
Patrick Rocha
Pedro olhou assustado para Patrick, que estava próximo a ele e a seu amigo Renan. Eles dois estavam cochichando relativamente baixo, mas isso incomodou Patrick e ele fez um escândalo chamando a atenção de toda a sala para ele e para Pedro.Doso agachou-se na cadeira, envergonhado.

Pedro Paulo Cardoso
Não que ele se envergonhasse por qualquer coisa (basta dizer que seu cabelo é azul, portanto, cochichos e comentários sobre ele eram comuns), mas humilhação pública numa sala de aula era algo que qualquer pessoa, sempre que podia, evitava. Por sorte o professor não era exigente e ignorou o comentário de Patrick. Mas isso não importava, Pedro estava chateado com Patrick e ficaria chateado com ele até que sua memória, que não durava muito, se lembrasse desse momento.
A campa tocou anunciando que a aula havia acabado e Pedro foi o primeiro a levantar e sair da sala. Ele andou até o patio onde ficava a lanchonete e sentou-se em um dos extensos bancos sozinho, escutando seu iPod. A "brincadeira" de Patrick havia simplesmente tirado sua fome.
Ele estava escolhendo qual j-music iria escutar naquele momento quando viu a sombra de duas pessoas sentarem ao seu lado.
— Oi Doso. - disse Greice que estava sentada atrás de Ana Paula, que estava mais próxima de Pedro.
— Oi Greice. - sorriu Pedro puxando um dos fones do ouvido,ele notou que Ana Paula estava somente séria olhando para ele. - Tudo bem, Paulinha?
— Tudo. - falou Ana Paula ainda olhando meio séria para ele.
— Vocês gazetaram a aula de Biologia, não foi? - falou Pedro ignorando o fato de sua amiga estar estranha.
Greice já ia responder, mas Ana Paula a interrompeu, ainda olhando séria para Pedro:
— Pedro, você sabe que eu te amo,certo?
Ele sentiu uma vontade enorme de rir na cara de sua amiga, não pela afirmação, mas sim pelo modo como ela fora dita, ninguém dizia a alguém que a amava de forma fria como sua amiga estava fazendo.
— Claaro, Paulinha! - disse Pedro envolvendo-a num abraço, mas ao fazer isso Ana ficou ereta, parecendo desconfortável, e ele resolveu tirar os braços de cima dela.
— E sabe que se você estiver chateado comigo por algum motivo só precisa falar comigo,né? - falou Ana Paula.
— Paulinha... você tá bem? - perguntou Doso erguendo a mão para tocar na testa dela, fingindo verificar se ela estava com febre, porém ela recuou, e ele decidiu que não iria tocá-la.
— Só queria que você soubesse disso. - e então finalmente ela sorriu, deu um beijo no rosto dele e levantou-se junto com Greice.
Quando as duas estavam longe o suficiente para ter certeza que ele não estava ouvindo, Ana disse:
— Não vai ser ele. Impossível. É provável que seja algum acidente, assalto ou outra coisa.
— Se tem tanta certeza que não é ele, porque estava tratando-o como um criminoso? - perguntou Greice.
— Era só por precaução... - falou Ana Paula olhando para todos os lados. - Eu acho que preciso ir para casa, lá eu vou estar segura.
— Enquanto isso eu vou ficar de olho no Pedro, pra impedir que...você sabe, ele mate alguém.
— Pedro não vai matar ninguém, ele não seria capaz disso.
— Você está com medo de que vá morrer, mas acha que minha premonição sobre o Pedro matar alguém é falsa? - Greice cerrou os olhos - Eu ainda continuou desconfiando que ele vá fazer algo com você. Nas outras visões tudo se relacionava,lembra?Ruan quebrou um prato, cujos cacos feriram a Marina e espantaram a Samantha que empurrou o Patrick para a piscina.
Ana Paula puxou o celular de seu bolso e começou a discar o número de sua mãe.
