domingo, 25 de janeiro de 2009

Capitulo 4 - Eclipse.

Eram 3 da tarde mas não estava tão claro como de costume. Uma parte do sol já estava coberta pela lua, mas ainda demoraria um pouco para que o eclipse ocorresse. Porém no nosso lado do mundo ele não seria completo, mesmo assim seu simples acontecimento mudaria a vida de muitas pessoas.E em seguida o mundo.

— Oi, Cléo! - falou Leilane dando um abraço em sua amiga Clarissa ao chegar na casa dela. Daniel estava com ela mas somente deu um sorriso discreto para a amiga - fato que Leilane ignorou. - Já aconteceu?

— Ainda não. - falou Clarissa fechando a porta após Daniel ter passado. - Querem beber algo?

— Água. - disseram os dois.

— Ah, o que o Daniel tá fazendo aqui? - perguntou uma vozinha vindo da cozinha. Era Letícia, a irmã mais nova de Clarissa que, talvez, fingia não gostar de Daniel.

— Oi pra ti também, Letícia. - disse Daniel dando as costas para ela.

— Vai pro quarto, Letícia. - ordenou Clarissa e em um segundo sua irmã não estava mais no campo de visão deles.

Clarissa foi em direção a cozinha para pegar água e seus dois amigos a seguiram.

— Falaram com o Carlos? - perguntou ela enquanto entregava o copo de Leilane e colocava o de Daniel em cima da mesa por segurança.

— Não, ele ainda tá no inglês uma hora dessas. - falou Leilane checando o relógio. - Não é melhor a gente subir logo?

— É. - falou Clarissa indo para a escada e subindo para o segundo andar do apartamento.

Os três subiram e foram para a parte aberta do apartamento de Clarissa, de lá podia se ver muita coisa da cidade e bem no meio do céu estava o sol quase encoberto.

— Nossa... - falou Leilane puxando sua camera digital e apontando para o céu para tirar duzentas fotos do eclipse.

— É realmente bonito. - falou Clarissa subindo a pequena escada que dava para a piscina. - Eu acho que o sol não vai ficar muito mais coberto do que isso. Eu li que...

Porém Clarissa não completou a frase. Enquanto estava subindo a escadinha, ela deu um palso em falso, desequilibrou-se e estava caindo. Era claro que ela sobreviveria a queda, o único problema era que logo atrás dela estava Daniel. E com a queda dela eles fizeram o que nunca mais haviam feito. Se tocaram.

***

— Chegueei! - disse Greice abrindo a porta de sua casa e subindo para seu quarto, mas sua mãe estava no topo da escada

— Filha. - disse a mãe dela - Eu estou de saída. O almoço já está na mesa, qualquer coisa liga pro meu celular, ok?

— Ok. - disse Greice preparando-se para entrar no quarto quando lembrou de uma coisa. - Ah...mãe?

— Sim...? - falou a mãe de Greice virando-se para ver a filha, mas nesse momento seu salto quebrou e ela caiu na escada.

— Oh, mãe! - gritou Greice correndo atrás da mãe que estava rolando escada abaixo. - Tá tudo bem?

— Ai... - falou a mãe de Greice tentando levantar-se. - Acho que quebrei o meu...

— Não, mãe - interrompeu ela enquanto levantava a mãe - Você só torceu o tornozelo.

— Como você sabe se nem olhou direito? - perguntou ela.

— Deu pra ver de lá de cima. - falou Greice - É melhor a gente colocar algum remédio pra dor aí.

— Deixa, Greice. Eu peço para a Gertrudes passar algo aqui. Vá se trocar.

E então a mãe continuou a descer as escadas e ela subiu para seu quarto e enquanto estava trocando de roupa pensou nas afirmações que ela tinha tido sobre o futuro, até agora ela sabia de duas que já haviam acontecido. Sua mãe havia torcido o tornozelo e Jorge havia sido suspenso na última aula porque havia tido uma briga em sala de aula logo quando Julio Reis (um dos donos do colégio Universo) estava passando pelo corredor. O que provava que nem todas as afirmações dela aconteciam uma por causa da outra ou que aconteciam na ordem em que foram ditas.

O telefone dela tocou e ela atendeu.

— Ai, Greice. - falou a voz conhecida de sua amiga Izabelle - Eu acabei de ser mordida por um cachorro! Na rua!

— Sério? - falou Greice se preocupando. Agora só restava Pedro matar algum amigo próximo, Ana Paula morrer e Tácilla perder muito cabelo.Mas qual dos três aconteceria primeiro? E ela seria capaz de evitar que essas coisas acontecessem?

