domingo, 25 de janeiro de 2009

Capitulo 4 - Eclipse.

Eram 3 da tarde mas não estava tão claro como de costume. Uma parte do sol já estava coberta pela lua, mas ainda demoraria um pouco para que o eclipse ocorresse. Porém no nosso lado do mundo ele não seria completo, mesmo assim seu simples acontecimento mudaria a vida de muitas pessoas.E em seguida o mundo.

— Oi, Cléo! - falou Leilane dando um abraço em sua amiga Clarissa ao chegar na casa dela. Daniel estava com ela mas somente deu um sorriso discreto para a amiga - fato que Leilane ignorou. - Já aconteceu?

— Ainda não. - falou Clarissa fechando a porta após Daniel ter passado. - Querem beber algo?

— Água. - disseram os dois.

— Ah, o que o Daniel tá fazendo aqui? - perguntou uma vozinha vindo da cozinha. Era Letícia, a irmã mais nova de Clarissa que, talvez, fingia não gostar de Daniel.

— Oi pra ti também, Letícia. - disse Daniel dando as costas para ela.

— Vai pro quarto, Letícia. - ordenou Clarissa e em um segundo sua irmã não estava mais no campo de visão deles.

Clarissa foi em direção a cozinha para pegar água e seus dois amigos a seguiram.

— Falaram com o Carlos? - perguntou ela enquanto entregava o copo de Leilane e colocava o de Daniel em cima da mesa por segurança.

— Não, ele ainda tá no inglês uma hora dessas. - falou Leilane checando o relógio. - Não é melhor a gente subir logo?

— É. - falou Clarissa indo para a escada e subindo para o segundo andar do apartamento.

Os três subiram e foram para a parte aberta do apartamento de Clarissa, de lá podia se ver muita coisa da cidade e bem no meio do céu estava o sol quase encoberto.

— Nossa... - falou Leilane puxando sua camera digital e apontando para o céu para tirar duzentas fotos do eclipse.

— É realmente bonito. - falou Clarissa subindo a pequena escada que dava para a piscina. - Eu acho que o sol não vai ficar muito mais coberto do que isso. Eu li que...

Porém Clarissa não completou a frase. Enquanto estava subindo a escadinha, ela deu um palso em falso, desequilibrou-se e estava caindo. Era claro que ela sobreviveria a queda, o único problema era que logo atrás dela estava Daniel. E com a queda dela eles fizeram o que nunca mais haviam feito. Se tocaram.

***

— Chegueei! - disse Greice abrindo a porta de sua casa e subindo para seu quarto, mas sua mãe estava no topo da escada

— Filha. - disse a mãe dela - Eu estou de saída. O almoço já está na mesa, qualquer coisa liga pro meu celular, ok?

— Ok. - disse Greice preparando-se para entrar no quarto quando lembrou de uma coisa. - Ah...mãe?

— Sim...? - falou a mãe de Greice virando-se para ver a filha, mas nesse momento seu salto quebrou e ela caiu na escada.

— Oh, mãe! - gritou Greice correndo atrás da mãe que estava rolando escada abaixo. - Tá tudo bem?

— Ai... - falou a mãe de Greice tentando levantar-se. - Acho que quebrei o meu...

— Não, mãe - interrompeu ela enquanto levantava a mãe - Você só torceu o tornozelo.

— Como você sabe se nem olhou direito? - perguntou ela.

— Deu pra ver de lá de cima. - falou Greice - É melhor a gente colocar algum remédio pra dor aí.

— Deixa, Greice. Eu peço para a Gertrudes passar algo aqui. Vá se trocar.

E então a mãe continuou a descer as escadas e ela subiu para seu quarto e enquanto estava trocando de roupa pensou nas afirmações que ela tinha tido sobre o futuro, até agora ela sabia de duas que já haviam acontecido. Sua mãe havia torcido o tornozelo e Jorge havia sido suspenso na última aula porque havia tido uma briga em sala de aula logo quando Julio Reis (um dos donos do colégio Universo) estava passando pelo corredor. O que provava que nem todas as afirmações dela aconteciam uma por causa da outra ou que aconteciam na ordem em que foram ditas.

