele caiu na piscina, e Patrick caiu no chão.
Gabrielly saiu correndo atrás de Patrick , inconsciente, e então carregou-o para dentro da casa, onde abriu um vórtice e partiu para sua casa, chegando lá instantaneamente.
No outro dia ela convenceu Patrick de que eles não deveriam mais voltar aquelas festas, e ele concordou. Mas ela negou ter visto qualquer briga e que aquilo havia sido imaginação dele.
Porém, na noite seguinte, após certificar-se de que Patrick estava dormindo, Gaby voltou a casa dos adolescentes e encontrou o grupo ao qual ela pertencia.
— Estávamos preocupados com você, Gabrielly. - falou o garoto líder. - Ainda bem que você voltou.
— O que aconteceu com aquele garoto? - perguntou Gaby. - O que vocês deixaram cair na piscina.
— Está tudo bem com ele, nós o deixamos ir embora para casa e ele está ileso. Está tudo bem agora. - falou a garota líder.
— Não está nada bem. O que vocês fizeram com o meu amigo Patrick para ele cair no chão?
— Nós somente nos assustamos. - falou o garoto líder, e então apontou para uma garota do grupo. - Essa garota tem o poder de enviar ondas para a cabeça das pessoas, e isso atordoou seu amigo, mas ele ficará bem.
— Que seja. - falou Gaby, séria. - Eu só vim aqui dizer que eu estou fora, e se vocês ousarem fazer comigo o mesmo que fizeram com aquele garoto, eu vou criar um buraco negro que vai sair sugando toda essa casa com vocês juntos.
E então Gaby criou mais um portal e moveu-se para sua casa.
Quando chegou no quarto, Patrick não estava na sua cama, mas ela logo apressou-se para fingir que estava dormindo,pois ouviu passos subindo as escadas.
***
— Eu fui saber no mesmo dia que você que aquele garoto estava morto,Patrick. - falou Gaby. - Eu não sabia que eles haviam matado ele, e de forma alguma você tocou naquele garoto. Se alguém o matou foram eles...
Patrick ficou em silêncio por alguns segundos e então perguntou:
— E como isso vai nos ajudar a vingar a morte de Ana Paula?
— Por mais que eles tenham assassinado um garoto, nós e essa seita temos objetivos em comum. Ambos queremos acabar com a Companhia.
***
Greice piscou, assustada, ela sabia onde estava, mas não tinha idéia de por que estava lá. A última coisa que lembrava de ter visto havia sido Ana Paula morta no chão de sua casa, então de repente ela estava na rua do shopping, que estava bastante modificada, mas com certeza era a rua.
Ela caminhou meio desorientada, perguntando-se como havia chegado ali e querendo saber onde estava Patrick e a amiga dele. Queria também saber se sua mãe estava bem. Queria saber por que Jéssica estava atrás dela e como ela tinha aqueles poderes... tudo estava tão confuso.
Ela andou em direção ao ponto de táxi para pegar um para voltar para casa e então viu que tinha uma pessoa parada olhando para ela. Ela conhecia a pessoa, mas havia algo bastante diferente nela, era Izabelle.
— GREICE! - gritou Izabelle. Os cabelos dela estavam menores do que alguns dias atrás, e ela parecia mais alta também. E estava maquiada. - Quanto tempo, amiga!
O que era um exagero,na opinião de Greice, pois faziam apenas dois dias que elas haviam se visto.
— Oi Izabelle... - cumprimentou Greice, abraçando-a. - Não sabia que você tinha cortado o cabelo.
— Mas também, amiga, faz tempo que a gente não se vê!Pensei que você estivesse viajando...nossa, está ocupada?- ela segurou no cabelo de Greice e analisou-o - Você é que está diferente, parecendo mais como...antigamente. Precisamos botar o papo em dia, e rápido, porque eu tenho que ir para a faculdade daqui a pouco.
Greice piscou, confusa.
— Faculdade?Como assim, Izabelle?Você está no 2o ano...como eu.
— Você voltou a beber, Greice? - falou Izabelle. - Claro que eu estou na faculdade, falta apenas um semestre para eu me formar!
Greice arregalou os olhos, assustada com a probabilidade do que podia ter acontecido.
— Ah,meu Deus, Izabelle. Em qual ano nós estamos?
— Como assim, Greice?Você bebeu mesmo?!-e então ela riu. - Nós estamos em 2016, amiga!
***
Wow, espero que tenham gostado :D
O próximo capítulo se passará no futuro, então acho que vai demorar para ficar pronto, embora eu ache que vá ser um capítulo excelente :DDDD
Dá para vocês comentarem?Eu tirei o negocinho que precisava logar, então pode comentar,porra. Se não eu paro de escrever u_u
domingo, 30 de agosto de 2009
Capítulo 13 - Seita.
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Capitulo 12 - Profecia.
- Meu Deus, Samantha. - exclamou Iami ao ver a amiga tocar em um dos dois pentes que haviam caído de dentro da bolsa, e um idêntico surgir ao lado. - Quando...quando isso começou?
— Essa manhã. - falou Samantha, nervosa. - Ai,Iami... Se eu me desconcentrar eu começo a duplicar as coisas repetidamente. Eu não sabia com quem contar...
— Caraca. - exclamaram Renan e a garota espírito ao lado de Iami, só que somente Iami conseguia vê-los e escutá-los, e por mais que sua amiga tivesse acabado de confessar que também tinha uma estranha habilidade, ela ainda não estava preparada para contar a amiga, provavelmente ela pensaria que Iami estava brincando com a cara dela ou coisa do tipo.
— Ai meu Deus...olha, você não é a única que está passando por...transformações. Pedro também está tendo alguns problemas, e acho que se acharmos ele, poderemos obter algumas informações.
— Pedro? - perguntou Samantha. - O que que ele tem? Algo como eu?
— Não sei, mas ele também tem alguma habilidade estranha. - falou Iami - Eu tenho que terminar umas coisas aqui, então...se importa de me esperar lá fora?Logo nós ligaremos para o Pedro.
— Tudo bem. - falou Samantha recolhendo todas as coisas em sua bolsa. - Eu te espero lá fora.
Quando Samantha fechou a porta do banheiro, Iami virou-se para os dois, que já estavam prestes a falar.
— O que está acontecendo com essas pessoas?Pedro,Samantha, você... - falou Renan.
— Eu também quero saber. - falou Iami,puxando seu celular. - Eu vou tentar ligar para o Pedro, mas enquanto isso...- ela virou-se para a garota - Você pode adiantar o seu assunto, você disse que precisava da minha ajuda, pode ser que o seu problema seja mais fácil de resolver do que o nosso.
— Possivelmente. - falou ela dando um passo a frente. - Eu preciso que você entregue uma mensagem ao meu irmão.
— Ok, eu posso fazer isso. - falou Iami com o telefone no ouvido, discando para Doso. - Qual o nome dele?
— Daniel Conde.
***
— Meu Deus, Pedro! - falou Carlos apagando o fogo de sua mão instantaneamente e puxando seu celular para iluminar o corpo de Pedro no chão. - O que aconteceu?
Carlos agachou-se e tentou erguer o amigo, que parecia em estado totalmente acabado, ele só sabia que o amigo não estava bebado porque ele não estava fedendo a bebida. Ele ainda estava com o uniforme do colégio Universo.
— Carlos? - falou a voz de Leilane entrando na escadaria. - Tá tudo bem aí? - e então ela enxergou Pedro. - Pedro?Meu Deus, o que aconteceu?!
Pedro levantou-se do chão, apoiado por Carlos e Leilane e sentou-se na escada.
— Pedro, meu Deus, - exclamou Leilane. - você andou bebendo?!
— Não. - falou ele. Seus olhos pareciam inchados, seu cabelo estava molhado, talvez de suor, e suas roupas estavam frias. - Gente, uma coisa horrível aconteceu.
— Eu vou pegar um copo com água para você. - disse Leilane.
— Não! - gritou Pedro. - Eu não quero água.
Leilane paralisou-se e somente olhou para o amigo,preocupada.
— Desde ontem...coisas estranhas tem acontecido comigo...eu consigo fazer água e manipulá-la - ele mostrou sua mãos e um jarro de água começou a borbulhar de lá, sem cair. -, além de...sugar a água do corpo das pessoas. Eu fiz isso com o Renan e ele...morreu.
Carlos e Leilane ficaram paralisados, sem reação. Os dois também estavam passando por "transformações" estranhas, mas nenhuma delas envolvia a morte de ninguém.
— Foi um acidente. - falou Pedro, que parecia que a qualquer momento ia desabar no choro. - Eu tentei me matar. - falou Pedro mostrando uma faca.- Mas minha pele se refazia, como água. Tentei me jogar do prédio da Ana Paula ontem, mas quando eu atingi o chão, me desfiz em várias gotas, e então todas elas se uniram novamente e me formaram. Eu matei meu melhor amigo acidentalmente e nem morrer eu posso. Odeio ser dramático, mas eu estou desesperado.
Os três ficaram em silêncio, sem saber o que mais dizer e então Carlos adiantou-se:
— Coisas estranhas também tem acontecido comigo. - falou ele acendendo chamas em uma de suas mãos. - Mas eu não matei ninguém...Pedro, você já avisou alguém?E tem certeza que Renan morreu?
Leilane e Pedro pareceram surpresos ao ver que Carlos também tinha uma habilidade, mas ele desfez a chama e indicou para Pedro, para que ele continuasse.
— Ele se desfez...virou pó, era como se eu sugasse a água do corpo dele...
— Ok, gente, ok. - falou Leilane tentando controlar a situação- Meus pais estão no quarto deles agora. Vamos lá para o meu quarto, a gente vai poder conversar melhor.
Nesse instante o celular de Leilane tocou e ela rapidamente puxou-o para atender
— Alô. - falou Leilane.
— Leilane... - era a voz de Clarissa.
— Clarissa!Eu queria mesmo falar contigo, hoje na escola...
— Tem uma coisa estranha acontecendo comigo... - interrompeu Clarissa.
"Com todos nós" pensou Leilane.
— O que aconteceu? - perguntou Leilane.
— Hoje quando eu cheguei em casa, eu estava meio aérea e então deixei um copo cair no chão e quebrar. Eu me cortei e então...
— E então? - perguntou Leilane.
— A ferida se fechou. Ela... se regenerou,Leilane.
***
— Jéssica? - perguntou Greice, surpresa. - O que está acontecendo?O que é isso? - ela apontou para o raio na mão de Jéssica. - Como você faz isso?
— Nós temos muito que conversar, Greice. - falou Jéssica se aproximando. - Mas não aqui. Tudo vai ser muito mais simples se você cooperar.
— Quem está aí, Greice? - perguntou a mãe de Greice, levantando-se.
Jéssica lançou um raio na mãe de Greice, que instantaneamente desmaiou.
— Não se preocupe, ela não vai ficar ferida, só precisava dela desmaiada para não nos atrapalhar. Agora venha, Greice, não quero ter que lhe machucar.
— Mas para onde? - perguntou Greice, assustada. - Por que?!
Antes que Jéssica pudesse responder, ela foi empurrada para o lado e de trás dela surgiram Gabrielly, Patrick e Ana Paula. Havia sido Ana quem havia empurrado Jéssica para o lado,mas como havia sido com força, ela havia caído no chão.
— Gente!- exclamou Greice. - O que está acontecendo?
— Não temos tempo para explicar. - falou Patrick. - Vem com a gente, Greice. Você precisa fugir.
— Não tão rápido. - falou uma voz atrás deles. Todos viraram-se e viram um garoto que eles nunca haviam visto, chamado Gabriel Lazzovick, ou como as pessoas da Companhia o chamavam, Crowd. Ele tinha uma arma na mão e apontava para os três.
Sem pensar, Ana Paula correu na direção dele, pois sabia que a bala nada podia lhe fazer, já que seu corpo era resistente.
— Ana Paula, não! - gritou Jéssica, do chão.
Crowd atirou em Ana Paula, e ao invés do tiro ricochetear, ele penetrou na pele de Ana Paula. Havia atingido em cheio o coração de Ana Paula.
Jéssica estava em choque, e ela sabia o que havia acontecido, Crowd tinha a habilidade de suprimir as habilidades ao redor, e por isso Ana naquele momento havia sido atingida.
Greice mal pôde respirar naquele momento, vendo sua amiga cair no chão. Exatamente como ela havia previsto. De uma forma ou de outra, Ana Paula havia morrido.
— Essa manhã. - falou Samantha, nervosa. - Ai,Iami... Se eu me desconcentrar eu começo a duplicar as coisas repetidamente. Eu não sabia com quem contar...
— Caraca. - exclamaram Renan e a garota espírito ao lado de Iami, só que somente Iami conseguia vê-los e escutá-los, e por mais que sua amiga tivesse acabado de confessar que também tinha uma estranha habilidade, ela ainda não estava preparada para contar a amiga, provavelmente ela pensaria que Iami estava brincando com a cara dela ou coisa do tipo.
— Ai meu Deus...olha, você não é a única que está passando por...transformações. Pedro também está tendo alguns problemas, e acho que se acharmos ele, poderemos obter algumas informações.
— Pedro? - perguntou Samantha. - O que que ele tem? Algo como eu?
— Não sei, mas ele também tem alguma habilidade estranha. - falou Iami - Eu tenho que terminar umas coisas aqui, então...se importa de me esperar lá fora?Logo nós ligaremos para o Pedro.
— Tudo bem. - falou Samantha recolhendo todas as coisas em sua bolsa. - Eu te espero lá fora.
Quando Samantha fechou a porta do banheiro, Iami virou-se para os dois, que já estavam prestes a falar.
— O que está acontecendo com essas pessoas?Pedro,Samantha, você... - falou Renan.
— Eu também quero saber. - falou Iami,puxando seu celular. - Eu vou tentar ligar para o Pedro, mas enquanto isso...- ela virou-se para a garota - Você pode adiantar o seu assunto, você disse que precisava da minha ajuda, pode ser que o seu problema seja mais fácil de resolver do que o nosso.
— Possivelmente. - falou ela dando um passo a frente. - Eu preciso que você entregue uma mensagem ao meu irmão.
— Ok, eu posso fazer isso. - falou Iami com o telefone no ouvido, discando para Doso. - Qual o nome dele?
— Daniel Conde.
***
— Meu Deus, Pedro! - falou Carlos apagando o fogo de sua mão instantaneamente e puxando seu celular para iluminar o corpo de Pedro no chão. - O que aconteceu?
Carlos agachou-se e tentou erguer o amigo, que parecia em estado totalmente acabado, ele só sabia que o amigo não estava bebado porque ele não estava fedendo a bebida. Ele ainda estava com o uniforme do colégio Universo.
— Carlos? - falou a voz de Leilane entrando na escadaria. - Tá tudo bem aí? - e então ela enxergou Pedro. - Pedro?Meu Deus, o que aconteceu?!
Pedro levantou-se do chão, apoiado por Carlos e Leilane e sentou-se na escada.
— Pedro, meu Deus, - exclamou Leilane. - você andou bebendo?!
— Não. - falou ele. Seus olhos pareciam inchados, seu cabelo estava molhado, talvez de suor, e suas roupas estavam frias. - Gente, uma coisa horrível aconteceu.
— Eu vou pegar um copo com água para você. - disse Leilane.
— Não! - gritou Pedro. - Eu não quero água.
Leilane paralisou-se e somente olhou para o amigo,preocupada.