— Aham. Até sangrou a minha perna! Eu tô indo tomar uma vacina daqui a pouco, quando o meu pai chegar e...

— Izabelle. - interrompeu Greice. - Posso falar contigo depois?Tenho uma coisa urgente pra fazer, tá?

— Tá... - e então Greice desligou o telefone e começou a discar números novamente. Ela esperava que não fosse tarde demais.

***

— Clarissa! - gritou Leilane correndo para socorrer a amiga que havia caído no chão - Meu Deus!Daniel, me ajuda!

Daniel, porém estava aterrorizado, no meio da pequena escada, ele sabia que não havia jeito para Clarissa, eles haviam se tocado e isso era impossível de reverter. Ela estava morta e não havia nada que ele pudesse fazer. Nenhum toque a traria de volta.

— Daniel!Me ajuda! - Leilane dava leves tapas no rosto da amiga para tentar acordá-la - CLARISSA!

Lágrimas começavam a nascer no rosto de Daniel, ele havia perdido mais uma pessoa por causa daquele seu maldito poder.

— Clarissa! - gritou Leilane ao ver que a amiga abrira os olhos.

— Eu não morri? - perguntou Clarissa assustada.

Daniel quase se jogou em cima da amiga ao vê-la viva, mas restringiu-se a somente correr até próximo ela.

— Clarissa... - falou Daniel feliz por vê-la viva. - Você tá BEM?

— Não. - falou Clarissa levantando-se com cuidado de não tocar em Daniel. - Preciso beber água.

— Eu pego pra ti. - ofereceu Leilane também levantando-se.

— Não. - impediu Clarissa olhando significativamente para Daniel. - Você precisa tirar as fotos. Lembra por que a gente tá aqui,né?

— Eu vou com ela para qualquer coisa. - falou Daniel entendendo que a amiga queria falar com ele sozinho, coisa que ele tambem queria.

— Tá bom então... - falou Leilane murchando e mirando sua câmera para o céu.

Daniel e Clarissa seguiram para dentro do apartamento e pararam de andar assim que certificaram-se que Leilane não poderia escutá-los.

— Por que eu não morri? - perguntou Clarissa rapidamente.

— Então eu realmente te toquei? - perguntou Daniel confuso. Sim, ele tinha certeza que tinha tocado Clarissa, mas estava acreditando que tinha se enganado porque a amiga ainda estava viva.

— Claro que sim!Eu senti! - os olhos dela foram direto para a mão do amigo. - Será que seu poder parou de funcionar...?

Daniel fitou-a por alguns segundos e então olhou para baixo.

— Acho que tem um jeito da gente fazer isso... - os olhos de Daniel encontraram o de Clarissa e ele sorriu. - A gente mata a Letícia e tenta revivê-la.

Os dois gargalharam por algum tempo e então Clarissa decidiu que iria procurar uma formiga, matá-la e dar para ele reviver.

— Não tem alguma fruta podre ou folha seca por aí? - perguntou Daniel. O "poder" dele também servia para reviver qualquer coisa que estivesse morta, não somente pessoas.

— Por que eu ia guardar folhas secas ou frutas podres aqui em casa, Daniel? - perguntou Clarissa abrindo os armários atrás de algum inseto.

— De repente... - falou Daniel também ajudando-a a procurar no armário algum inseto para ele matar e tentar reviver. Era óbvio que ele poderia tentar tocar Clarissa e verificar, mas preferia não correr o risco de perder a amiga caso seu poder ainda estivesse funcionando.

— Achei! - falou Clarissa amassando uma formiga que estava em cima de um dos livros do armário. - Aqui.

Ela colocou a formiga morta em cima da mesa e indicou para Daniel.

Ele aproximou seu dedo da formiga e encostou-a levemente, para não matá-la no caso de revivê-la.

Mas ela continuou parada. Morta.

— Tenta de novo. - falou Clarissa prendendo a respiração.

— Ok... - ele tocou de leve novamente na formiga. Nada. Tocou novamente e ela continuou inerte. Apertou novamente, dessa vez tendo certeza de que estava esmagando-a e ela continuou morta. - É...não funciona.

Clarissa abriu um sorriso e abraçou o amigo como há muito não o abraçara. Os dois ficaram abraçados por algum tempo até que Leilane veio até eles correndo.

— Gente! Vocês precisam ver como o eclipse ficou... - ela parou ao ver os dois abraçados, uma coisa que não estava acostumada há um certo tempo. - O que é isso?

— Nada. - sorriram Clarissa e Daniel - Vamos.