O telefone dela tocou e ela atendeu.

— Ai, Greice. - falou a voz conhecida de sua amiga Izabelle - Eu acabei de ser mordida por um cachorro! Na rua!

— Sério? - falou Greice se preocupando. Agora só restava Pedro matar algum amigo próximo, Ana Paula morrer e Tácilla perder muito cabelo.Mas qual dos três aconteceria primeiro? E ela seria capaz de evitar que essas coisas acontecessem?

— Aham. Até sangrou a minha perna! Eu tô indo tomar uma vacina daqui a pouco, quando o meu pai chegar e...

— Izabelle. - interrompeu Greice. - Posso falar contigo depois?Tenho uma coisa urgente pra fazer, tá?

— Tá... - e então Greice desligou o telefone e começou a discar números novamente. Ela esperava que não fosse tarde demais.

***

— Clarissa! - gritou Leilane correndo para socorrer a amiga que havia caído no chão - Meu Deus!Daniel, me ajuda!

Daniel, porém estava aterrorizado, no meio da pequena escada, ele sabia que não havia jeito para Clarissa, eles haviam se tocado e isso era impossível de reverter. Ela estava morta e não havia nada que ele pudesse fazer. Nenhum toque a traria de volta.

— Daniel!Me ajuda! - Leilane dava leves tapas no rosto da amiga para tentar acordá-la - CLARISSA!

Lágrimas começavam a nascer no rosto de Daniel, ele havia perdido mais uma pessoa por causa daquele seu maldito poder.

— Clarissa! - gritou Leilane ao ver que a amiga abrira os olhos.

— Eu não morri? - perguntou Clarissa assustada.

Daniel quase se jogou em cima da amiga ao vê-la viva, mas restringiu-se a somente correr até próximo ela.

— Clarissa... - falou Daniel feliz por vê-la viva. - Você tá BEM?

— Não. - falou Clarissa levantando-se com cuidado de não tocar em Daniel. - Preciso beber água.

— Eu pego pra ti. - ofereceu Leilane também levantando-se.

— Não. - impediu Clarissa olhando significativamente para Daniel. - Você precisa tirar as fotos. Lembra por que a gente tá aqui,né?

— Eu vou com ela para qualquer coisa. - falou Daniel entendendo que a amiga queria falar com ele sozinho, coisa que ele tambem queria.

— Tá bom então... - falou Leilane murchando e mirando sua câmera para o céu.

Daniel e Clarissa seguiram para dentro do apartamento e pararam de andar assim que certificaram-se que Leilane não poderia escutá-los.

— Por que eu não morri? - perguntou Clarissa rapidamente.

— Então eu realmente te toquei? - perguntou Daniel confuso. Sim, ele tinha certeza que tinha tocado Clarissa, mas estava acreditando que tinha se enganado porque a amiga ainda estava viva.

— Claro que sim!Eu senti! - os olhos dela foram direto para a mão do amigo. - Será que seu poder parou de funcionar...?

Daniel fitou-a por alguns segundos e então olhou para baixo.

— Acho que tem um jeito da gente fazer isso... - os olhos de Daniel encontraram o de Clarissa e ele sorriu. - A gente mata a Letícia e tenta revivê-la.

Os dois gargalharam por algum tempo e então Clarissa decidiu que iria procurar uma formiga, matá-la e dar para ele reviver.

— Não tem alguma fruta podre ou folha seca por aí? - perguntou Daniel. O "poder" dele também servia para reviver qualquer coisa que estivesse morta, não somente pessoas.

— Por que eu ia guardar folhas secas ou frutas podres aqui em casa, Daniel? - perguntou Clarissa abrindo os armários atrás de algum inseto.