— Então quer me explicar qual a relação entre o tornozelo quebrado da sua mãe e a minha morte?- Ela então ergueu a mão para impedir Greice de responder. - Oi mãe. Mãe, eu preciso ser liberada cedo hoje...
Ela se afastou de Greice, que decidiu voltar para vigiar Pedro, mas ao voltar para o lugar que ele estava, mas ele não estava mais lá. Estava perto da fila do lanche apontando o dedo para Patrick. Aparentemente os dois estavam discutindo.
— Ai, meu Deus... - sussurrou Greice, ela tinha que impedir aquela briga de acontecer.Talvez fosse ali que Pedro viria a se tornar um assassino.
***
Leilane saiu de sua sala e foi caminhando lentamente até o corredor onde seus amigos (Daniel, Carlos e Clarissa) geralmente sentavam. E logo ao chegar lá, ela confirmou. Eles estavam lá.

Leilane Dias
— Oi, gente. - sorriu Leilane olhando para eles, todos os três retribuiram a saudação e ela se sentou em frente a eles. - Fábio está gazetando?
— Aham. - confirmaram os três em uníssono.
— Ai, gente, alguém tem que dizer pro Fábio pra ele parar com isso. No final do ano ele vai acabar reprovando. - falou ela.
— Você sabe que a coisa mais difícil de acontecer aqui no Ideal é alguém reprovar. - falou Carlos, que era dos quatro, o que estudava há mais tempo no colégio.
— Se você diz. - falou Leilane olhando para Daniel e Clarissa, que estavam calados. - Ei, a Roberta convidou a gente pra ir na casa dela esse final de semana.
— Sério? Que bom, esses dias estão sendo tão tediosos. - comentou Daniel, honestamente.
— A gente tem que avisar a Ana Paula, o Pedro e o Patrick também. - comentou Leilane puxando o celular para mandar uma mensagem.
— Ei, que dia é hoje? - interrompeu Clarissa.
— Segunda-feira? - falou Carlos.
— Mas eu quero saber o dia do ano. - falou Clarissa que parecia empolgada por algum motivo repentino.
— Hummm... 8 de setembro. - falou Leilane verificando em seu celular.
— É hoje! - falou Clarissa quase pulando do chão.
Todos ficaram olhando para ela esperando que ela falasse alguma coisa.
— Vocês não tem lido jornal?! - perguntou Clarissa mexendo as mãos. Daniel afastou-se um pouco mais dela, por precaução.
— É aniversário da Amy Lee ou Pitty ou vai ter alguma festa dos Beatles? - tentou Leilane, apostando nos gostos da amiga.
— Não! Hoje vai haver um eclipse! - falou Clarissa levantando e apontando para o céu, onde a lua podia ser vista próxima ao sol.
— Sério? - perguntou Daniel levantando-se para enxergar melhor.
Carlos e Leilane também levantaram-se e foram ver.
— Que legal! - falou Leilane virando-se para Clarissa - E que horas é que vai acontecer?
— Eu não sei direito. - falou Clarissa. - Mas eu li que desse lado do mundo não vamos ver por completo.
— Ah... - falou Leilane puxando sua camera e apontando para o céu. - Eu quero tirar um monte de fotos desse acontecimento.
— A gente pode ir lá em casa ver. - convidou Clarissa, que morava na cobertura de um prédio, portanto, seria mais fácil de enxergar. - Acho que isso só vai acontecer lá para as 4 horas.
— Tá... - falou Leilane olhando para os outros para confirmar se eles iriam também. - Vocês vão?
— Não vou poder. - disse Carlos. - Inglês hoje.
— Mas você pode ir quando sair de lá. - falou Clarissa.
— Pode ser.
— E tu, Daniel? - perguntou Leilane.
— Acho que sim. - falou ele pensando.
— Tenta ir, Carlos. - falou Clarissa. - Vai ser legal.
— Eu vou tentar. - disse ele.