— Desde ontem...coisas estranhas tem acontecido comigo...eu consigo fazer água e manipulá-la - ele mostrou sua mãos e um jarro de água começou a borbulhar de lá, sem cair. -, além de...sugar a água do corpo das pessoas. Eu fiz isso com o Renan e ele...morreu.
Carlos e Leilane ficaram paralisados, sem reação. Os dois também estavam passando por "transformações" estranhas, mas nenhuma delas envolvia a morte de ninguém.
— Foi um acidente. - falou Pedro, que parecia que a qualquer momento ia desabar no choro. - Eu tentei me matar. - falou Pedro mostrando uma faca.- Mas minha pele se refazia, como água. Tentei me jogar do prédio da Ana Paula ontem, mas quando eu atingi o chão, me desfiz em várias gotas, e então todas elas se uniram novamente e me formaram. Eu matei meu melhor amigo acidentalmente e nem morrer eu posso. Odeio ser dramático, mas eu estou desesperado.
Os três ficaram em silêncio, sem saber o que mais dizer e então Carlos adiantou-se:
— Coisas estranhas também tem acontecido comigo. - falou ele acendendo chamas em uma de suas mãos. - Mas eu não matei ninguém...Pedro, você já avisou alguém?E tem certeza que Renan morreu?
Leilane e Pedro pareceram surpresos ao ver que Carlos também tinha uma habilidade, mas ele desfez a chama e indicou para Pedro, para que ele continuasse.
— Ele se desfez...virou pó, era como se eu sugasse a água do corpo dele...
— Ok, gente, ok. - falou Leilane tentando controlar a situação- Meus pais estão no quarto deles agora. Vamos lá para o meu quarto, a gente vai poder conversar melhor.
Nesse instante o celular de Leilane tocou e ela rapidamente puxou-o para atender
— Alô. - falou Leilane.
— Leilane... - era a voz de Clarissa.
— Clarissa!Eu queria mesmo falar contigo, hoje na escola...
— Tem uma coisa estranha acontecendo comigo... - interrompeu Clarissa.
"Com todos nós" pensou Leilane.
— O que aconteceu? - perguntou Leilane.
— Hoje quando eu cheguei em casa, eu estava meio aérea e então deixei um copo cair no chão e quebrar. Eu me cortei e então...
— E então? - perguntou Leilane.
— A ferida se fechou. Ela... se regenerou,Leilane.
***
— Jéssica? - perguntou Greice, surpresa. - O que está acontecendo?O que é isso? - ela apontou para o raio na mão de Jéssica. - Como você faz isso?
— Nós temos muito que conversar, Greice. - falou Jéssica se aproximando. - Mas não aqui. Tudo vai ser muito mais simples se você cooperar.
— Quem está aí, Greice? - perguntou a mãe de Greice, levantando-se.
Jéssica lançou um raio na mãe de Greice, que instantaneamente desmaiou.
— Não se preocupe, ela não vai ficar ferida, só precisava dela desmaiada para não nos atrapalhar. Agora venha, Greice, não quero ter que lhe machucar.
— Mas para onde? - perguntou Greice, assustada. - Por que?!
Antes que Jéssica pudesse responder, ela foi empurrada para o lado e de trás dela surgiram Gabrielly, Patrick e Ana Paula. Havia sido Ana quem havia empurrado Jéssica para o lado,mas como havia sido com força, ela havia caído no chão.
— Gente!- exclamou Greice. - O que está acontecendo?
— Não temos tempo para explicar. - falou Patrick. - Vem com a gente, Greice. Você precisa fugir.
— Não tão rápido. - falou uma voz atrás deles. Todos viraram-se e viram um garoto que eles nunca haviam visto, chamado Gabriel Lazzovick, ou como as pessoas da Companhia o chamavam, Crowd. Ele tinha uma arma na mão e apontava para os três.
Sem pensar, Ana Paula correu na direção dele, pois sabia que a bala nada podia lhe fazer, já que seu corpo era resistente.
— Ana Paula, não! - gritou Jéssica, do chão.
Crowd atirou em Ana Paula, e ao invés do tiro ricochetear, ele penetrou na pele de Ana Paula. Havia atingido em cheio o coração de Ana Paula.
Jéssica estava em choque, e ela sabia o que havia acontecido, Crowd tinha a habilidade de suprimir as habilidades ao redor, e por isso Ana naquele momento havia sido atingida.
Greice mal pôde respirar naquele momento, vendo sua amiga cair no chão. Exatamente como ela havia previsto. De uma forma ou de outra, Ana Paula havia morrido.
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terça-feira, 4 de agosto de 2009
Capitulo 11 - Yellow.
— Então eu tentei falar com o Daniel e ele me ignorou o caminho todo. - disse Leilane, no carro de seu pai para Carlos, os dois estavam indo para a casa dela. - Nem olhou na minha cara, e em seguida foi pra um carro preto,que continuou lá estacionado, aí eu virei para Clarissa pra perguntar o que tinha acontecido e ela também me ignorou. Então fiquei esperando pelo papai, e quando eu vejo, a Lara entra no carro preto que o Daniel está. Muito estranho isso.
— É, muito estranho. - concordou Carlos.
E nesse instante seu celular tocou, e coincidentemente era Lara.
— Oi, Lara. - falou Carlos ao telefone.
— Carlos! - exclamou Lara. - Eu te procurei hoje na escola e me disseram que você gazetou.
— Foi, eu faltei. - falou Carlos. - Ah, Lara...você está com o Daniel?
Lara ficou em silêncio por alguns segundos e então respondeu:
— Claro que não, Carlos. Por que eu estaria com ele?
— Leilane diz ter visto vocês dois entrando no mesmo carro. - falou Carlos.
Mais um momento de pausa e então ela disse:
— Ele me ofereceu uma carona até lá em casa... - falou ela. - Hum, podemos nos encontrar hoje, Carlos?Para conversar sobre aquilo que você me mostrou hoje de manhã?
— Tudo bem. - falou Carlos, meio desconfiado. Precisava tirar a limpo essa história de Lara e Daniel, pois ela não fazia sentido. - 3 horas, na Subway da doca?
— Certo. - falou Lara. - Te vejo lá. Beijos.
E desligou.
— Chegamos. - falou Tio Léio, pai de Leilane.
Os dois desceram do carro e enquanto isso, Carlos foi contando a Leilane sobre a ligação de Lara.
— Mas o Daniel nunca volta de carro!- falou Leilane. - E por que ele daria carona para a Lara se ela mora a 5 quadras da escola?
— Eu sei,eu sei. - falou Carlos. - E é por isso que irei conversar com ela hoje.
Leilane, Carlos e o pai de Leilane subiram o elevador em silêncio e saltaram no segundo andar. E novamente o celular de Carlos tocou.
— Carlos. - falou Lara novamente, mas dessa vez numa voz estranha. - Você tá ocupado?
— Não, mas espera um segundo.
Leilane olhou para Carlos para convidá-lo para entrar em casa, mas ele pediu,por gestos, para que ela entrasse sem ele, e então ele seguiu para as escadas, para poder conversar em particular com Lara.
Por algum motivo as lâmpadas da escada não estavam funcionando,então a escadaria estava uma escuridão total.
Carlos checou se Leilane estava perto, e como ela não estava, fechou a porta e materializou fogo em sua mão, para poder enxergar melhor a escuridão.
— Pronto. - falou Carlos.
— Carlos, você precisa me ouvir, pegue a suas coisas e fuja. - falou ela rapidamente.
— ... Como assim, Lara? - perguntou Carlos.
— Fuja, Carlos. Há pessoas que sabem sobre o seu poder, fuja enquanto pode, e não conte a ninguém para onde vai, eu estou falando sério...
— Mas como assim, Lara?Você contou para alguém?
Não houve resposta, ao invés disso houve um barulho de batidas, como se o celular tivesse caído no chão, e um grito que era de Lara.
E então uma voz que era conhecida por ele, mas que ele não sabia exatamente de quem era, disse:
— Se você quiser que a Lara continue segura, vá hoje até o lugar marcado,às 3 horas.
E desligou.
— Ah,Deus!Lara!-berrou Carlos inutilmente para o telefone - Lara?!
— Carlos? - sussurrou uma voz na escuridão.
A pequena labareda de fogo na mão de Carlos desfez-se e ele tentou seguir na direção onde a voz estava.
Ele caminhou lentamente e deparou-se com algo que estava jogado no caminho. Como a escada estava escura, Carlos não teve escolha,senão produzir fogo em sua mão para iluminar o objeto, que então reconheceu como pessoa.
Jogando no chão da escada estava um antigo amigo seu.
— Meu Deus. Pedro?!
***
Lara ajeitou-se no banco do carro, Marina havia acabado de empurrá-la lá para dentro.
— Você tem que escolher um lado,Lara. - falou Marina, também entrando no carro. - A companhia ou o seu amigo.
— Você fala como se ele não fosse seu amigo também! - falou Lara.
— Ele é. Mas nós não temos escolhas aqui na companhia. Do jeito que você fala parece que vamos matá-lo lá. Você sabe muito bem o que acontecerá.
— Marina, eu nunca me opus a nenhuma ordem direta, mas por favor, o Carlos não. Ele é seu amigo também...
— Lara. - falou Marina num tom sério. - Se você não estiver disposta a colaborar, eu vou informar ao Crowd o que você fez. - Lara ficou calada, olhando-a com raiva. - E não tente me enganar, eu posso ler sua mente, lembra? - e então virou-se para o motorista. - Vamos, leve-nos até a Subway.
***
O gerente do supermercado Yellow finalmente pôde descansar, ele passara a madrugada e manhã toda arrumando e dando ordens aos funcionários para que eles arrumassem o supermercado Yellow, que havia sofrido uma grande perda de produtos por causa do terremoto. Eles definitivamente iriam ter despesas naquele mês, mas era algo que iriam superar.
Aquela hora tudo já estava limpo e de volta as prateleiras, eles haviam jogado várias coisas fora, mas tudo pela qualidade do supermercado.
Ele caminhou pelos corredores vistoriando para verificar se havia mais algum intruso igual ao garoto que ele havia pego no dia anterior.
Estava caminhando para a parte dos refrigerantes, que foi exatamente o que o garoto mais saqueou, quando sentiu como se fosse um vento forte tivesse acabado de entrar na loja.
E então as prateleiras começaram a cair, e como não estavam muito distantes uma da outra, começaram a despencar exatamente como peças de dominó.
Ele correu para que a prateleira não o acertasse, mas então tropeçou em seus próprios pés e caiu no chão.
A prateleira caiu em cheio em suas pernas e ele sentiu uma agoniada dor.
Somente olhou para a frente e encarou o lugar onde os refrigerantes frios ficavam.
Todos eles estavam jogados no chão, alguns rachados, mas todos inutilizados.
De uma coisa o gerente estava certo: naquele mês eles teriam uma despesa enorme.
***
— Precisamos ir na casa da Greice agora, Patrick! - falou Ana Paula jogando o telefone na cama. - Ela precisa da nossa ajuda. A ligação cortou, deve ter alguém na casa dela agora!Jéssica, Marina...
— Mas se elas estiverem lá pode ser perigoso... - falou Patrick, que também estava com pressa para encontrar Gabrielly e tirar a limpo a história de ela ter uma habilidade, além dela ter mentido para ele.
— Patrick!Greice pode ver o futuro, não tem como ela competir contra aquelas duas.Mas nós...podemos. Podemos tirar uma utilidade desses nossos poderes. - falou Ana. - A casa dela não é longe daqui, se corrermos, podemos ajudá-la.
— Primeiro preciso ligar para a Gabrielly. - falou Patrick indo até o telefone. - Ela também pode estar correndo perigo,lembra?
E então uma terceira voz veio da porta do quarto.
— Não precisa. - disse Gaby, que estava na porta do quarto.- Eu já estou aqui.E tenho uma forma mais rápida de chegar na casa da Greice.
***
eu sei que tá ruim, é a merda do bloqueio. O próximo será melhor,prometo.
— É, muito estranho. - concordou Carlos.
E nesse instante seu celular tocou, e coincidentemente era Lara.
— Oi, Lara. - falou Carlos ao telefone.
— Carlos! - exclamou Lara. - Eu te procurei hoje na escola e me disseram que você gazetou.
— Foi, eu faltei. - falou Carlos. - Ah, Lara...você está com o Daniel?
Lara ficou em silêncio por alguns segundos e então respondeu:
— Claro que não, Carlos. Por que eu estaria com ele?
— Leilane diz ter visto vocês dois entrando no mesmo carro. - falou Carlos.
Mais um momento de pausa e então ela disse:
— Ele me ofereceu uma carona até lá em casa... - falou ela. - Hum, podemos nos encontrar hoje, Carlos?Para conversar sobre aquilo que você me mostrou hoje de manhã?
— Tudo bem. - falou Carlos, meio desconfiado. Precisava tirar a limpo essa história de Lara e Daniel, pois ela não fazia sentido. - 3 horas, na Subway da doca?
— Certo. - falou Lara. - Te vejo lá. Beijos.
E desligou.
— Chegamos. - falou Tio Léio, pai de Leilane.
Os dois desceram do carro e enquanto isso, Carlos foi contando a Leilane sobre a ligação de Lara.
— Mas o Daniel nunca volta de carro!- falou Leilane. - E por que ele daria carona para a Lara se ela mora a 5 quadras da escola?
— Eu sei,eu sei. - falou Carlos. - E é por isso que irei conversar com ela hoje.
Leilane, Carlos e o pai de Leilane subiram o elevador em silêncio e saltaram no segundo andar. E novamente o celular de Carlos tocou.
— Carlos. - falou Lara novamente, mas dessa vez numa voz estranha. - Você tá ocupado?
— Não, mas espera um segundo.
Leilane olhou para Carlos para convidá-lo para entrar em casa, mas ele pediu,por gestos, para que ela entrasse sem ele, e então ele seguiu para as escadas, para poder conversar em particular com Lara.
Por algum motivo as lâmpadas da escada não estavam funcionando,então a escadaria estava uma escuridão total.
Carlos checou se Leilane estava perto, e como ela não estava, fechou a porta e materializou fogo em sua mão, para poder enxergar melhor a escuridão.
— Pronto. - falou Carlos.
— Carlos, você precisa me ouvir, pegue a suas coisas e fuja. - falou ela rapidamente.
— ... Como assim, Lara? - perguntou Carlos.
— Fuja, Carlos. Há pessoas que sabem sobre o seu poder, fuja enquanto pode, e não conte a ninguém para onde vai, eu estou falando sério...
— Mas como assim, Lara?Você contou para alguém?
Não houve resposta, ao invés disso houve um barulho de batidas, como se o celular tivesse caído no chão, e um grito que era de Lara.
E então uma voz que era conhecida por ele, mas que ele não sabia exatamente de quem era, disse:
— Se você quiser que a Lara continue segura, vá hoje até o lugar marcado,às 3 horas.
E desligou.
— Ah,Deus!Lara!-berrou Carlos inutilmente para o telefone - Lara?!
— Carlos? - sussurrou uma voz na escuridão.
A pequena labareda de fogo na mão de Carlos desfez-se e ele tentou seguir na direção onde a voz estava.
Ele caminhou lentamente e deparou-se com algo que estava jogado no caminho. Como a escada estava escura, Carlos não teve escolha,senão produzir fogo em sua mão para iluminar o objeto, que então reconheceu como pessoa.