Os três seguiram até a parte de fora do apartamento e se depararam com um lindo eclipse solar. Tinham certeza que aquele dia nunca seria esquecido por eles.




***

Ana Paula sentou-se no sofá, cansada. Não havia ninguém em casa e ela acabara de retirar tudo que fosse potencialmente letal para a vida dela de perto. Tapara todas as entradas de tomada da casa com fita isolante, colocara todas os objetos pontiagudos espalhados pela casa dentro de seu quarto e trancara todas as outras portas. Checara o gás, desligara todas as luzes, fechara todas as janelas, deixando somente o janelão da sacada aberto. Estava se sentindo como um personagem do filme "premonição" em que se tinha que lutar contra a morte. O caso era que ela ia morrer e não sabia como, e já havia descartado a possibilidade de Pedro matá-la sem motivo nenhum, era simplesmente impossível.

Ela deixara a porta principal da casa somente encostada para caso houvesse algum acidente, como por exemplo incêdio, ela pudesse escapar facilmente. O unico problema de tudo isso seria quando sua mãe ou seu irmão chegassem. Eles com certeza mandariam interná-la alegando insanidade caso vissem que ela estava achando que ia morrer porque uma amiga bêbada havia lhe dito. Na verdade nem ela mesmo acreditava muito, mas não podia negar que sua amiga havia feito profecias verdadeiras anteriormente e não tinha porque ela estar errada agora.

O telefone tocou ao lado de Ana Paula, fazendo-a pular de susto e agarrá-lo rapidamente.

— Alô?Ana Paula? - falou Greice.

— O que foi, Greice? - falou Ana Paula que já estava nervosa.

— Tudo aquilo que eu profetizei já aconteceu. - ela deu uma pausa e então continuou. - Exceto você morrer e Pedro matar alguém. Eu acabei de ligar pra Tácilla e ela me disse porque ela perdeu muito cabelo.

— E por que foi?

— Ela foi pintar o cabelo dela de rosa e a tinta não tava pegando e ela insistiu, mas ela não perdeu taaanto cabelo assim.

A linha ficou muda por alguns segundos e então Ana Paula voltou a falar:

— Sabe onde o Pedro está agora?

— Não. Ele não atende o celular. Eu tentei fazer algo pra distraí-lo mas...não deu muito certo. Ele discutiu com o Patrick.

— Eu vou tentar ligar pra ele e... caso você fale com ele, você me avisa.

— Mas Ana... você não está preocupada?Você sabe o que pode estar pra acontecer...

— Não vai acontecer nada comigo, Greice. - falou Ana Paula séria, mesmo que se sentisse insegura.

— ...Eu vou tentar ligar pra ele de novo e te ligo em seguida, tá?

— Ok. - falou Ana desligando o telefone.

E no exato momento que desligou, o interfone do apartamento tocou.

— Oi. - falou Ana ao atender.

— Ana Paula? É o porteiro.

"Sim, isso é óbvio." pensou Ana Paula.

— É ela. O que aconteceu?

— É que tem um amigo seu subindo. O nome dele é... ele tem cabelo azul. Como eu já vi ele subindo algumas vezes, eu autorizei e...

Ana desligou o interfone e correu até seu quarto, desesperada. Pegou uma faca grande e seguiu para a sala para fechar a porta. Sabia que Pedro não seria capaz de matá-la, não em seu estado normal, mas o caso é que ele ia matar alguém e que ela ia morrer, e não podia deixar esses fatos escaparem.

Mas bem em frente a porta de entrada estava Pedro, olhando-a seriamente.

— Pedro. - falou Ana escondendo a faca em uma das mãos. - O que você tá fazendo aqui?

Pedro estava sério e não a estava encarando. O que não era nada bom.

— Aconteceu alguma coisa? - perguntou Ana dando alguns passos para trás lentamente. - Você veio aqui sem avisar...

— Eu...tenho uma coisa pra te contar. - a voz dele estava falhando e os olhos dele estavam lagrimando.

— Pode...contar. - falou Ana Paula ainda se afastando. - Quer que eu pegue água?

— Não. - falou Pedro.As mãos dele estavam tremendo, estava realmente assustando-a.

— Pedro, eu vou ligar pra sua mãe...pra ela vir te buscar e...

— Eu matei uma pessoa. - falou Pedro.

— O que? - falou Ana Paula assustando-se. - Como assim...?Quem...?

As lágrimas já desciam pelo rosto dele e agora Ana Paula estava realmente preocupada com o amigo e...consigo mesma.