— De repente... - falou Daniel também ajudando-a a procurar no armário algum inseto para ele matar e tentar reviver. Era óbvio que ele poderia tentar tocar Clarissa e verificar, mas preferia não correr o risco de perder a amiga caso seu poder ainda estivesse funcionando.

— Achei! - falou Clarissa amassando uma formiga que estava em cima de um dos livros do armário. - Aqui.

Ela colocou a formiga morta em cima da mesa e indicou para Daniel.

Ele aproximou seu dedo da formiga e encostou-a levemente, para não matá-la no caso de revivê-la.

Mas ela continuou parada. Morta.

— Tenta de novo. - falou Clarissa prendendo a respiração.

— Ok... - ele tocou de leve novamente na formiga. Nada. Tocou novamente e ela continuou inerte. Apertou novamente, dessa vez tendo certeza de que estava esmagando-a e ela continuou morta. - É...não funciona.

Clarissa abriu um sorriso e abraçou o amigo como há muito não o abraçara. Os dois ficaram abraçados por algum tempo até que Leilane veio até eles correndo.

— Gente! Vocês precisam ver como o eclipse ficou... - ela parou ao ver os dois abraçados, uma coisa que não estava acostumada há um certo tempo. - O que é isso?

— Nada. - sorriram Clarissa e Daniel - Vamos.

Os três seguiram até a parte de fora do apartamento e se depararam com um lindo eclipse solar. Tinham certeza que aquele dia nunca seria esquecido por eles.




***

Ana Paula sentou-se no sofá, cansada. Não havia ninguém em casa e ela acabara de retirar tudo que fosse potencialmente letal para a vida dela de perto. Tapara todas as entradas de tomada da casa com fita isolante, colocara todas os objetos pontiagudos espalhados pela casa dentro de seu quarto e trancara todas as outras portas. Checara o gás, desligara todas as luzes, fechara todas as janelas, deixando somente o janelão da sacada aberto. Estava se sentindo como um personagem do filme "premonição" em que se tinha que lutar contra a morte. O caso era que ela ia morrer e não sabia como, e já havia descartado a possibilidade de Pedro matá-la sem motivo nenhum, era simplesmente impossível.

Ela deixara a porta principal da casa somente encostada para caso houvesse algum acidente, como por exemplo incêdio, ela pudesse escapar facilmente. O unico problema de tudo isso seria quando sua mãe ou seu irmão chegassem. Eles com certeza mandariam interná-la alegando insanidade caso vissem que ela estava achando que ia morrer porque uma amiga bêbada havia lhe dito. Na verdade nem ela mesmo acreditava muito, mas não podia negar que sua amiga havia feito profecias verdadeiras anteriormente e não tinha porque ela estar errada agora.

O telefone tocou ao lado de Ana Paula, fazendo-a pular de susto e agarrá-lo rapidamente.

— Alô?Ana Paula? - falou Greice.

— O que foi, Greice? - falou Ana Paula que já estava nervosa.

— Tudo aquilo que eu profetizei já aconteceu. - ela deu uma pausa e então continuou. - Exceto você morrer e Pedro matar alguém. Eu acabei de ligar pra Tácilla e ela me disse porque ela perdeu muito cabelo.

— E por que foi?

— Ela foi pintar o cabelo dela de rosa e a tinta não tava pegando e ela insistiu, mas ela não perdeu taaanto cabelo assim.

A linha ficou muda por alguns segundos e então Ana Paula voltou a falar:

— Sabe onde o Pedro está agora?

— Não. Ele não atende o celular. Eu tentei fazer algo pra distraí-lo mas...não deu muito certo. Ele discutiu com o Patrick.

— Eu vou tentar ligar pra ele e... caso você fale com ele, você me avisa.

— Mas Ana... você não está preocupada?Você sabe o que pode estar pra acontecer...

— Não vai acontecer nada comigo, Greice. - falou Ana Paula séria, mesmo que se sentisse insegura.

— ...Eu vou tentar ligar pra ele de novo e te ligo em seguida, tá?

— Ok. - falou Ana desligando o telefone.