Jogando no chão da escada estava um antigo amigo seu.
— Meu Deus. Pedro?!
***
Lara ajeitou-se no banco do carro, Marina havia acabado de empurrá-la lá para dentro.
— Você tem que escolher um lado,Lara. - falou Marina, também entrando no carro. - A companhia ou o seu amigo.
— Você fala como se ele não fosse seu amigo também! - falou Lara.
— Ele é. Mas nós não temos escolhas aqui na companhia. Do jeito que você fala parece que vamos matá-lo lá. Você sabe muito bem o que acontecerá.
— Marina, eu nunca me opus a nenhuma ordem direta, mas por favor, o Carlos não. Ele é seu amigo também...
— Lara. - falou Marina num tom sério. - Se você não estiver disposta a colaborar, eu vou informar ao Crowd o que você fez. - Lara ficou calada, olhando-a com raiva. - E não tente me enganar, eu posso ler sua mente, lembra? - e então virou-se para o motorista. - Vamos, leve-nos até a Subway.
***
O gerente do supermercado Yellow finalmente pôde descansar, ele passara a madrugada e manhã toda arrumando e dando ordens aos funcionários para que eles arrumassem o supermercado Yellow, que havia sofrido uma grande perda de produtos por causa do terremoto. Eles definitivamente iriam ter despesas naquele mês, mas era algo que iriam superar.
Aquela hora tudo já estava limpo e de volta as prateleiras, eles haviam jogado várias coisas fora, mas tudo pela qualidade do supermercado.
Ele caminhou pelos corredores vistoriando para verificar se havia mais algum intruso igual ao garoto que ele havia pego no dia anterior.
Estava caminhando para a parte dos refrigerantes, que foi exatamente o que o garoto mais saqueou, quando sentiu como se fosse um vento forte tivesse acabado de entrar na loja.
E então as prateleiras começaram a cair, e como não estavam muito distantes uma da outra, começaram a despencar exatamente como peças de dominó.
Ele correu para que a prateleira não o acertasse, mas então tropeçou em seus próprios pés e caiu no chão.
A prateleira caiu em cheio em suas pernas e ele sentiu uma agoniada dor.
Somente olhou para a frente e encarou o lugar onde os refrigerantes frios ficavam.
Todos eles estavam jogados no chão, alguns rachados, mas todos inutilizados.
De uma coisa o gerente estava certo: naquele mês eles teriam uma despesa enorme.
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— Precisamos ir na casa da Greice agora, Patrick! - falou Ana Paula jogando o telefone na cama. - Ela precisa da nossa ajuda. A ligação cortou, deve ter alguém na casa dela agora!Jéssica, Marina...
— Mas se elas estiverem lá pode ser perigoso... - falou Patrick, que também estava com pressa para encontrar Gabrielly e tirar a limpo a história de ela ter uma habilidade, além dela ter mentido para ele.
— Patrick!Greice pode ver o futuro, não tem como ela competir contra aquelas duas.Mas nós...podemos. Podemos tirar uma utilidade desses nossos poderes. - falou Ana. - A casa dela não é longe daqui, se corrermos, podemos ajudá-la.
— Primeiro preciso ligar para a Gabrielly. - falou Patrick indo até o telefone. - Ela também pode estar correndo perigo,lembra?
E então uma terceira voz veio da porta do quarto.
— Não precisa. - disse Gaby, que estava na porta do quarto.- Eu já estou aqui.E tenho uma forma mais rápida de chegar na casa da Greice.
***
eu sei que tá ruim, é a merda do bloqueio. O próximo será melhor,prometo.
Capítulo 10 - Garotas da Companhia.
— Quando você disse que tinha um plano, eu pensei que tinha um plano de verdade. - falou Jéssica para Marina. As duas estavam no carro que havia originalmente buscar Ana Paula e Patrick, estavam indo para a Companhia. - Além disso estamos perdendo aula.
— Eu tenho um plano, precisamos encontrar uma pessoa e Gabriel pode nos dizer onde ela está. - falou Marina.
— E precisamos ir nos encontrar pessoalmente com ele para que ele nos diga o endereço? - falou Jéssica.
— Você prefere contar por telefone que nós perdemos duas pessoas com poderes, sendo um deles potencialmente perigoso? - falou Marina.
Jéssica ficou em silêncio durante o resto do caminho, assim como Marina. Ao chegarem em frente a Livraria Somensi, as duas desceram do carro e caminharam para dentro da livraria. Dentro do carro elas já haviam trocado o uniforme da escola por roupas normais, então ninguém olhava estranho para elas.
Passaram direto para a área de acesso restrito a funcionários e desceram no elevador que dava ao subsolo, que era onde ficava a companhia.
— O motorista me disse que os dois não estavam com vocês. - falou a voz de Gabriel atrás delas. - Espero que tenham uma boa explicação.
Marina e Jéssica viraram-se e encararam Gabriel Lazzovick(a quem eles chamavam de Crowd, por ordem do mesmo), que era seu sub-chefe.
— Nós nos precipitamos ao capturá-los. - falou Marina. - Ao que parece, o poder de Ana Paula envolve ela ter uma pele mais resistente, portanto, ela resistiu ao choque de Jéssica. Então ela fugiu, junto com Patrick. Os dois são primos, então é provável que acabem indo para a casa de algum familiar.
— Entendo...Pelo telefone Jéssica disse que esse Patrick foi o responsável pelo terremoto de ontem. Tem certeza disso?- perguntou Gabriel.
— Sim. - respondeu Jéssica. - Foi o que Marina ouviu dos pensamentos dele. E a amiga dele, Gabrielly, também é perigosa.
— Na verdade, é por isso que viemos aqui. - falou Marina. - Achamos que se formos rápido, conseguiremos encontrá-la antes que Patrick.
— E por que Patrick iria atrás dela? - perguntou Gabriel.
— Porque eles dois são cúmplices, o terremoto não foi o único desastre que Patrick causou. E se nós pegarmos Gabrielly poderemos fazer um acordo com ele. Além disso, Gabrielly também tem uma habilidade.
Gabriel ficou analisando a proposta por alguns segundos, e então seguiu para seu escritório, e as duas o seguiram.
Ele sentou em sua mesa e começou a digitar no computador.
— Qual o nome completo dela, sabe? - perguntou ele.
— Gabrielly Magalhães. - respondeu Marina. - Ela estuda no Colégio Teorema.
Gabriel continuou digitando algumas coisas no computador e então um papel saiu da impressora.
— Aqui está o endereço dela. - falou ele entregando o papel a Jéssica.
Nesse momento o elevador fez um barulho e dele saiu uma pessoa.
— Daniel já está lhe esperando na sala lá de baixo. - falou Lara, que era quem havia acabado de chegar pelo elevador. - Oi, Jéssica. Oi, Marina.
As duas retribuíram o cumprimento e viraram-se para Gabriel.
— Eu já estou indo até ele,Lara. Muito obrigado, agora só falta Greice. - falou ele.
— Hum... o que aconteceu? - perguntou Lara ao ver as duas.
— Uma pequena falha na missão. - falou Jéssica. - Patrick e Ana Paula fugiram.
Lara olhou meio duvidosa para elas, não sabia se tinha escutado certo.
— Patrick e Ana Paula... esses nomes não são estranhos para mim... - falou Lara tentando lembrar de onde os conhecia. - Eles são amigos do Carlos?
— São. - respondeu Jéssica. - Você conhece o Carlos?
— Sim,sim... essa cidade é mesmo um ovo. - respondeu Lara. - Bem, boa sorte para vocês nessa missão, eu estou indo atrás da Greice.
— Na verdade, - falou Marina subitamente. - Que tal se trocarmos de missão? Digo, Jéssica conhece a Greice, então seria mais fácil para ela conseguir trazê-la para cá, afinal, ela está em casa uma hora dessas. E você seria bastante útil para capturar-los. As missões seriam mais fáceis de se cumprir.
Lara já ia discordar, afinal, se aceitasse estaria trocando uma missão fácil de uma pessoa só, por uma missão com duas pessoas, que ela nem sabia quais poderes tinham, mas Gabriel adiantou-se.
— Marina está certa. Lara, por favor, acompanhe-a nessa missão.
Lara lançou-o um olhar de raiva, mas então virou-se para Marina e disse:
— Então vamos logo, no caminho você me explica direito sobre a missão.
— Jéssica, espere um minuto que eu vou lhe dar a ficha de Greice. - falou Gabriel.
Marina e Lara caminharam em direção ao elevador e subiram em silêncio. Passaram pela livraria e quando estavam na rua, Marina puxou o braço de Lara e olhou para seu rosto.
— Eu te chamei para essa missão porque tenho que te dizer uma coisa.
Lara puxou seu braço da mão de Marina e encarou-a.
— O que?
— Eu ouvi seus pensamentos, e você não vai ficar escondendo o Carlos. Você vai entregá-lo para a Companhia.
***
Iami entrou numa loja de convêniencias e foi até o balconista imediatamente.
— Com licença, onde é o banheiro? - perguntou ela.
O balconista indicou o banheiro para ela, e Iami seguiu até ele.
Ela checou se ele estava vazio e ao confirmar, finalmente disse:
— Ok, agora estou sozinha. Podem falar. - falou ela referindo-se a Renan e a garota fantasma do banheiro do Universo. - Mas, por favor, enquanto eu estiver na rua, não tentem falar comigo, as outras pessoas não podem ver vocês, então eu vou parecer uma louca.
— Você tem que avisar para minha mãe que eu estou morto! - falou Renan, que agora estava um pouco melhor, tirando o fato que ele estava morto,é claro.
Ele havia melhorado depois que aquela garota fantasma havia entrado no banheiro e dito que ele estava morto. Assim ele conseguiu explicar direito o que havia acontecido na tarde anterior, e isso pareceu melhorar seu espírito. Ele ainda tinha olheiras fundas, mas conseguia andar, pelo menos.
Ao que parecia, Pedro havia acidentalmente matado Renan, sugando a água de seu corpo,ou coisa assim. Iami só sabia que precisava achar Pedro para entender aquela história. Além disso, ela começara a ver gente morta da noite pro dia, assim como Pedro começara a sugar a água do corpo das pessoas da noite pro dia, então talvez ele soubesse o motivo.
— Eu vou, Renan, mas primeiro eu tenho que ir atrás do Pedro e tentar entender exatamente o que aconteceu, nem você consegue lembrar-se direito o que aconteceu! O que você quer que eu diga para a sua mãe?"Oi, comecei a ver espíritos essa manhã, e seu filho apareceu no banheiro para falar comigo e mandou dizer que ele está morto." Ela vai me bater se eu fizer isso. - falou Iami, e então virou-se para a garota que ela havia encontrado no banheiro. - E você?Por que ainda está me seguindo?
— Porque eu também preciso que você entregue uma mensagem para mim. Mas pode ser depois que você resolver a história desse garoto. - falou ela.
Iami fechou os olhos, concentrando-se, de repente, sua vida havia virado de cabeça pra baixo, ela começara a ver gente morta, e isso explicava porque tinha visto tanta gente estranha nessa manhã, e tinha virado mensageira dos mortos.
— Tudo bem, eu te ajudo depois que eu ajudar ele. - falou Iami. - Mas agora o que nós precisamos fazer é tentar encontrar Pedro, talvez ele me ajude a entender o que aconteceu com você e comigo, certo?
Renan mexeu a cabeça concordando, mas ao mesmo tempo olhou para trás de Iami, como se tivesse alguém atrás dela. Ela virou-se instantaneamente,torcendo para que a pessoa não a tivesse visto falando "sozinha". Mas ela conhecia a pessoa, era Samantha.

Samantha Castilho.
— Ah...oi, Samantha. - cumprimentou Iami.
Era pior ainda ser alguém que ela conhecia, naquele momento ela estava implorando aos céus para que Samantha não tivesse ouvido nada.
— Eu vi você vindo para cá, então te segui... - começou Samantha.
Iami piscou os olhos, confusa.
— O que aconteceu, Samantha? - perguntou Iami.
— Desde ontem... tem acontecido coisas estranhas comigo. - falou ela abrindo a bolsa. - Primeiro eu achava que era uma brincadeira, ou que eu estava me confundindo, mas então hoje, após vários testes eu consegui ver que não era confusão.
Ela se adiantou até a pia e jogou seus pertences em cima dela. E lá havia tudo em dobro, dois celulares, dois pentes, dois espelhos,dois estojos...
Iami olhou para ela, ainda confusa.
— Eu consigo... duplicar as coisas.
***
— Marina e Jéssica? - falou Ana Paula, indignada, para Patrick. Os dois estavam no quarto dele.
Após Ana Paula sair correndo do colégio, o único lugar que pensou foi a casa dele, que era próxima, mesmo que fosse um lugar óbvio para ir, eles precisavam ir lá antes de, talvez, fugir. - Agora todo mundo nessa droga de escola tem um poder e AINDA POR CIMA estão atrás da gente. Eu mereço isso...
— Calma, Ana. - falou Patrick, que estava arrumando suas coisas dentro de uma mochila.
— Eu ainda acho que nós deveríamos ir até a polícia e dizer toda a verdade, que estamos sendo perseguidos! - falou Ana Paula.
— E dizer que você pode cair de onze andares e não morrer e que eu posso causar um terremoto?Ah, e que a Jéssica pode lançar raios também? Ninguém levaria a sério, e mesmo se levassem, nós, como você mesmo disse, seríamos levados para um laboratório para sermos cobaias.
Ana Paula olhou para Patrick,meio desconfiada.
— Eles disseram que você era perigoso. - falou Ana. - Eles se referiam ao terremoto que você causou e que quase me matou,não é?
— Aham. - falou Patrick, sem olhar para Ana Paula, ainda colocando roupas na sua mochila.
Ana Paula deu a volta em Patrick e encarou-o.
— Patrick. - falou ela para que ele a olhasse. - Por que você está mentindo?
— Eu não tô mentindo. - falou ele encarando-a.
— Você não consegue mentir para mim. Eu sou sua prima,lembra?Sua bebê. - falou ela sorrindo. - Você sabe que pode me contar tudo. Estamos juntos nessa,lembra?
Patrick desviou os olhos e então sentou em sua cama.
— Talvez tenha mais alguma coisa que eles saibam sobre mim... - falou ele.
— O que? - perguntou Ana Paula.
— Eu... matei uma pessoa.
Irônico ou não, era a segunda vez que Ana Paula escutava aquilo de um amigo, em menos de 24 horas.
***
Dois meses atrás. Julho de 2008.
Patrick estava de férias, assim como todos os adolescentes de Belém.E ele não tinha nenhum lugar exato para ir naquelas férias, ia provavelmente ficar se sua amiga Gabrielly não se oferecesse para levá-lo junto com ela para uma casa que sua família havia alugado em uma cidade balneária próxima de Belém, Salinas.

Gabrielly Magalhães.
Patrick concordou e juntos eles foram para lá. No primeiro dia eles sequer saíram para a praia, ficaram somente no condomínio de casas que estavam e conheceram alguns adolescentes, que os convidaram para uma festa que eles iam dar naquela mesma noite, e em todas as noites seguidas, numa casa que fora alugada só por adolescentes, num lugar próximo ao condomínio.
Eles concordaram e na noite do primeiro dia eles foram até lá.
O lugar era bom, cheio de pessoas loucas, mas algumas até interessantes. Patrick notou que algumas pessoas tinham um interesse especial em Gabrielly, e que durante mais de uma hora ela esteve distante dele.