Alguns metros abaixo do andar onde eles estavam, no térreo do colégio Ideal, na lanchonete, estava Lara.

Lara Cochete Moura Fé
Lara estudava no colégio Ideal também, e também cursava o 2o ano do ensino médio, mas era da turma específica, assim como Leilane, porém ela era da 2EM01E e Leilane, da 2EM02E. E Daniel,Clarissa, Carlos e Fábio eram da 2EM05. Que não tinha o "E" no final, por não ser específica.
Ela tinha acabado de comprar seu lanche quando sentiu seu celular vibrar, ela colocou seu lanche em cima da mesa e atendeu o telefone.
— Oi. - respondeu séria, já sabendo de quem se tratava.
— Você tem uma nova missão. - falou uma voz séria do outro lado da linha.
— Eu estou muito ocupada nesses dias. - falou Lara tomando um gole de seu refrigerante - Minhas provas da terceira avaliação estão chegando.
— Não é uma coisa muito difícil. - falou a voz. - Descobrimos um caso aí na sua área e você é a mais indicada para ele.
Lara revirou os olhos.
— Pode,pelo menos, adiantar do que se trata? - falou Lara sem paciência.
— Eu não sei o nome ainda, mas ao que parece não vai ser uma coisa difícil.
— Dá pra falar logo sobre o que se trata? Qual o poder dessa pessoa?
— Você terá que vir buscar o envelope aqui para saber todos os detalhes. Até agora o que eu sei é que é um garoto que tem o poder de ressuscitar os mortos.
— E eu devo capturá-lo e levá-lo para verificação?
— Acho que sim. Não me parece que ele vem causando muitos estragos ultimamente.
— Ok. - disse Lara tomando mais um gole de seu refrigerante. - Essa vai ser fácil.
***
— Essa não foi a primeira vez. - disse o gerente - Nós sabemos disso, garoto. Nós já vinhamos notando isso.
"Isso significa que vocês são idiotas por não terem tomado atitudes antes." pensou Fábio. Ele estava encurralado em um corredor de enlatados do Supermercado Yellow, com o gerente e o segurança que o havia levado de volta para lá.
— Eu sei que você não é um garoto pobre e não tem necessidade de fazer isso... - o gerente pousou a mão nos ombros de Fábio que moveu-se bruscamente pois não queria que ele o tocasse. Então a mão do gerente voou para as latas de ervilha que caíram no chão. - Garoto...
O segurança agarrou o pescoço de Fábio, quase imobilizando-o e seguiu o gerente que ia para uma porta perto dos frios que ele nunca havia reparado. Eles seguiram por varios corredores até que chegaram numa parede branca onde Fábio foi empurrado e o segurança começou a apalpá-lo até que encontrou sua carteira de meia-passagem.
— O nome dele é Fábio Lobão. - informou o segurança entregando a carteirinha para o gerente.
— Nós vamos ligar para o DATA, garoto. - falou o gerente puxando o celular e começando a discar o número.
O segurança ficou olhando para Fábio, vigiando-o. Foi aí que ele viu que a única saída ali seria...chorar.
— Me desculpem... - falou Fábio quando finalmente conseguiu ter lágrimas nos olhos. - Se a minha mãe souber, eu...
— Não adianta, garoto. - falou o segurança. - Nós vamos ligar.
Fábio continuou sussurrando algumas coisas enquanto se forçava a chorar para parecer mais inocente. Passaram-se alguns minutos enquanto o gerente continuava no telefone, mas não falava nada. Até que ele voltou.
— Você tem muita sorte, garoto. - falou ele. - Ninguém está atendendo no DATA.
— E agora? - falou o segurança parecendo desapontado.
— Vamos tirar uma foto dele e avisar para todos os gerentes e funcionários para seguí-lo quando ele entrar na loja.
Fábio, que estava com a cabeça baixa, fingindo chorar, quase riu de sua sorte. Ele não seria preso.