E no exato momento que desligou, o interfone do apartamento tocou.

— Oi. - falou Ana ao atender.

— Ana Paula? É o porteiro.

"Sim, isso é óbvio." pensou Ana Paula.

— É ela. O que aconteceu?

— É que tem um amigo seu subindo. O nome dele é... ele tem cabelo azul. Como eu já vi ele subindo algumas vezes, eu autorizei e...

Ana desligou o interfone e correu até seu quarto, desesperada. Pegou uma faca grande e seguiu para a sala para fechar a porta. Sabia que Pedro não seria capaz de matá-la, não em seu estado normal, mas o caso é que ele ia matar alguém e que ela ia morrer, e não podia deixar esses fatos escaparem.

Mas bem em frente a porta de entrada estava Pedro, olhando-a seriamente.

— Pedro. - falou Ana escondendo a faca em uma das mãos. - O que você tá fazendo aqui?

Pedro estava sério e não a estava encarando. O que não era nada bom.

— Aconteceu alguma coisa? - perguntou Ana dando alguns passos para trás lentamente. - Você veio aqui sem avisar...

— Eu...tenho uma coisa pra te contar. - a voz dele estava falhando e os olhos dele estavam lagrimando.

— Pode...contar. - falou Ana Paula ainda se afastando. - Quer que eu pegue água?

— Não. - falou Pedro.As mãos dele estavam tremendo, estava realmente assustando-a.

— Pedro, eu vou ligar pra sua mãe...pra ela vir te buscar e...

— Eu matei uma pessoa. - falou Pedro.

— O que? - falou Ana Paula assustando-se. - Como assim...?Quem...?

As lágrimas já desciam pelo rosto dele e agora Ana Paula estava realmente preocupada com o amigo e...consigo mesma.

— Pedro!Quem...?

Pedro engoliu a seco, notavelmente nervoso. Fechou os olhos, suspirou e então encarou a amiga.

— Eu matei o Renan.

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Hey gente!Faz tanto tempo que eu não posto um capítulo aqui, eu sei xD

Mas é porque eu tinha digitado a metade daí faltou luz e eu perdi tudo ¬¬

E fiquei com raiva e não quis mais escrever ele por um tempo, mas aí está ele. Na minha opnião esse, tirando o primeiro capítulo, foi o mais fácil de escrever. Sei lá, achei mais fácil de conseguir escrevê-lo (mesmo tendo que escrever metade dele duas vezes --"). Bem, o próximo capitulo vai demorar pra sair porque eu decidi que vou me dedicar ao meu verdadeiro livro que já acabei de escrever mas parei de digitar no capitulo 8 ( ele tem 24 capitulos) e eu realmente gosto da história dele, assim como também gosto de escrever essa.

No próximo capítulo eu não prometo ninguém novo, mas prometo que a história da Ana Paula irá se resolver e que muitos de vocês saberão seus poderes :}

E quanto aos poderes é meio complicado também porque ainda não decidi o poder de todo mundo, mas já tenho uma história feita pra primeira temporada ;D

Enfim, espero que gostem e comentem sem me xingar pedindo para que eu poste logo (pode pedir, mas sem palavras de baixo calão u-u ahsuhasuhaushas)

Até logo, gente :>


Obs: Eu escrevi esse capítulo ouvindo essa música, então acho que devo compartilhá-la com vocês.

http://www.imeem.com/people/wnwBcl/music/17nlaRzB/krystal_meyers_together/


*-*

3 comentários:

Unknown disse...

veio... gosto de ler, mas dica: muito longo...
c ainda vai aprender que prolixidade não é sinônimo de qualidade....
fica a dica, mas continua escrevendo!
mto bacana...

--
www.moolegal.wordpress.com

Doso-kun disse...

aiiiiiiii deos
eu sou um assassino D:

Unknown disse...

OMG o renan morreu O:
e eu me sinto inútil nessa história >XD""
curiosidade pro próximo capítulo vai me matar xD