Nos dias seguintes, eles continuaram indo para essa festa, que sempre só acabava de manhã, e sempre Gabrielly sumia por algum tempo, mas sempre dizia para Patrick que não estava fazendo nada demais.
Na 7a noite consecutiva que eles foram a festa, Patrick resolveu andar pela casa, pela parte da piscina,por onde ele quase nunca ia, para ir atrás de Gabrielly, que havia novamente sumido.
Estava andando por lá, quando encontrou um grupo de pessoas empurrando um garoto, que estava extremamente bêbado ou drogado, numa roda.
Patrick resolveu ir até o grupo para poder fazê-los pararem de fazer isso com o garoto, mas instantaneamente sua cabeça começou a latejar, assim, só o que ele conseguiu fazer, foi empurrar alguém da roda, que caiu na piscina.
A partir daí a memória dele começava a falhar, ele não conseguia lembrar direito,e ele não havia tomado sequer uma gota de alcool naquela noite.Ele só sabia que tinha caído no chão e desmaiado, e no segundo seguinte,ou horas depois,não sabia, ele estava no quarto de Gaby, junto com ela. E a dor de cabeça havia sumido.
Mas sem dizer uma palavra, os dois adormeceram.
No outro dia Patrick comentou com Gabrielly sobre a festa, mas ela disse que não se lembrava de ter visto nenhuma briga, mas que havia encontrado ele desmaiado no chão da piscina e o havia levado de volta pra casa, sem que ninguém os visse.
Então decidiram que não iriam mais voltar a festa, e não voltaram. E tudo estava certo até que numa noite, Patrick acordou e Gaby não estava deitada em sua cama, ele desceu para checar se ela estava na cozinha, mas ela não estava, no entanto, ao subir para o quarto novamente, lá estava ela deitada, e ele se perguntou se não havia imaginado coisas.
Tudo ficou certo e eles voltaram para Belém, para suas vidas normais, e tudo estava perfeito até que ontem, logo no início da noite, Patrick abriu o jornal e viu que a polícia havia encontrado o corpo de um garoto que há dois meses havia sumido em Salinas. Patrick quase vomitou ao reconhecer o rosto, era o garoto que estava bêbado naquela noite.
Havia sido o garoto quem ele havia acidentalmente empurrado para a piscina, e ninguém na festa ajudou-o, assim ele morreu afogado, e por culpa dele.
Furioso, ele ligou para Gaby e gritou com ela por ela ter mentido, afinal, ela deveria ter visto o garoto morto na piscina, e ele sentia que ela estava escondendo algo dele. Ela prometeu que ia encontrar-se com ele no dia seguinte, ou seja, hoje, para explicar tudo que tinha acontecido. Mas ele estava furioso e somente desligou o telefone e gritou de raiva.
E foi por isso que o terremoto aconteceu.
***
— Meu Deus... - falou Ana Paula, quando Patrick acabou a narrativa. - Nós precisamos ir atrás da Gaby, ela precisa explicar essa história direito. Por que ela mentiu?
— Eu não sei, ainda tenho que conversar com ela para ela me explicar isso. - falou Patrick. - Na verdade, acho que seria bom irmos até a casa dela, antes que Jéssica e Marina venham até aqui.
— Ai, meu Deus! - falou Ana Paula. - Eu me esqueci de te dizer, eles vão atrás dela agora, dela e da Greice!
— Mas por que? - perguntou Patrick. - Por que atrás da Gabrielly?
— Acho que ela também tem uma habilidade. - falou Ana Paula.
— Como assim? Gabrielly tem uma habilidade?!
— Eu não sei, Patrick. - falou Ana Paula levantando e correndo até o telefone. - O que me importa agora é avisar a Greice, ela pode estar em perigo!
***
Greice estava almoçando em sua casa, logo que ela acabasse de comer ela iria ligar para Patrick e Ana Paula. Os dois haviam desobedecido o pedido dela, que era para eles simplesmente ficarem no lugar que ela havia dito.
Ela tinha que mostrar para eles os desenhos que ela havia feito na noite passada enquanto estava bebada, ao que parecia, os desenhos dela haviam saido muito bem-feitos para terem sido só desenhos feitos enquanto ela estava bebada, ela tinha certeza que eles eram cenas do futuro, e se esses desenhos estivessem certos, ela poderia encontrar Pedro.
O telefone então tocou, e ela se levantou para ir atender, sua mãe lhe lançou um olhar de censura por ela atender telefone na hora do almoço, mas ela nem ligou.
— Alô. - falou ela ao atender.
— Greice! - falou Ana Paula.
— Ana Paula! Onde você e o Patrick se meteram hoje? Vocês sumiram! Eu fiquei procurando vocês igual a uma...
— Greice, é sério, você precisa sair da sua casa AGORA! A Jéssica e a Marina trabalham para pessoas que estão tentando nos sequestrar, eles quase conseguiram levar eu e o Patrick, agora o próximo alvo é você!
— Jéssica e Marina? - falou Greice, duvidosa. - Isso não faz o menor sentido...
— Greice, você precisa me levar a sério, Jéssica pode lançar raios e...
Greice não pôde ouvir mais nada, pois as luzes da casa se apagaram e o telefone sem-fio também. Ainda era dia, portanto, ainda estava claro. Mas, mesmo assim, Greice sentia medo e sabia que algo estava errado.
— Mãe... - falou ela virando-se. - Vamos sair daqui...agora.
— Não tão rápido, Greice. - falou uma voz vindo da sala. Ela virou-se e viu Jéssica, ela estava com um pequeno raio materializado em sua mão. - Você e eu precisamos ter uma conversinha antes.
***
*-*
Vou tentar postar o outro ainda hoje.
C-ya!
— Eu tenho um plano, precisamos encontrar uma pessoa e Gabriel pode nos dizer onde ela está. - falou Marina.
— E precisamos ir nos encontrar pessoalmente com ele para que ele nos diga o endereço? - falou Jéssica.
— Você prefere contar por telefone que nós perdemos duas pessoas com poderes, sendo um deles potencialmente perigoso? - falou Marina.
Jéssica ficou em silêncio durante o resto do caminho, assim como Marina. Ao chegarem em frente a Livraria Somensi, as duas desceram do carro e caminharam para dentro da livraria. Dentro do carro elas já haviam trocado o uniforme da escola por roupas normais, então ninguém olhava estranho para elas.
Passaram direto para a área de acesso restrito a funcionários e desceram no elevador que dava ao subsolo, que era onde ficava a companhia.
— O motorista me disse que os dois não estavam com vocês. - falou a voz de Gabriel atrás delas. - Espero que tenham uma boa explicação.
Marina e Jéssica viraram-se e encararam Gabriel Lazzovick(a quem eles chamavam de Crowd, por ordem do mesmo), que era seu sub-chefe.
— Nós nos precipitamos ao capturá-los. - falou Marina. - Ao que parece, o poder de Ana Paula envolve ela ter uma pele mais resistente, portanto, ela resistiu ao choque de Jéssica. Então ela fugiu, junto com Patrick. Os dois são primos, então é provável que acabem indo para a casa de algum familiar.
— Entendo...Pelo telefone Jéssica disse que esse Patrick foi o responsável pelo terremoto de ontem. Tem certeza disso?- perguntou Gabriel.
— Sim. - respondeu Jéssica. - Foi o que Marina ouviu dos pensamentos dele. E a amiga dele, Gabrielly, também é perigosa.
— Na verdade, é por isso que viemos aqui. - falou Marina. - Achamos que se formos rápido, conseguiremos encontrá-la antes que Patrick.
— E por que Patrick iria atrás dela? - perguntou Gabriel.
— Porque eles dois são cúmplices, o terremoto não foi o único desastre que Patrick causou. E se nós pegarmos Gabrielly poderemos fazer um acordo com ele. Além disso, Gabrielly também tem uma habilidade.
Gabriel ficou analisando a proposta por alguns segundos, e então seguiu para seu escritório, e as duas o seguiram.
Ele sentou em sua mesa e começou a digitar no computador.
— Qual o nome completo dela, sabe? - perguntou ele.
— Gabrielly Magalhães. - respondeu Marina. - Ela estuda no Colégio Teorema.
Gabriel continuou digitando algumas coisas no computador e então um papel saiu da impressora.
— Aqui está o endereço dela. - falou ele entregando o papel a Jéssica.
Nesse momento o elevador fez um barulho e dele saiu uma pessoa.
— Daniel já está lhe esperando na sala lá de baixo. - falou Lara, que era quem havia acabado de chegar pelo elevador. - Oi, Jéssica. Oi, Marina.
As duas retribuíram o cumprimento e viraram-se para Gabriel.
— Eu já estou indo até ele,Lara. Muito obrigado, agora só falta Greice. - falou ele.
— Hum... o que aconteceu? - perguntou Lara ao ver as duas.
— Uma pequena falha na missão. - falou Jéssica. - Patrick e Ana Paula fugiram.
Lara olhou meio duvidosa para elas, não sabia se tinha escutado certo.
— Patrick e Ana Paula... esses nomes não são estranhos para mim... - falou Lara tentando lembrar de onde os conhecia. - Eles são amigos do Carlos?
— São. - respondeu Jéssica. - Você conhece o Carlos?
— Sim,sim... essa cidade é mesmo um ovo. - respondeu Lara. - Bem, boa sorte para vocês nessa missão, eu estou indo atrás da Greice.
— Na verdade, - falou Marina subitamente. - Que tal se trocarmos de missão? Digo, Jéssica conhece a Greice, então seria mais fácil para ela conseguir trazê-la para cá, afinal, ela está em casa uma hora dessas. E você seria bastante útil para capturar-los. As missões seriam mais fáceis de se cumprir.
Lara já ia discordar, afinal, se aceitasse estaria trocando uma missão fácil de uma pessoa só, por uma missão com duas pessoas, que ela nem sabia quais poderes tinham, mas Gabriel adiantou-se.
— Marina está certa. Lara, por favor, acompanhe-a nessa missão.
Lara lançou-o um olhar de raiva, mas então virou-se para Marina e disse:
— Então vamos logo, no caminho você me explica direito sobre a missão.
— Jéssica, espere um minuto que eu vou lhe dar a ficha de Greice. - falou Gabriel.
Marina e Lara caminharam em direção ao elevador e subiram em silêncio. Passaram pela livraria e quando estavam na rua, Marina puxou o braço de Lara e olhou para seu rosto.
— Eu te chamei para essa missão porque tenho que te dizer uma coisa.
Lara puxou seu braço da mão de Marina e encarou-a.
— O que?
— Eu ouvi seus pensamentos, e você não vai ficar escondendo o Carlos. Você vai entregá-lo para a Companhia.
***
Iami entrou numa loja de convêniencias e foi até o balconista imediatamente.
— Com licença, onde é o banheiro? - perguntou ela.
O balconista indicou o banheiro para ela, e Iami seguiu até ele.
Ela checou se ele estava vazio e ao confirmar, finalmente disse:
— Ok, agora estou sozinha. Podem falar. - falou ela referindo-se a Renan e a garota fantasma do banheiro do Universo. - Mas, por favor, enquanto eu estiver na rua, não tentem falar comigo, as outras pessoas não podem ver vocês, então eu vou parecer uma louca.
— Você tem que avisar para minha mãe que eu estou morto! - falou Renan, que agora estava um pouco melhor, tirando o fato que ele estava morto,é claro.
Ele havia melhorado depois que aquela garota fantasma havia entrado no banheiro e dito que ele estava morto. Assim ele conseguiu explicar direito o que havia acontecido na tarde anterior, e isso pareceu melhorar seu espírito. Ele ainda tinha olheiras fundas, mas conseguia andar, pelo menos.
Ao que parecia, Pedro havia acidentalmente matado Renan, sugando a água de seu corpo,ou coisa assim. Iami só sabia que precisava achar Pedro para entender aquela história. Além disso, ela começara a ver gente morta da noite pro dia, assim como Pedro começara a sugar a água do corpo das pessoas da noite pro dia, então talvez ele soubesse o motivo.
— Eu vou, Renan, mas primeiro eu tenho que ir atrás do Pedro e tentar entender exatamente o que aconteceu, nem você consegue lembrar-se direito o que aconteceu! O que você quer que eu diga para a sua mãe?"Oi, comecei a ver espíritos essa manhã, e seu filho apareceu no banheiro para falar comigo e mandou dizer que ele está morto." Ela vai me bater se eu fizer isso. - falou Iami, e então virou-se para a garota que ela havia encontrado no banheiro. - E você?Por que ainda está me seguindo?
— Porque eu também preciso que você entregue uma mensagem para mim. Mas pode ser depois que você resolver a história desse garoto. - falou ela.
Iami fechou os olhos, concentrando-se, de repente, sua vida havia virado de cabeça pra baixo, ela começara a ver gente morta, e isso explicava porque tinha visto tanta gente estranha nessa manhã, e tinha virado mensageira dos mortos.
— Tudo bem, eu te ajudo depois que eu ajudar ele. - falou Iami. - Mas agora o que nós precisamos fazer é tentar encontrar Pedro, talvez ele me ajude a entender o que aconteceu com você e comigo, certo?
Renan mexeu a cabeça concordando, mas ao mesmo tempo olhou para trás de Iami, como se tivesse alguém atrás dela. Ela virou-se instantaneamente,torcendo para que a pessoa não a tivesse visto falando "sozinha". Mas ela conhecia a pessoa, era Samantha.

Samantha Castilho.
— Ah...oi, Samantha. - cumprimentou Iami.
Era pior ainda ser alguém que ela conhecia, naquele momento ela estava implorando aos céus para que Samantha não tivesse ouvido nada.
— Eu vi você vindo para cá, então te segui... - começou Samantha.
Iami piscou os olhos, confusa.
— O que aconteceu, Samantha? - perguntou Iami.
— Desde ontem... tem acontecido coisas estranhas comigo. - falou ela abrindo a bolsa. - Primeiro eu achava que era uma brincadeira, ou que eu estava me confundindo, mas então hoje, após vários testes eu consegui ver que não era confusão.
Ela se adiantou até a pia e jogou seus pertences em cima dela. E lá havia tudo em dobro, dois celulares, dois pentes, dois espelhos,dois estojos...
Iami olhou para ela, ainda confusa.
— Eu consigo... duplicar as coisas.
***
— Marina e Jéssica? - falou Ana Paula, indignada, para Patrick. Os dois estavam no quarto dele.
Após Ana Paula sair correndo do colégio, o único lugar que pensou foi a casa dele, que era próxima, mesmo que fosse um lugar óbvio para ir, eles precisavam ir lá antes de, talvez, fugir. - Agora todo mundo nessa droga de escola tem um poder e AINDA POR CIMA estão atrás da gente. Eu mereço isso...
— Calma, Ana. - falou Patrick, que estava arrumando suas coisas dentro de uma mochila.
— Eu ainda acho que nós deveríamos ir até a polícia e dizer toda a verdade, que estamos sendo perseguidos! - falou Ana Paula.
— E dizer que você pode cair de onze andares e não morrer e que eu posso causar um terremoto?Ah, e que a Jéssica pode lançar raios também? Ninguém levaria a sério, e mesmo se levassem, nós, como você mesmo disse, seríamos levados para um laboratório para sermos cobaias.
Ana Paula olhou para Patrick,meio desconfiada.
— Eles disseram que você era perigoso. - falou Ana. - Eles se referiam ao terremoto que você causou e que quase me matou,não é?