— Pedro!Quem...?

Pedro engoliu a seco, notavelmente nervoso. Fechou os olhos, suspirou e então encarou a amiga.

— Eu matei o Renan.

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Hey gente!Faz tanto tempo que eu não posto um capítulo aqui, eu sei xD

Mas é porque eu tinha digitado a metade daí faltou luz e eu perdi tudo ¬¬

E fiquei com raiva e não quis mais escrever ele por um tempo, mas aí está ele. Na minha opnião esse, tirando o primeiro capítulo, foi o mais fácil de escrever. Sei lá, achei mais fácil de conseguir escrevê-lo (mesmo tendo que escrever metade dele duas vezes --"). Bem, o próximo capitulo vai demorar pra sair porque eu decidi que vou me dedicar ao meu verdadeiro livro que já acabei de escrever mas parei de digitar no capitulo 8 ( ele tem 24 capitulos) e eu realmente gosto da história dele, assim como também gosto de escrever essa.

No próximo capítulo eu não prometo ninguém novo, mas prometo que a história da Ana Paula irá se resolver e que muitos de vocês saberão seus poderes :}

E quanto aos poderes é meio complicado também porque ainda não decidi o poder de todo mundo, mas já tenho uma história feita pra primeira temporada ;D

Enfim, espero que gostem e comentem sem me xingar pedindo para que eu poste logo (pode pedir, mas sem palavras de baixo calão u-u ahsuhasuhaushas)

Até logo, gente :>


Obs: Eu escrevi esse capítulo ouvindo essa música, então acho que devo compartilhá-la com vocês.

http://www.imeem.com/people/wnwBcl/music/17nlaRzB/krystal_meyers_together/


*-*

sábado, 10 de janeiro de 2009

Capítulo 3 - O que está por vir.

—Pedro! - gritou Patrick em meio a aula do professor de Biologia do colégio Universo, que por coincidência, também se chamava Augusto e lecionava também Biologia. - Cala a boca!A gente quer prestar atenção!


Patrick Rocha

Pedro olhou assustado para Patrick, que estava próximo a ele e a seu amigo Renan. Eles dois estavam cochichando relativamente baixo, mas isso incomodou Patrick e ele fez um escândalo chamando a atenção de toda a sala para ele e para Pedro.Doso agachou-se na cadeira, envergonhado.


Pedro Paulo Cardoso

Não que ele se envergonhasse por qualquer coisa (basta dizer que seu cabelo é azul, portanto, cochichos e comentários sobre ele eram comuns), mas humilhação pública numa sala de aula era algo que qualquer pessoa, sempre que podia, evitava. Por sorte o professor não era exigente e ignorou o comentário de Patrick. Mas isso não importava, Pedro estava chateado com Patrick e ficaria chateado com ele até que sua memória, que não durava muito, se lembrasse desse momento.

A campa tocou anunciando que a aula havia acabado e Pedro foi o primeiro a levantar e sair da sala. Ele andou até o patio onde ficava a lanchonete e sentou-se em um dos extensos bancos sozinho, escutando seu iPod. A "brincadeira" de Patrick havia simplesmente tirado sua fome.

Ele estava escolhendo qual j-music iria escutar naquele momento quando viu a sombra de duas pessoas sentarem ao seu lado.

— Oi Doso. - disse Greice que estava sentada atrás de Ana Paula, que estava mais próxima de Pedro.

— Oi Greice. - sorriu Pedro puxando um dos fones do ouvido,ele notou que Ana Paula estava somente séria olhando para ele. - Tudo bem, Paulinha?

— Tudo. - falou Ana Paula ainda olhando meio séria para ele.

— Vocês gazetaram a aula de Biologia, não foi? - falou Pedro ignorando o fato de sua amiga estar estranha.

Greice já ia responder, mas Ana Paula a interrompeu, ainda olhando séria para Pedro:

— Pedro, você sabe que eu te amo,certo?

Ele sentiu uma vontade enorme de rir na cara de sua amiga, não pela afirmação, mas sim pelo modo como ela fora dita, ninguém dizia a alguém que a amava de forma fria como sua amiga estava fazendo.

— Claaro, Paulinha! - disse Pedro envolvendo-a num abraço, mas ao fazer isso Ana ficou ereta, parecendo desconfortável, e ele resolveu tirar os braços de cima dela.

— E sabe que se você estiver chateado comigo por algum motivo só precisa falar comigo,né? - falou Ana Paula.

— Paulinha... você tá bem? - perguntou Doso erguendo a mão para tocar na testa dela, fingindo verificar se ela estava com febre, porém ela recuou, e ele decidiu que não iria tocá-la.