Em poucos minutos o gerente voltou com uma câmera e mandou Fábio erguer o rosto. Ele levantou o rosto e limpou algumas lágrimas falsas que ainda estavam no seu rosto. O segurança o entregou uma ruffles e uma coca de dois litros para que eles saíssem na foto também. E enfim, eles tiraram a foto, e seguiram para Fábio por outro corredor escuro. Ele ficou se perguntando por um segundo se, agora que o DATA não estaria envolvido, eles iriam dar uma surra nele. O que não era tão incomum de acontecer quando furtantes eram pegos furtando.
Mas ele levou Fábio para uma saída do supermercado que ele nunca havia visto e o segurança o empurrou para fora.
— Espero que não tenha uma próxima vez, garoto. - disse o gerente.
E Fábio, ao se ver livre deles, saiu correndo pela rua, prometendo a si mesmo que, por mais que ele fosse o errado da história, iria se vingar deles. Um dia.
***
— Não tinha necessidade de tu teres feito isso, Patrick! - falou Pedro apontando o dedo para seu amigo.
— Não tinha necessidade de tu teres conversado durante a aula também. - falou Patrick - Eu queria estudar e tu estavas me atrapalhando.
— Mas não precisava gritar pra toda a sala ouvir! - falou Pedro agressivamente.
Greice veio correndo até Pedro ainda pensando em como iria fazer para tirá-lo dali naquela mesma hora.
— Pedro! - gritou ela aproximando. Todo mundo olhou para ela, até quem não a conhecia - Er...er...
— Que foi, Greice? - perguntou Pedro.
— Er...suas coisas... - falou ela. - Alguém derrubou refrigerante no seu material.
— Deixaram a porta aberta? - perguntou Pedro.
— Foooi... - confirmou Greice. - Vem comigo logo.
— Merda... - falou Pedro andando apressado em direção à sala.
— Que tal você ir lá pra casa hoje? - perguntou Greice tentando mostrar-se desinteressada.
— Por que? Algum motivo especial? - os dois estavam subindo as escadas para a sala.
— Não, nenhum em especial. Eu vi que ia ter um eclipse hoje e a gente pode ver no meu quintal, que tal?
Pedro ficou pensando por alguns segundos enquanto chegava na sala.
— Não tem refrigerante no meu material... - falou Pedro verificando suas coisas. - Por que você mentiu?
— Eu juro que tinha visto... - mentiu Greice. - Mas então, vai lá pra casa hoje?
Era melhor que ela ficasse de olho no seu amigo para ele não fazer nada de errado, nem matar ninguém.
— Tá. Pode ser... mas porque você mentiu, Greice?
Greice sorriu e sentou-se na sua cadeira.
— Por que queria te convidar pra ir lá em casa sem que o Patrick escutasse.
— E vai só eu? - perguntou Pedro também se sentando na cadeira.
— É...acho que sim... - porém uma coisa veio à cabeça de Greice.
E se o amigo próximo que Pedro fosse matar, na verdade, fosse ela? Claro, ele não tinha motivos, mas poderia ser acidentalmente. E ficar sozinha com ele seria perigoso.
— Na verdade...lembrei que tenho um trabalho pra terminar hoje. - mentiu ela.
— Você é tão estranha, Greice. - falou Pedro.
— É, você nem imagina o quanto. - sorriu ela sem graça.
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Eu sei que esse capítulo não acabou tão cheio de suspense como os anteriores, mas pelo menos, agora todos os integrantes da XD já apareceram e o próximo capítulo promete ser muito interessante, pois vai ser quando a história vai realmente começar a se desenvolver. E novas pessoas irão aparecer ;D
Até logo, gente!
4 comentários:
Pra tu ver como são as coisas
só fiquei sabendo diss do fabio lendo o blog pq ele nao me conta nada D:
olha! eu já fiz isso com o pedro rs
posta o quarto logo, porra
posta o quarto logo, porra [2]
eu sou do mal? @_______@"
HUAHAHUA
eu ri muito lendo a minha parte :D"
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