— Aham. - falou Patrick, sem olhar para Ana Paula, ainda colocando roupas na sua mochila.
Ana Paula deu a volta em Patrick e encarou-o.
— Patrick. - falou ela para que ele a olhasse. - Por que você está mentindo?
— Eu não tô mentindo. - falou ele encarando-a.
— Você não consegue mentir para mim. Eu sou sua prima,lembra?Sua bebê. - falou ela sorrindo. - Você sabe que pode me contar tudo. Estamos juntos nessa,lembra?
Patrick desviou os olhos e então sentou em sua cama.
— Talvez tenha mais alguma coisa que eles saibam sobre mim... - falou ele.
— O que? - perguntou Ana Paula.
— Eu... matei uma pessoa.
Irônico ou não, era a segunda vez que Ana Paula escutava aquilo de um amigo, em menos de 24 horas.
***
Dois meses atrás. Julho de 2008.
Patrick estava de férias, assim como todos os adolescentes de Belém.E ele não tinha nenhum lugar exato para ir naquelas férias, ia provavelmente ficar se sua amiga Gabrielly não se oferecesse para levá-lo junto com ela para uma casa que sua família havia alugado em uma cidade balneária próxima de Belém, Salinas.

Gabrielly Magalhães.
Patrick concordou e juntos eles foram para lá. No primeiro dia eles sequer saíram para a praia, ficaram somente no condomínio de casas que estavam e conheceram alguns adolescentes, que os convidaram para uma festa que eles iam dar naquela mesma noite, e em todas as noites seguidas, numa casa que fora alugada só por adolescentes, num lugar próximo ao condomínio.
Eles concordaram e na noite do primeiro dia eles foram até lá.
O lugar era bom, cheio de pessoas loucas, mas algumas até interessantes. Patrick notou que algumas pessoas tinham um interesse especial em Gabrielly, e que durante mais de uma hora ela esteve distante dele.
Nos dias seguintes, eles continuaram indo para essa festa, que sempre só acabava de manhã, e sempre Gabrielly sumia por algum tempo, mas sempre dizia para Patrick que não estava fazendo nada demais.
Na 7a noite consecutiva que eles foram a festa, Patrick resolveu andar pela casa, pela parte da piscina,por onde ele quase nunca ia, para ir atrás de Gabrielly, que havia novamente sumido.
Estava andando por lá, quando encontrou um grupo de pessoas empurrando um garoto, que estava extremamente bêbado ou drogado, numa roda.
Patrick resolveu ir até o grupo para poder fazê-los pararem de fazer isso com o garoto, mas instantaneamente sua cabeça começou a latejar, assim, só o que ele conseguiu fazer, foi empurrar alguém da roda, que caiu na piscina.
A partir daí a memória dele começava a falhar, ele não conseguia lembrar direito,e ele não havia tomado sequer uma gota de alcool naquela noite.Ele só sabia que tinha caído no chão e desmaiado, e no segundo seguinte,ou horas depois,não sabia, ele estava no quarto de Gaby, junto com ela. E a dor de cabeça havia sumido.
Mas sem dizer uma palavra, os dois adormeceram.
No outro dia Patrick comentou com Gabrielly sobre a festa, mas ela disse que não se lembrava de ter visto nenhuma briga, mas que havia encontrado ele desmaiado no chão da piscina e o havia levado de volta pra casa, sem que ninguém os visse.
Então decidiram que não iriam mais voltar a festa, e não voltaram. E tudo estava certo até que numa noite, Patrick acordou e Gaby não estava deitada em sua cama, ele desceu para checar se ela estava na cozinha, mas ela não estava, no entanto, ao subir para o quarto novamente, lá estava ela deitada, e ele se perguntou se não havia imaginado coisas.
Tudo ficou certo e eles voltaram para Belém, para suas vidas normais, e tudo estava perfeito até que ontem, logo no início da noite, Patrick abriu o jornal e viu que a polícia havia encontrado o corpo de um garoto que há dois meses havia sumido em Salinas. Patrick quase vomitou ao reconhecer o rosto, era o garoto que estava bêbado naquela noite.
Havia sido o garoto quem ele havia acidentalmente empurrado para a piscina, e ninguém na festa ajudou-o, assim ele morreu afogado, e por culpa dele.
Furioso, ele ligou para Gaby e gritou com ela por ela ter mentido, afinal, ela deveria ter visto o garoto morto na piscina, e ele sentia que ela estava escondendo algo dele. Ela prometeu que ia encontrar-se com ele no dia seguinte, ou seja, hoje, para explicar tudo que tinha acontecido. Mas ele estava furioso e somente desligou o telefone e gritou de raiva.
E foi por isso que o terremoto aconteceu.
***
— Meu Deus... - falou Ana Paula, quando Patrick acabou a narrativa. - Nós precisamos ir atrás da Gaby, ela precisa explicar essa história direito. Por que ela mentiu?
— Eu não sei, ainda tenho que conversar com ela para ela me explicar isso. - falou Patrick. - Na verdade, acho que seria bom irmos até a casa dela, antes que Jéssica e Marina venham até aqui.
— Ai, meu Deus! - falou Ana Paula. - Eu me esqueci de te dizer, eles vão atrás dela agora, dela e da Greice!
— Mas por que? - perguntou Patrick. - Por que atrás da Gabrielly?
— Acho que ela também tem uma habilidade. - falou Ana Paula.
— Como assim? Gabrielly tem uma habilidade?!
— Eu não sei, Patrick. - falou Ana Paula levantando e correndo até o telefone. - O que me importa agora é avisar a Greice, ela pode estar em perigo!
***
Greice estava almoçando em sua casa, logo que ela acabasse de comer ela iria ligar para Patrick e Ana Paula. Os dois haviam desobedecido o pedido dela, que era para eles simplesmente ficarem no lugar que ela havia dito.
Ela tinha que mostrar para eles os desenhos que ela havia feito na noite passada enquanto estava bebada, ao que parecia, os desenhos dela haviam saido muito bem-feitos para terem sido só desenhos feitos enquanto ela estava bebada, ela tinha certeza que eles eram cenas do futuro, e se esses desenhos estivessem certos, ela poderia encontrar Pedro.
O telefone então tocou, e ela se levantou para ir atender, sua mãe lhe lançou um olhar de censura por ela atender telefone na hora do almoço, mas ela nem ligou.
— Alô. - falou ela ao atender.
— Greice! - falou Ana Paula.
— Ana Paula! Onde você e o Patrick se meteram hoje? Vocês sumiram! Eu fiquei procurando vocês igual a uma...
— Greice, é sério, você precisa sair da sua casa AGORA! A Jéssica e a Marina trabalham para pessoas que estão tentando nos sequestrar, eles quase conseguiram levar eu e o Patrick, agora o próximo alvo é você!
— Jéssica e Marina? - falou Greice, duvidosa. - Isso não faz o menor sentido...
— Greice, você precisa me levar a sério, Jéssica pode lançar raios e...
Greice não pôde ouvir mais nada, pois as luzes da casa se apagaram e o telefone sem-fio também. Ainda era dia, portanto, ainda estava claro. Mas, mesmo assim, Greice sentia medo e sabia que algo estava errado.
— Mãe... - falou ela virando-se. - Vamos sair daqui...agora.
— Não tão rápido, Greice. - falou uma voz vindo da sala. Ela virou-se e viu Jéssica, ela estava com um pequeno raio materializado em sua mão. - Você e eu precisamos ter uma conversinha antes.
***
*-*
Vou tentar postar o outro ainda hoje.
C-ya!
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Capitulo 9 - Nosso Passado.
1998.
Leilane,nervosa, desceu as escadas e foi esconder-se atrás de seu carro para analisar os alunos que estavam tirando foto.
Era incrível e ao mesmo tempo assustador estar vendo aquilo acontecer,ver todos seus amigos pequenos e principalmente,ver a si própria 11 anos atrás.
Viu a professora chamar os alunos e fazê-los formar duas filas, uma de meninos e outras de meninas.
As crianças começaram a caminhar e Leilane espiou enquanto todas elas passavam, reconhecendo cada um daqueles rostos, que eram seus amigos de infância....
Otávio, Daniel...Allan,Nelson,Patrick...Carlos...
Rahyssa,Ana Paula....Natália, Ana Luiza... Iami... e ela mesma.
Quase morreu de felicidade de ver a si mesma, estava com uma travessa vermelha que sua mãe a dera e que havia simplesmente sumido um dia. Sentiu uma vontade enorme de fotografar-se, mas infelizmente não estava com sua camera fotográfica naquele momento. Além disso,não podia denunciar onde estava, pois estava com o uniforme de uma outra escola dentro da propriedade do colégio, embora ninguém naquele tempo reconhecesse aquele uniforme, pois ele teoricamente ainda não existia.
Leilane acompanhou com o olhar as crianças caminharem para dentro da escola,mas antes de chegarem no portão preto,por onde deveriam ir, houve uma gritaria e todas as crianças saíram correndo para dentro da escola, desesperadas.
A professora também saiu correndo,mas essa porque tinha que acompanhar seus estudantes.
Leilane saiu apressada de seu esconderijo para ver qual havia sido o motivo da gritaria, ela não conseguia lembrar.
Foi andando, e no caminho encontrou sua antiga travessa vermelha, que ela havia, na hora do desespero deixado cair, juntou-a. Foi até onde as crianças haviam começado a gritar e avistou, ao lado da escada grande, um pombo morto. E olhando para ele estava Daniel, só que na sua versão do passado, uma criança.
Ela ia gritar para Daniel se afastar,pois ele estava bastante próximo do pombo morto, mas então ele tocou no pombo, que instantaneamente se bateu no chão e quando conseguiu,saiu voando.
Daniel virou-se para ela, e levou um susto,pois não sabia que ela estava lá, e somente arregalou os olhos e saiu correndo. Leilane ficou boquiaberta, sem acreditar no que havia acabado de ver. Quando achava que não podia mais se surpreender, acontecia aquilo...
Numa piscada de olhos e ela não estava mais lá, estava no mesmo lugar que estava antes. Perguntou-se se aquilo não havia sido um sonho, mas uma voz interrompeu seus pensamentos.
— Leilane! - disse Alana - Onde você esteve hoje o dia todo? - e sem esperar resposta,continuou - Você perdeu o trabalho de química do Joáurio...
— Ah...quais aulas ainda faltam? - perguntou Leilane, confusa.
— Nenhuma,acabaram as aulas de hoje. Você está bem,Leilane?
Leilane olhou para cima de sua mesa e viu a foto do momento que ela havia acabado de presenciar, e então notou que em sua mão havia a travessa que ela havia há anos,perdido.
— Estou,estou ótima. - falou Leilane levantando-se - Eu só preciso ir atrás de uma pessoa. - falou ela guardando tudo em sua mochila.
— Quem? - perguntou Alana.
— Daniel.
***
Lara saiu de sua sala apressada e foi em direção a sala que estudava Carlos. Precisava falar com ele e em seguida levar Daniel para a companhia,onde ele seria examinado e provavelmente liberado em, no máximo, algumas horas. Estava claro que o poder dele era inofensivo, assim como o daquela garota Greice, que por sinal também era amiga de Carlos, ambos pareciam inofensivos. Só precisavam ser interrogados e poderiam ser liberados.
Correu até a sala de Carlos e postou-se na frente da Daniel e Clarissa, que ela encontrou no caminho da sala.
— Oi. - sorriu ela. - O Carlos já desceu?
— Oi,Lara. - cumprimentaram os dois, e Daniel continuou. - Ele saiu mais cedo hoje.
— Quer dizer que ele gazetou. - explicou Clarissa.
— Ah,isso explica ele não ter aparecido no intervalo hoje... - falou Lara olhando para o lado.
Daniel deu um sorriso e continuou seu caminho,junto com Clarissa.
Lara suspirou, já que Carlos não estava lá, então teria que ligar para ele mais tarde para conversarem sobre seu poder. Ela virou-se para Daniel, que estava de costas. Já que não tinha Carlos, era precisava cumprir sua missão.
— Daniel?- chamou ela.
Daniel virou-se, ainda com o mesmo sorriso.
— Oi. - falou ele.
Lara caminhou na direção dele,tirou seus óculos verdes e olhou diretamente em seus olhos, e sorrindo disse:
— Tem um Corsa preto esperando na frente da escola, eu quero que você desça sem falar com mais ninguém e entre nele, e fique em silêncio até me encontrar novamente. Certo?
Os olhos de Daniel ficaram turvos e ele simplesmente virou-se e foi andando para a escada, como um robô.
— Daniel? - chamou Clarissa,que então virou-se para Lara. - O que foi que você fez?
Lara piscou, com um leve sorriso triste no rosto.
— Sinto muito, Clarissa. É o trabalho. Agora você vai descer as escadas e ir para sua casa e esquecer tudo que viu,tudo bem?
Os olhos de Clarissa também assumiram um estado estranho e ela virou-se para ir embora.
Lara puxou seu celular, fez uma ligação e esperou que atendessem.
— Crowd? - falou ela - O Daniel já está indo para o carro. Primeira parte da missão cumprida.
***
Leilane correu ao avistar Daniel descendo as escadas e logo atrás dele, Clarissa.
Estava no térreo quando finalmente alcançou-o.
— Daniel! - falou ela apertando o braço dele, mas ele sequer virou, continuou andando como se nada tivesse acontecido, mas ela continuou falando. - Escuta, Daniel, eu preciso saber... lembra desse dia dessa foto - ela puxou o album e mostrou a foto de todos eles crianças,ele não olhou, mas ela esfregou o album em sua cara, no entanto, ele não parou de andar. - Presta atenção em mim! - mas ele não olhava para ela.
Ele continuou seguindo em linha reta até a entrada da escola, onde ela o viu entrar em um carro preto que ela não fazia a mínima ideia de quem era, pois até onde sabia, Daniel voltava para casa de ônibus.
Ela virou-se e encontrou Clarissa, que também se movia estranho e disse:
— Clarissa, o que o Daniel tem?
Mas a amiga também lhe deixou sem resposta. Ótimo, ela tinha acabado de viajar no tempo, onde ninguém podia vê-la, mas agora, em seu tempo, todos a ignoravam.
Ela continuou na frente da escola, esperando seu pai chegar e então viu que Lara havia entrado no carro preto em que Daniel estava.
Lara e Daniel no mesmo carro?Havia alguma coisa muito estranha ali.
***
— Talvez nós não sejamos os únicos. - falou Fábio. - Talvez hajam outros como nós e...
— E aí nós fundaremos o Instituo Xavier brasileiro? Não brinca, Fábio. Nós precisamos de ajuda médica, alguém que possa tirar isso da gente.
Carlos e Fábio estavam ainda dentro do terreno abandonado, só que agora estavam sentados, estavam há horas conversando sobre suas novas habilidades, que Fábio chamava de poderes e Carlos de maldição.
— Eu não quero que tirem meu poder. - falou Fábio. - Agora eu sou rápido, como ninguém é. E não vejo porque você quer fazer isso, você pode destruir qualquer coisa agora, exceto eu,porque você não pode me tocar.
— Dispenso esse tipo de coisa.Hoje eu só o usei porque precisava sair da escola, e caso alguém da coordenação descubra que fui eu, eu tô ferrado. - falou Carlos.
— Eu tranquei o box por dentro, então vai demorar para eles descobrirem que tem uma nova passagem pra fora da escola. - falou Fábio.
O celular de Carlos repentinamente tocou, ele levantou-se e atendeu o celular.
— Oi, Leilane. - falou Carlos.
— Carlos. - falou Leilane. - Por acaso você sabe para onde a Lara e o Daniel poderiam estar indo?
Carlos hesitou. Lara e Daniel se conheciam, mas não eram nada além de colegas, Lara não sairia com Daniel assim...do nada.
— Não faço a menor idéia. - falou Carlos. - Por que?
— Porque...eu vi os dois entrando no mesmo carro, achei muito estranho.Ele e Clarissa estavam muito estranhos. De qualquer forma, estás em casa? - falou Leilane.
— Não. - respondeu Carlos. - Ainda tô no quarteirão da escola.
— Pode, então, por favor, vir até aqui na escola?Preciso falar com alguém...
— Tudo bem. - falou Carlos.- Eu estou indo. - desligou e virou-se para Fábio. - Leilane precisa falar comigo, você vem?
— Nope.- respondeu Fábio. - Tenho umas coisas para resolver.
— Hum. - falouCarlos desconfiado. - Para onde você vai?
Fábio sorriu diabólicamente e disse:
— Supermercados Yellow.
E no segundo seguinte ele havia desaparecido,deixando somente um rastro de poeira.
***
^^
Espero que tenham gostado!:D
Leilane,nervosa, desceu as escadas e foi esconder-se atrás de seu carro para analisar os alunos que estavam tirando foto.
Era incrível e ao mesmo tempo assustador estar vendo aquilo acontecer,ver todos seus amigos pequenos e principalmente,ver a si própria 11 anos atrás.
Viu a professora chamar os alunos e fazê-los formar duas filas, uma de meninos e outras de meninas.
As crianças começaram a caminhar e Leilane espiou enquanto todas elas passavam, reconhecendo cada um daqueles rostos, que eram seus amigos de infância....
Otávio, Daniel...Allan,Nelson,Patrick...Carlos...
Rahyssa,Ana Paula....Natália, Ana Luiza... Iami... e ela mesma.
Quase morreu de felicidade de ver a si mesma, estava com uma travessa vermelha que sua mãe a dera e que havia simplesmente sumido um dia. Sentiu uma vontade enorme de fotografar-se, mas infelizmente não estava com sua camera fotográfica naquele momento. Além disso,não podia denunciar onde estava, pois estava com o uniforme de uma outra escola dentro da propriedade do colégio, embora ninguém naquele tempo reconhecesse aquele uniforme, pois ele teoricamente ainda não existia.
Leilane acompanhou com o olhar as crianças caminharem para dentro da escola,mas antes de chegarem no portão preto,por onde deveriam ir, houve uma gritaria e todas as crianças saíram correndo para dentro da escola, desesperadas.
A professora também saiu correndo,mas essa porque tinha que acompanhar seus estudantes.
Leilane saiu apressada de seu esconderijo para ver qual havia sido o motivo da gritaria, ela não conseguia lembrar.
Foi andando, e no caminho encontrou sua antiga travessa vermelha, que ela havia, na hora do desespero deixado cair, juntou-a. Foi até onde as crianças haviam começado a gritar e avistou, ao lado da escada grande, um pombo morto. E olhando para ele estava Daniel, só que na sua versão do passado, uma criança.
Ela ia gritar para Daniel se afastar,pois ele estava bastante próximo do pombo morto, mas então ele tocou no pombo, que instantaneamente se bateu no chão e quando conseguiu,saiu voando.
Daniel virou-se para ela, e levou um susto,pois não sabia que ela estava lá, e somente arregalou os olhos e saiu correndo. Leilane ficou boquiaberta, sem acreditar no que havia acabado de ver. Quando achava que não podia mais se surpreender, acontecia aquilo...
Numa piscada de olhos e ela não estava mais lá, estava no mesmo lugar que estava antes. Perguntou-se se aquilo não havia sido um sonho, mas uma voz interrompeu seus pensamentos.
— Leilane! - disse Alana - Onde você esteve hoje o dia todo? - e sem esperar resposta,continuou - Você perdeu o trabalho de química do Joáurio...
— Ah...quais aulas ainda faltam? - perguntou Leilane, confusa.
— Nenhuma,acabaram as aulas de hoje. Você está bem,Leilane?
Leilane olhou para cima de sua mesa e viu a foto do momento que ela havia acabado de presenciar, e então notou que em sua mão havia a travessa que ela havia há anos,perdido.
— Estou,estou ótima. - falou Leilane levantando-se - Eu só preciso ir atrás de uma pessoa. - falou ela guardando tudo em sua mochila.
— Quem? - perguntou Alana.
— Daniel.
***
Lara saiu de sua sala apressada e foi em direção a sala que estudava Carlos. Precisava falar com ele e em seguida levar Daniel para a companhia,onde ele seria examinado e provavelmente liberado em, no máximo, algumas horas. Estava claro que o poder dele era inofensivo, assim como o daquela garota Greice, que por sinal também era amiga de Carlos, ambos pareciam inofensivos. Só precisavam ser interrogados e poderiam ser liberados.
Correu até a sala de Carlos e postou-se na frente da Daniel e Clarissa, que ela encontrou no caminho da sala.
— Oi. - sorriu ela. - O Carlos já desceu?
— Oi,Lara. - cumprimentaram os dois, e Daniel continuou. - Ele saiu mais cedo hoje.
— Quer dizer que ele gazetou. - explicou Clarissa.
— Ah,isso explica ele não ter aparecido no intervalo hoje... - falou Lara olhando para o lado.
Daniel deu um sorriso e continuou seu caminho,junto com Clarissa.
Lara suspirou, já que Carlos não estava lá, então teria que ligar para ele mais tarde para conversarem sobre seu poder. Ela virou-se para Daniel, que estava de costas. Já que não tinha Carlos, era precisava cumprir sua missão.
— Daniel?- chamou ela.
Daniel virou-se, ainda com o mesmo sorriso.
— Oi. - falou ele.
Lara caminhou na direção dele,tirou seus óculos verdes e olhou diretamente em seus olhos, e sorrindo disse:
— Tem um Corsa preto esperando na frente da escola, eu quero que você desça sem falar com mais ninguém e entre nele, e fique em silêncio até me encontrar novamente. Certo?
Os olhos de Daniel ficaram turvos e ele simplesmente virou-se e foi andando para a escada, como um robô.
— Daniel? - chamou Clarissa,que então virou-se para Lara. - O que foi que você fez?
Lara piscou, com um leve sorriso triste no rosto.
— Sinto muito, Clarissa. É o trabalho. Agora você vai descer as escadas e ir para sua casa e esquecer tudo que viu,tudo bem?
Os olhos de Clarissa também assumiram um estado estranho e ela virou-se para ir embora.
Lara puxou seu celular, fez uma ligação e esperou que atendessem.
— Crowd? - falou ela - O Daniel já está indo para o carro. Primeira parte da missão cumprida.
***
Leilane correu ao avistar Daniel descendo as escadas e logo atrás dele, Clarissa.
Estava no térreo quando finalmente alcançou-o.
— Daniel! - falou ela apertando o braço dele, mas ele sequer virou, continuou andando como se nada tivesse acontecido, mas ela continuou falando. - Escuta, Daniel, eu preciso saber... lembra desse dia dessa foto - ela puxou o album e mostrou a foto de todos eles crianças,ele não olhou, mas ela esfregou o album em sua cara, no entanto, ele não parou de andar. - Presta atenção em mim! - mas ele não olhava para ela.
Ele continuou seguindo em linha reta até a entrada da escola, onde ela o viu entrar em um carro preto que ela não fazia a mínima ideia de quem era, pois até onde sabia, Daniel voltava para casa de ônibus.
Ela virou-se e encontrou Clarissa, que também se movia estranho e disse:
— Clarissa, o que o Daniel tem?
Mas a amiga também lhe deixou sem resposta. Ótimo, ela tinha acabado de viajar no tempo, onde ninguém podia vê-la, mas agora, em seu tempo, todos a ignoravam.
Ela continuou na frente da escola, esperando seu pai chegar e então viu que Lara havia entrado no carro preto em que Daniel estava.
Lara e Daniel no mesmo carro?Havia alguma coisa muito estranha ali.
***
— Talvez nós não sejamos os únicos. - falou Fábio. - Talvez hajam outros como nós e...
— E aí nós fundaremos o Instituo Xavier brasileiro? Não brinca, Fábio. Nós precisamos de ajuda médica, alguém que possa tirar isso da gente.
Carlos e Fábio estavam ainda dentro do terreno abandonado, só que agora estavam sentados, estavam há horas conversando sobre suas novas habilidades, que Fábio chamava de poderes e Carlos de maldição.
— Eu não quero que tirem meu poder. - falou Fábio. - Agora eu sou rápido, como ninguém é. E não vejo porque você quer fazer isso, você pode destruir qualquer coisa agora, exceto eu,porque você não pode me tocar.
— Dispenso esse tipo de coisa.Hoje eu só o usei porque precisava sair da escola, e caso alguém da coordenação descubra que fui eu, eu tô ferrado. - falou Carlos.
— Eu tranquei o box por dentro, então vai demorar para eles descobrirem que tem uma nova passagem pra fora da escola. - falou Fábio.
O celular de Carlos repentinamente tocou, ele levantou-se e atendeu o celular.
— Oi, Leilane. - falou Carlos.
— Carlos. - falou Leilane. - Por acaso você sabe para onde a Lara e o Daniel poderiam estar indo?
Carlos hesitou. Lara e Daniel se conheciam, mas não eram nada além de colegas, Lara não sairia com Daniel assim...do nada.
— Não faço a menor idéia. - falou Carlos. - Por que?
— Porque...eu vi os dois entrando no mesmo carro, achei muito estranho.Ele e Clarissa estavam muito estranhos. De qualquer forma, estás em casa? - falou Leilane.
— Não. - respondeu Carlos. - Ainda tô no quarteirão da escola.
— Pode, então, por favor, vir até aqui na escola?Preciso falar com alguém...
— Tudo bem. - falou Carlos.- Eu estou indo. - desligou e virou-se para Fábio. - Leilane precisa falar comigo, você vem?
— Nope.- respondeu Fábio. - Tenho umas coisas para resolver.
— Hum. - falouCarlos desconfiado. - Para onde você vai?
Fábio sorriu diabólicamente e disse:
— Supermercados Yellow.
E no segundo seguinte ele havia desaparecido,deixando somente um rastro de poeira.
***
^^
Espero que tenham gostado!:D
Capitulo 8 - Corrida.

Leilane Dias
Leilane estava em sua sala de aula, olhando para seu exercício de Português que havia acabado de resolver.
O professor Guimarães, de português, estava prestes a corrigir o exercício, quando a sineta tocou,indicando que sua aula havia acabado. Ele se levantou e se retirou da sala, assim como muitos alunos, que sempre que havia um intervalo entre uma aula e outra saíam.
Alana,amiga de Leilane, a convidou para sair da sala, mas Leilane recusou, com a desculpa de que queria ler algumas coisas.
A verdade é que ela queria ver um antigo albúm de fotos e ainda não queria que ninguém visse. No intervalo era iria mostrar para os seus amigos que estudaram no Gentil uma foto em que todos eles apareciam juntos.
Ela estava focada nessa foto, olhando para os rostos de seus amigos e tentando achar quais características ainda permaneciam e quais características eles haviam adquirido.
Após tanto olhar para a foto, lembrou-se que ainda estava na sala de aula e que o barulho havia diminuido, ela ouvia ao longe, algumas risadas infantis, mas nenhuma conversa próxima a ela.
Ela ergueu os olhos e, em pânico, notou que não estava mais na sala de aula, e sim em uma grande escada branca que ela reconhecia muito bem,pois era a escada da escola que estudara até ano passado, Gentil.
Ela levantou-se da escada e olhou ao redor, estava tudo vazio, exceto a parte do centro da entrada da escola, onde uma professora tentava arrumar os alunos para que eles ficassem bonitos para uma foto que eles iam tirar.
De onde Leilane estava ela podia ver somente os cabelos cacheados da professora, mas tinha certeza que sabia exatamente em qual posição as crianças estavam.
Seu coração estava batendo aceleradamente, pensando na impossibilidade daquilo estar ocorrendo, mas ela tinha certeza que aquela foto que estava sendo tirada naquele momento já estava nas mãos dela.

***
— Carlos, espera! - gritou Fábio pulando pela passagem que havia acabado de ser "construída" dentro do banheiro.
Mas Carlos sequer olhou para trás, continuava correndo pelo terreno vazio, em direção à rua. Fábio correu na direção dele, mas ele já estava um tanto adiantado.
— Carlos!Para,ok? - gritou Fábio para Carlos, quando ele chegou no portão da frente do terreno, que era a única coisa que tinha na propriedade.
E então Carlos parou de andar e virou-se Fábio.
— Fique aí onde você está. - falou Carlos.
— Ok. - falou Fábio,parando de andar, ele ainda estava a uma distância considerável de Carlos. - Agora que tal explicar o que foi aquilo?
— O que você quer , Fábio?Eu já arranjei uma forma de você sair da escola, agora me deixa em paz.
— Mas, Carlos... - começou Fábio, mas ele o interrompeu.
— Eu sou uma aberração,ok?Agora, por favor, me deixar ir embora sozinho e em paz. - falou Carlos virando-se para o portão, para poder escalá-lo, mas antes de poder virar-se totalmente, sentiu alguém puxá-lo, e era Fábio.
Carlos olhou-o assustado, pois não havia como ele ter chegado próximo de Carlos tão rápido, mas pelo olhar indignado de Fábio, nem ele mesmo sabia como. Aparentemente Fábio havia corrido metros em uma fração de segundo.
— Como foi que você fez isso? - perguntou Carlos.
***
— Meu Deus, Renan. - falou Iami ajudando-o a se sentar na tampa do vaso. - Eu vou pedir ajuda.
Iami levantou-se, mas Renan agarrou a mão de Iami.
— Não, Iami. - sussurrou ele. - Eu preciso da sua ajuda. Por favor, não vai embora.
Iami ficou paralisada, olhando para o amigo, ele parecia muito mal, e certamente ela não poderia ajudá-lo, o que ele precisava agora era ir para um hospital urgentemente.
— Renan, você precisa de ajuda médica.Eu preciso chamar alguém pra vir aqui te levar pro hospital, eu prometo que vou contigo no hospital,se puder, mas você não pode ficar assim aqui. Você está pálido!
Renan começou a levantar-se, mas não conseguia erguer-se, então sentou-se novamente.
— Você não entende... aconteceu uma coisa...estranha, horrível... entre eu e o Pedro... desde ontem eu...
Ele não conseguia prosseguir, e então Iami passou a mão em suas costas, para tentar acalmá-lo.
— Calma, você não precisa dizer nada ainda se não consegue...
Então ela ouviu passos na entrada do banheiro e ficou feliz por ter alguém entrando no banheiro, assim esse alguém poderia pedir ajuda, enquanto ela tentava acalmar Renan.
— Você não entende, Iami... - sussurrou ele. - Ninguém mais pode me ajudar...
Virou-se para enxergar quem era e avistou uma garota de cabelos de cabelos lisos e castanhos olhando diretamente para ela e para Renan.Iami logo notou que ela era estranha, ela não estava vestindo o uniforme da escola e tinha uma cor pálida semelhante a de Renan, a diferença era que ela não estava morrendo.
Iami abriu a boca para pedir ajuda para ela, mas a garota a interrompeu:
— Ei, você consegue me ver?!
Iami olhou para ela com um olhar estranho. Só o que ela precisava era uma louca no banheiro.
— Claro que sim. Por que? - perguntou Iami.
A garota deu um passo a frente para aproximar-se deles dois e olhou para Iami.
— Porque eu e esse garoto aí estamos mortos.
***
Jéssica e Marina arrastaram os corpos desmaiados de Patrick e Ana Paula para próximo a entrada da escola, graças a Marina, ninguém as viu, e agora elas estavam ajeitando os dois no banco da entrada para que eles parecessem acordados, pois na rua existiam muito mais pessoas, portanto, muito mais mentes para se controlar, e Marina não sabia se era capaz de tamanha façanha.
Colocou Patrick e Ana Paula sentados um ao lado do outro e escondeu as mãos deles, para que as algemas não aparecessem.
— Um carro da companhia está vindo buscar eles. - falou Jéssica. - É uma pena ter que fazer isso com os nossos amigos,mas... o Patrick é perigoso.
— É, nós sabemos muito bem o que ele fez, e se seu poder não for diagnosticado e controlado logo,pode haver mais desastres do que o que ele fez. - falou Marina. - De qualquer forma, eles vão voltar para casa em alguns dias,no máximo. Pelo menos a Ana Paula sim...não sei o Patrick.
— Nós ainda temos que ir atrás dessa Gaby e do Pedro,não é? - falou Jéssica. - Eu comentei com o Gabriel sobre eles.
— Depois que a gente descobrir quem é, a gente vai atrás. - falou Marina. - Eu vou ligar para a Lara para avisar sobre a Greice, que ela estava em contato com eles e sobre...essa história do Renan.
Marina já ia puxar seu telefone celular quando sentiu algo a empurrando, e assim que caiu no chão, sentiu Jéssica em cima de si.
Levou uma fração de segundo para poder entender o que estava acontecendo. Ao ver Ana Paula em pé, entendeu o que estava acontecendo.
Ana Paula havia acordado e com sua super força havia desfeito as algemas e lançado Jéssica para cima de Marina, derrubando-a no chão.
E agora Ana Paula estava correndo para longe, carregando consigo, Patrick.
— Droga! - gritou Marina tentando levantar-se.
— Oh,Deus! - gritou Jéssica levantando-se e jogando um raio elétrico na direção deles, mas sem sucesso.
Os dois já haviam dobrado a esquina e estavam fugido.
Jéssica virou-se para Marina e antes que conseguisse perguntar o que elas deveriam fazer, Marina disse:
— Vem comigo, eu tenho um plano.
***
Espero que tenham gostado :D
Bjs :*
sábado, 1 de agosto de 2009
Capitulo 7 - Fuga.
Daniel, Clarissa e Fábio estavam em sua sala, sentados e copiando a matéria que o professor estava começando a escrever. Todos, exceto Fábio, que estava desenhando em seu caderno.
Daniel e Clarissa, no entanto, não estavam nem ligando para isso, a verdade é que eles estavam felizes porque finalmente, depois de meses, eles não precisavam ficar ligando para os lugares afastados que deviam se sentar,para acidentalmente não se tocarem.
Porque desde o dia anterior, os poderes de Daniel haviam aparentemente sumido, então ele podia tocar Clarissa tranquilamente, e agora, sempre que podia, entrelaçava sua mão na dela. Para compensar o tempo perdido.
No entanto, parecia que Clarissa ao saber que Daniel perdeu os poderes, começou a questionar-se sobre ele, e o que havia feito ele sumir. E era sobre isso que ela estava falando desde que chegara na escola.
— Seus poderes sumiram no mesmo dia que houve um eclipse, Daniel. - falou Clarissa num tom baixo para que Fábio,que estava desenhando, não ouvisse. - Isso tem que ter alguma relação.
— Isso faz alguma diferença agora? - perguntou Daniel, que não estava muito confortável com o assunto.
Ele não tinha certeza se agradecia pela ausência de seu poder, tinham os lados positivos(agora podia tocar Clarissa e não precisava preocupar-se em tocar coisas mortas acidentalmente), ele nunca gostara muito de seu poder, mas era como se fosse parte dele, e agora que estava sem poderes, não sentia-se totalmente...em si.
— É ótimo nós podermos nos tocar, Daniel, mas se você pensar bem, seu poder era algo muito útil, você poderia...ajudar a solucionar casos da polícia com ele,poderia tocar na vítima e saber quem a havia matado...essas coisas. - argumentou Clarissa. - Seria importante para você tê-lo de volta.
— Você sabe que isso é perigoso, se alguém souber do meu poder vão me trancar num laboratório e me usar de cobaia. - respondeu ele.
Clarissa já ia continuar a falar quando viu que Carlos havia sentado na cadeira próxima a eles e poderia estar escutando.
— Oi, Carlos. - cumprimentou Clarissa.
Carlos resmungou algo parecido com um "oi", mas não olhou para os dois, estava concentrado tirando seu material de sua mochila, e parecia estar estressado.
— O que aconteceu, Carlos? - perguntou Fábio.
Carlos ficou parado alguns segundos,pensando se falaria ou não para seus amigos que ele da noite para o dia havia se tornado uma aberração que produzia fogo e gelo. Mas então lembrou-se do que Lara havia, há pouco, lhe dito.
— Nada. Eu só não tô muito afim de ficar aqui na sala. - comentou Carlos.
— Então bora gazetar! - sugeriu Fábio.
Clarissa e Daniel reviraram os olhos, mas Carlos fixou seu olhar em Fábio.
— Sério? - perguntou Carlos.
— Carlos! - exclamaram Clarissa e Daniel, em tom de reprovação.
— Eu não tô muito legal hoje. - justificou ele. - Mesmo que eu fique aqui, não vai ser um dia produtivo.
— Então liga para a tua mãe e pede para voltar pra casa. - falou Clarissa. - Melhor que gazetar.
— Eu não tô passando mal, eu só não tô afim de ficar aqui, nem em casa, e se eu pedir para ser liberado,é pra lá que eu vou voltar.
Então Carlos voltou-se para Fábio.
— Como a gente faz para gazetar?
— Geralmente quando eu planejo gazetar aula, eu venho para a aula equipado com uma camisa extra,daí eu posso sair pela FACI(Faculdade Ideal, que é acoplado ao prédio do ensino médio) sem que o porteiro besta fale nada.
— Mas eu não trouxe uma camisa extra hoje. - falou Carlos.
— Nem eu. - falou Fábio voltando-se para seu desenho. - Acho que hoje não vai dar pra gente gazetar.
Carlos ficou em silêncio por alguns segundos, pensando em outras alternativas. E então virou-se para suas coisas e começou a guardá-las.
— O que foi, Carlos? - perguntou Daniel. - Vais embora mesmo assim?
— Eu acho que tem um jeito de sair do Ideal,sim. - falou Carlos guardando seu caderno na mochila e fechando o zíper.
— Como? - perguntou Fábio,visivelmente interessado.
Carlos lançou um olhar para a porta que havia acabado de fechar, o professor acabara de sair para trocar o pincel, então ele não tinha muito tempo.
— Tem uma outra saída que eu posso sair, contanto que ninguém me veja no caminho. - falou Carlos,já em pé. - Tchau,gente.
Os três ficaram observando ele começar a caminhar para fora da sala,meio surpresos por Carlos não ter comentado sobre essa outra saída da escola.
— Carlos!Espera! - falou Fábio jogando seu caderno na mochila e levantando.
— Você vai com ele?- perguntou Clarissa.
Fábio respondeu com um aceno de cabeça e saiu junto com Carlos para fora de sala.
— Agora até o Carlos gazeta, como se não bastasse as vezes que ele vai assistir aula ilegalmente na turma da Lara. - falou Clarissa. - Mas agora que estamos sós, podemos conversar tranquilamente sobre o seu poder.
Daniel revirou os olhos, ele não suportava tocar naquele assunto,mas não queria ter que mandar Clarissa parar de falar, no entanto, ele não entendia muito mais sobre seu poder do que ela, e dificilmente acreditava que falar sobre ele o faria voltar.
— O que mais você quer saber sobre o meu poder? - falou Daniel voltando a copiar a matéria.
— Alguém mais sabe sobre ele? - perguntou Clarissa.
Daniel ficou em silêncio por alguns segundos, pensando na resposta. Ele nunca havia contado para ninguém sobre seu poder, sempre fora uma pessoa bastante reservada quanto aos seus segredos,e Clarissa somente sabia a verdade porque ele a havia ressuscitado, no entanto, uma garota mais velha que ele, anos atrás havia visto ele usando seus poderes, mas duvidava muito que hoje ela ainda lembrasse desse dia, de qualquer forma, ele nem sabia quem essa garota era, e hoje em dia ela deveria ser uma adulta.
— Não,só você. - respondeu ele.
— Hum... - falou Clarissa. - Se você reparar bem, ontem foi um dia bastante estranho. Houve um eclipse solar, seus poderes desapareceram e ainda houve um terremoto. Muito estranho,não?
— É. - concordou Daniel. - Eu espero que ninguém que a gente conheça tenha se ferido.
***
— Por que você veio? - resmungou Carlos para Fábio enquanto descia as escadas.
— Porque você tem um jeito de sair da escola e eu preciso saber como. - falou Fábio. - Achou que eu ia perder essa oportunidade de escapar da escola?
Carlos descia lentamente para que nenhum inspetor,coordenador ou professor o visse,pois caso alguém o avistasse,o plano estaria acabado, e Fábio ali com ele atrapalhava tudo.
— Você precisa voltar pra sala,Fábio. - resmungou Carlos.
— Por que? - perguntou Fábio.
— Porque...o lugar por onde eu vou sair só pode sair uma pessoa. - falou Carlos, que já estava no térreo. Ele virou-se e encarou Fábio, que ainda descia as escadas.
— Corta essa, Carlos. Isso não existe. Eu vou pelo mesmo lugar que tu e pronto. Falando nisso...onde é esse lugar?
Carlos fechou os olhos, impaciente, pensando em como poderia fazer para Fábio deixá-lo ir embora só.
— Ok, você vem comigo. Mas primeiro eu vou ao banheiro,ok? - falou Carlos, e sem esperar resposta, seguiu para o banheiro, onde ficaria só.
Carlos entrou no banheiro e foi direto para a última fileira de boxes, que fediam fortemente a urina.
Entrou em uma das cabines e pressionou sua mão contra a parede, ignorando o fato de que aquela parede deveria estar imunda.
Instantaneamente a parede começou a tornar-se levemente azulada, a partir do ponto onde sua mão tocava, e emitia alguns ruídos, a parede estava sendo congelada.
Depois que uma parte, que Carlos julgou ser suficiente para ele poder passar, foi congelada, ele afastou sua mão e deu um chute na parte congelada da parede, que desfez-se em estilhaços e mostrou uma nova passagem, ali no banheiro.
Adiantou-se para poder ver o terreno baldio, que era para onde aquela nova passagem dava acesso, mas paralisou-se ao ouvir uma voz atrás de si.
— Carlos...? - falou Fábio. - Como você fez isso?
Carlos virou-se instantaneamente, assustado. Ele havia esquecido a porta de seu box aberto.
— Fábio, sai daqui agora! - sibilou Carlos. - Você não viu nada, Fábio, nada!
E sem esperar resposta, Carlos atravessou a pequena passagem e saiu correndo para o terreno baldio.
***
— Então agora todos nós temos habilidades,é isso? - falou Ana Paula. - Isso não faz nenhum sentido.
— Nenhum mesmo. - falou Patrick.
— Gente, calma. - pediu Greice. - Patrick, como você tem certeza que foi você quem causou o terremoto?
— Começou ontem...eu tive uma discussão com a minha amiga Gaby e acabei me descontrolando, e quando eu vi o chão começou a tremer. - explicou Patrick.
— Mas como você tem certeza?Pode ter sido coincidência... - falou Greice.
Patrick olhou-a por um instante e então agachou-se, ele encostou suas mãos no chão e então toda a poeira que estava ao redor começou a ser sugada para as palmas de suas mãos e formar uma pequena espiral de terra nelas.
— Coincidência eu também ser capaz de fazer isso aqui? - falou ele. Greice e Ana Paula ficaram boquiabertas. - Eu pesquisei na internet, isso se chama Geocinese, que é o controle da terra. Algum personagem do x-men possui esse poder.
— Ótimo. - falou Ana Paula, em tom sarcástico.- É isso que somos agora, personagens do X-men.
— Calma. - falou Greice. - Tudo vai se resolver se nós ficarmos calmos. O que precisamos agora é encontrar o Pedro.
— Por que? - perguntou Patrick.
— Ele também tem uma habilidade. - falou Ana Paula, para impedir que Greice falasse mais do que devia, ninguém além delas ainda devia saber que Pedro havia se tornado um assassino. - Ele pode controlar a água,ou coisa assim.
— Nossa. - falou Patrick, que ficou meio surpreso por alguns segundos, mas logo voltou-se para Greice. - Mas como nós vamos encontrá-lo? E por que temos que encontrá-lo?
— Precisamos primeiro nos unir antes de pensarmos no que vamos fazer quanto a esses poderes. Pensaremos melhor se estivermos juntos. E eu acho que sei como encontrar o Pedro. - falou Greice. - Eu preciso voltar para a sala para pegar uma coisa, fiquem aqui,ok?
— Certo. - concordaram os dois.
Greice já tinha sumido da visão dos dois, quando ouviram alguns passos atrás deles.
Eram Jéssica e Marina.

Jéssica Souza.

Marina Araújo.
As duas estavam olhando para eles dois, ambas com um olhar estranho no rosto.
— Aconteceu alguma coisa,gente? - perguntou Patrick para as duas.
Jéssica deu um passo a frente e levantou sua mão na frente deles.
— Desculpa,gente. Regras são regras.
Ana Paula e Patrick nem tiveram tempo de reagir, pois em seguida um raio elétrico saiu da mão de Jéssica e atingiu-os em cheio, fazendo-os desabar no chão desmaiados.
Marina correu para perto deles e virou-os de bruço. Precisava ser rápida, embora não tivesse que se preocupar caso alguém visse eles desmaiados. Ela era uma telepata e podia facilmente implantar ou mudar o pensamento de alguém que visse aquela situação.
Foi por causa de sua habilidade telepática que conseguira ler a mente de Patrick e Ana Paula, e agora ela e Jéssica deveriam levá-los para a Companhia.
— E a Greice?Deixamos ela livre? - perguntou Jéssica, que já estava ligando para mandar alguém da companhia mandar buscar os dois.
— Sim. - falou Marina prendendo algemas em Patrick e Ana Paula. - Ela é missão de outra pessoa, a gente não tem que se meter.
— Ah,tá. - falou Jéssica.
Eles facilmente poderia sair da escola graças ao poder de Marina,porque ninguém iria vê-las. O plano saíra perfeito, e mesmo contra seus próprios conceitos, as ordens da Companhia eram claras, sempre que se descobrisse a existência de alguém com habilidades, esta pessoa deveria ser imediatamente levada para a Companhia. Não importa o seu grau de amizade com essa pessoa.
***
Iami estava no banheiro do Colégio Universo penteando seu cabelos,aquele dia estava sendo estranho, ela tinha reparado que na rua haviam várias pessoas estranhas, principalmente no modo de se vestir. Provavelmente por causa daquele terremoto que todos estavam comentando.

Iami Borges.
Ela estava guardando seu pente em sua bolsa quando ouviu um barulho vir de um dos boxes do banheiro.
Ela olhou ao redor, e não viu ninguém, e pelo que sabia, ela estava sozinha ali.
Ela estava pronta para sair correndo do banheiro quando ouviu um leve sussurro.
— Iami... - disse uma voz atrás de um box.
Iami lentamente caminhou até esse box, mesmo que sua mente ordenasse que ela fugisse dali instantaneamente.
Ela parou a um passo da porta e então deu um leve empurrão, e enxergou o que havia dentro do box.
Prendeu respiração para não vomitar. Ela nunca havia visto algo tão assustador em toda a sua vida.
Era uma pessoa, de coloração cinzenta, jogada em cima da tampa do vaso sanitário. Ela poderia dizer que a pessoa estava morta se não tivesse ouvido ela sussurrar seu nome segundos antes.
A pessoa estava com os olhos fundos e com olheiras bastante pesadas...
e então ela reconheceu aquela pessoa, e finalmente conseguiu dizer algo.
— Oh,meu Deus, Renan?!
Ele virou seu olhar para ela e disse, como se lhe faltasse ar.
— Eu...preciso...da sua...ajuda...
****
Acho que esse foi o melhor capitulo de todos!
Mas o próximo também promete ;D
bjs
Espero que tenham gostado!Comentem,ok?!u___u
Mandem pros amigos e talz :D
Daniel e Clarissa, no entanto, não estavam nem ligando para isso, a verdade é que eles estavam felizes porque finalmente, depois de meses, eles não precisavam ficar ligando para os lugares afastados que deviam se sentar,para acidentalmente não se tocarem.
Porque desde o dia anterior, os poderes de Daniel haviam aparentemente sumido, então ele podia tocar Clarissa tranquilamente, e agora, sempre que podia, entrelaçava sua mão na dela. Para compensar o tempo perdido.
No entanto, parecia que Clarissa ao saber que Daniel perdeu os poderes, começou a questionar-se sobre ele, e o que havia feito ele sumir. E era sobre isso que ela estava falando desde que chegara na escola.
— Seus poderes sumiram no mesmo dia que houve um eclipse, Daniel. - falou Clarissa num tom baixo para que Fábio,que estava desenhando, não ouvisse. - Isso tem que ter alguma relação.
— Isso faz alguma diferença agora? - perguntou Daniel, que não estava muito confortável com o assunto.
Ele não tinha certeza se agradecia pela ausência de seu poder, tinham os lados positivos(agora podia tocar Clarissa e não precisava preocupar-se em tocar coisas mortas acidentalmente), ele nunca gostara muito de seu poder, mas era como se fosse parte dele, e agora que estava sem poderes, não sentia-se totalmente...em si.
— É ótimo nós podermos nos tocar, Daniel, mas se você pensar bem, seu poder era algo muito útil, você poderia...ajudar a solucionar casos da polícia com ele,poderia tocar na vítima e saber quem a havia matado...essas coisas. - argumentou Clarissa. - Seria importante para você tê-lo de volta.
— Você sabe que isso é perigoso, se alguém souber do meu poder vão me trancar num laboratório e me usar de cobaia. - respondeu ele.
Clarissa já ia continuar a falar quando viu que Carlos havia sentado na cadeira próxima a eles e poderia estar escutando.
— Oi, Carlos. - cumprimentou Clarissa.
Carlos resmungou algo parecido com um "oi", mas não olhou para os dois, estava concentrado tirando seu material de sua mochila, e parecia estar estressado.
— O que aconteceu, Carlos? - perguntou Fábio.
Carlos ficou parado alguns segundos,pensando se falaria ou não para seus amigos que ele da noite para o dia havia se tornado uma aberração que produzia fogo e gelo. Mas então lembrou-se do que Lara havia, há pouco, lhe dito.
— Nada. Eu só não tô muito afim de ficar aqui na sala. - comentou Carlos.
— Então bora gazetar! - sugeriu Fábio.
Clarissa e Daniel reviraram os olhos, mas Carlos fixou seu olhar em Fábio.
— Sério? - perguntou Carlos.
— Carlos! - exclamaram Clarissa e Daniel, em tom de reprovação.
— Eu não tô muito legal hoje. - justificou ele. - Mesmo que eu fique aqui, não vai ser um dia produtivo.
— Então liga para a tua mãe e pede para voltar pra casa. - falou Clarissa. - Melhor que gazetar.
— Eu não tô passando mal, eu só não tô afim de ficar aqui, nem em casa, e se eu pedir para ser liberado,é pra lá que eu vou voltar.
Então Carlos voltou-se para Fábio.
— Como a gente faz para gazetar?
— Geralmente quando eu planejo gazetar aula, eu venho para a aula equipado com uma camisa extra,daí eu posso sair pela FACI(Faculdade Ideal, que é acoplado ao prédio do ensino médio) sem que o porteiro besta fale nada.
— Mas eu não trouxe uma camisa extra hoje. - falou Carlos.
— Nem eu. - falou Fábio voltando-se para seu desenho. - Acho que hoje não vai dar pra gente gazetar.
Carlos ficou em silêncio por alguns segundos, pensando em outras alternativas. E então virou-se para suas coisas e começou a guardá-las.
— O que foi, Carlos? - perguntou Daniel. - Vais embora mesmo assim?
— Eu acho que tem um jeito de sair do Ideal,sim. - falou Carlos guardando seu caderno na mochila e fechando o zíper.
— Como? - perguntou Fábio,visivelmente interessado.
Carlos lançou um olhar para a porta que havia acabado de fechar, o professor acabara de sair para trocar o pincel, então ele não tinha muito tempo.
— Tem uma outra saída que eu posso sair, contanto que ninguém me veja no caminho. - falou Carlos,já em pé. - Tchau,gente.
Os três ficaram observando ele começar a caminhar para fora da sala,meio surpresos por Carlos não ter comentado sobre essa outra saída da escola.
— Carlos!Espera! - falou Fábio jogando seu caderno na mochila e levantando.
— Você vai com ele?- perguntou Clarissa.
Fábio respondeu com um aceno de cabeça e saiu junto com Carlos para fora de sala.
— Agora até o Carlos gazeta, como se não bastasse as vezes que ele vai assistir aula ilegalmente na turma da Lara. - falou Clarissa. - Mas agora que estamos sós, podemos conversar tranquilamente sobre o seu poder.
Daniel revirou os olhos, ele não suportava tocar naquele assunto,mas não queria ter que mandar Clarissa parar de falar, no entanto, ele não entendia muito mais sobre seu poder do que ela, e dificilmente acreditava que falar sobre ele o faria voltar.
— O que mais você quer saber sobre o meu poder? - falou Daniel voltando a copiar a matéria.
— Alguém mais sabe sobre ele? - perguntou Clarissa.
Daniel ficou em silêncio por alguns segundos, pensando na resposta. Ele nunca havia contado para ninguém sobre seu poder, sempre fora uma pessoa bastante reservada quanto aos seus segredos,e Clarissa somente sabia a verdade porque ele a havia ressuscitado, no entanto, uma garota mais velha que ele, anos atrás havia visto ele usando seus poderes, mas duvidava muito que hoje ela ainda lembrasse desse dia, de qualquer forma, ele nem sabia quem essa garota era, e hoje em dia ela deveria ser uma adulta.
— Não,só você. - respondeu ele.
— Hum... - falou Clarissa. - Se você reparar bem, ontem foi um dia bastante estranho. Houve um eclipse solar, seus poderes desapareceram e ainda houve um terremoto. Muito estranho,não?
— É. - concordou Daniel. - Eu espero que ninguém que a gente conheça tenha se ferido.
***
— Por que você veio? - resmungou Carlos para Fábio enquanto descia as escadas.
— Porque você tem um jeito de sair da escola e eu preciso saber como. - falou Fábio. - Achou que eu ia perder essa oportunidade de escapar da escola?
Carlos descia lentamente para que nenhum inspetor,coordenador ou professor o visse,pois caso alguém o avistasse,o plano estaria acabado, e Fábio ali com ele atrapalhava tudo.
— Você precisa voltar pra sala,Fábio. - resmungou Carlos.
— Por que? - perguntou Fábio.
— Porque...o lugar por onde eu vou sair só pode sair uma pessoa. - falou Carlos, que já estava no térreo. Ele virou-se e encarou Fábio, que ainda descia as escadas.
— Corta essa, Carlos. Isso não existe. Eu vou pelo mesmo lugar que tu e pronto. Falando nisso...onde é esse lugar?
Carlos fechou os olhos, impaciente, pensando em como poderia fazer para Fábio deixá-lo ir embora só.
— Ok, você vem comigo. Mas primeiro eu vou ao banheiro,ok? - falou Carlos, e sem esperar resposta, seguiu para o banheiro, onde ficaria só.
Carlos entrou no banheiro e foi direto para a última fileira de boxes, que fediam fortemente a urina.
Entrou em uma das cabines e pressionou sua mão contra a parede, ignorando o fato de que aquela parede deveria estar imunda.
Instantaneamente a parede começou a tornar-se levemente azulada, a partir do ponto onde sua mão tocava, e emitia alguns ruídos, a parede estava sendo congelada.
Depois que uma parte, que Carlos julgou ser suficiente para ele poder passar, foi congelada, ele afastou sua mão e deu um chute na parte congelada da parede, que desfez-se em estilhaços e mostrou uma nova passagem, ali no banheiro.
Adiantou-se para poder ver o terreno baldio, que era para onde aquela nova passagem dava acesso, mas paralisou-se ao ouvir uma voz atrás de si.
— Carlos...? - falou Fábio. - Como você fez isso?
Carlos virou-se instantaneamente, assustado. Ele havia esquecido a porta de seu box aberto.
— Fábio, sai daqui agora! - sibilou Carlos. - Você não viu nada, Fábio, nada!
E sem esperar resposta, Carlos atravessou a pequena passagem e saiu correndo para o terreno baldio.
***
— Então agora todos nós temos habilidades,é isso? - falou Ana Paula. - Isso não faz nenhum sentido.
— Nenhum mesmo. - falou Patrick.
— Gente, calma. - pediu Greice. - Patrick, como você tem certeza que foi você quem causou o terremoto?
— Começou ontem...eu tive uma discussão com a minha amiga Gaby e acabei me descontrolando, e quando eu vi o chão começou a tremer. - explicou Patrick.
— Mas como você tem certeza?Pode ter sido coincidência... - falou Greice.
Patrick olhou-a por um instante e então agachou-se, ele encostou suas mãos no chão e então toda a poeira que estava ao redor começou a ser sugada para as palmas de suas mãos e formar uma pequena espiral de terra nelas.
— Coincidência eu também ser capaz de fazer isso aqui? - falou ele. Greice e Ana Paula ficaram boquiabertas. - Eu pesquisei na internet, isso se chama Geocinese, que é o controle da terra. Algum personagem do x-men possui esse poder.
— Ótimo. - falou Ana Paula, em tom sarcástico.- É isso que somos agora, personagens do X-men.
— Calma. - falou Greice. - Tudo vai se resolver se nós ficarmos calmos. O que precisamos agora é encontrar o Pedro.
— Por que? - perguntou Patrick.
— Ele também tem uma habilidade. - falou Ana Paula, para impedir que Greice falasse mais do que devia, ninguém além delas ainda devia saber que Pedro havia se tornado um assassino. - Ele pode controlar a água,ou coisa assim.
— Nossa. - falou Patrick, que ficou meio surpreso por alguns segundos, mas logo voltou-se para Greice. - Mas como nós vamos encontrá-lo? E por que temos que encontrá-lo?
— Precisamos primeiro nos unir antes de pensarmos no que vamos fazer quanto a esses poderes. Pensaremos melhor se estivermos juntos. E eu acho que sei como encontrar o Pedro. - falou Greice. - Eu preciso voltar para a sala para pegar uma coisa, fiquem aqui,ok?
— Certo. - concordaram os dois.
Greice já tinha sumido da visão dos dois, quando ouviram alguns passos atrás deles.
Eram Jéssica e Marina.

Jéssica Souza.

Marina Araújo.
As duas estavam olhando para eles dois, ambas com um olhar estranho no rosto.
— Aconteceu alguma coisa,gente? - perguntou Patrick para as duas.
Jéssica deu um passo a frente e levantou sua mão na frente deles.
— Desculpa,gente. Regras são regras.
Ana Paula e Patrick nem tiveram tempo de reagir, pois em seguida um raio elétrico saiu da mão de Jéssica e atingiu-os em cheio, fazendo-os desabar no chão desmaiados.
Marina correu para perto deles e virou-os de bruço. Precisava ser rápida, embora não tivesse que se preocupar caso alguém visse eles desmaiados. Ela era uma telepata e podia facilmente implantar ou mudar o pensamento de alguém que visse aquela situação.
Foi por causa de sua habilidade telepática que conseguira ler a mente de Patrick e Ana Paula, e agora ela e Jéssica deveriam levá-los para a Companhia.
— E a Greice?Deixamos ela livre? - perguntou Jéssica, que já estava ligando para mandar alguém da companhia mandar buscar os dois.
— Sim. - falou Marina prendendo algemas em Patrick e Ana Paula. - Ela é missão de outra pessoa, a gente não tem que se meter.
— Ah,tá. - falou Jéssica.
Eles facilmente poderia sair da escola graças ao poder de Marina,porque ninguém iria vê-las. O plano saíra perfeito, e mesmo contra seus próprios conceitos, as ordens da Companhia eram claras, sempre que se descobrisse a existência de alguém com habilidades, esta pessoa deveria ser imediatamente levada para a Companhia. Não importa o seu grau de amizade com essa pessoa.
***
Iami estava no banheiro do Colégio Universo penteando seu cabelos,aquele dia estava sendo estranho, ela tinha reparado que na rua haviam várias pessoas estranhas, principalmente no modo de se vestir. Provavelmente por causa daquele terremoto que todos estavam comentando.

Iami Borges.
Ela estava guardando seu pente em sua bolsa quando ouviu um barulho vir de um dos boxes do banheiro.
Ela olhou ao redor, e não viu ninguém, e pelo que sabia, ela estava sozinha ali.
Ela estava pronta para sair correndo do banheiro quando ouviu um leve sussurro.
— Iami... - disse uma voz atrás de um box.
Iami lentamente caminhou até esse box, mesmo que sua mente ordenasse que ela fugisse dali instantaneamente.
Ela parou a um passo da porta e então deu um leve empurrão, e enxergou o que havia dentro do box.
Prendeu respiração para não vomitar. Ela nunca havia visto algo tão assustador em toda a sua vida.
Era uma pessoa, de coloração cinzenta, jogada em cima da tampa do vaso sanitário. Ela poderia dizer que a pessoa estava morta se não tivesse ouvido ela sussurrar seu nome segundos antes.
A pessoa estava com os olhos fundos e com olheiras bastante pesadas...
e então ela reconheceu aquela pessoa, e finalmente conseguiu dizer algo.
— Oh,meu Deus, Renan?!
Ele virou seu olhar para ela e disse, como se lhe faltasse ar.
— Eu...preciso...da sua...ajuda...
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Acho que esse foi o melhor capitulo de todos!
Mas o próximo também promete ;D
bjs
Espero que tenham gostado!Comentem,ok?!u___u
Mandem pros amigos e talz :D
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