— Só queria que você soubesse disso. - e então finalmente ela sorriu, deu um beijo no rosto dele e levantou-se junto com Greice.

Quando as duas estavam longe o suficiente para ter certeza que ele não estava ouvindo, Ana disse:

— Não vai ser ele. Impossível. É provável que seja algum acidente, assalto ou outra coisa.

— Se tem tanta certeza que não é ele, porque estava tratando-o como um criminoso? - perguntou Greice.

— Era só por precaução... - falou Ana Paula olhando para todos os lados. - Eu acho que preciso ir para casa, lá eu vou estar segura.

— Enquanto isso eu vou ficar de olho no Pedro, pra impedir que...você sabe, ele mate alguém.

— Pedro não vai matar ninguém, ele não seria capaz disso.

— Você está com medo de que vá morrer, mas acha que minha premonição sobre o Pedro matar alguém é falsa? - Greice cerrou os olhos - Eu ainda continuou desconfiando que ele vá fazer algo com você. Nas outras visões tudo se relacionava,lembra?Ruan quebrou um prato, cujos cacos feriram a Marina e espantaram a Samantha que empurrou o Patrick para a piscina.

Ana Paula puxou o celular de seu bolso e começou a discar o número de sua mãe.

— Então quer me explicar qual a relação entre o tornozelo quebrado da sua mãe e a minha morte?- Ela então ergueu a mão para impedir Greice de responder. - Oi mãe. Mãe, eu preciso ser liberada cedo hoje...

Ela se afastou de Greice, que decidiu voltar para vigiar Pedro, mas ao voltar para o lugar que ele estava, mas ele não estava mais lá. Estava perto da fila do lanche apontando o dedo para Patrick. Aparentemente os dois estavam discutindo.

— Ai, meu Deus... - sussurrou Greice, ela tinha que impedir aquela briga de acontecer.Talvez fosse ali que Pedro viria a se tornar um assassino.

***

Leilane saiu de sua sala e foi caminhando lentamente até o corredor onde seus amigos (Daniel, Carlos e Clarissa) geralmente sentavam. E logo ao chegar lá, ela confirmou. Eles estavam lá.


Leilane Dias

— Oi, gente. - sorriu Leilane olhando para eles, todos os três retribuiram a saudação e ela se sentou em frente a eles. - Fábio está gazetando?

— Aham. - confirmaram os três em uníssono.

— Ai, gente, alguém tem que dizer pro Fábio pra ele parar com isso. No final do ano ele vai acabar reprovando. - falou ela.

— Você sabe que a coisa mais difícil de acontecer aqui no Ideal é alguém reprovar. - falou Carlos, que era dos quatro, o que estudava há mais tempo no colégio.

— Se você diz. - falou Leilane olhando para Daniel e Clarissa, que estavam calados. - Ei, a Roberta convidou a gente pra ir na casa dela esse final de semana.

— Sério? Que bom, esses dias estão sendo tão tediosos. - comentou Daniel, honestamente.

— A gente tem que avisar a Ana Paula, o Pedro e o Patrick também. - comentou Leilane puxando o celular para mandar uma mensagem.

— Ei, que dia é hoje? - interrompeu Clarissa.

— Segunda-feira? - falou Carlos.

— Mas eu quero saber o dia do ano. - falou Clarissa que parecia empolgada por algum motivo repentino.

— Hummm... 8 de setembro. - falou Leilane verificando em seu celular.

— É hoje! - falou Clarissa quase pulando do chão.

Todos ficaram olhando para ela esperando que ela falasse alguma coisa.

— Vocês não tem lido jornal?! - perguntou Clarissa mexendo as mãos. Daniel afastou-se um pouco mais dela, por precaução.

— É aniversário da Amy Lee ou Pitty ou vai ter alguma festa dos Beatles? - tentou Leilane, apostando nos gostos da amiga.

— Não! Hoje vai haver um eclipse! - falou Clarissa levantando e apontando para o céu, onde a lua podia ser vista próxima ao sol.

— Sério? - perguntou Daniel levantando-se para enxergar melhor.

Carlos e Leilane também levantaram-se e foram ver.

— Que legal! - falou Leilane virando-se para Clarissa - E que horas é que vai acontecer?

— Eu não sei direito. - falou Clarissa. - Mas eu li que desse lado do mundo não vamos ver por completo.

— Ah... - falou Leilane puxando sua camera e apontando para o céu. - Eu quero tirar um monte de fotos desse acontecimento.

— A gente pode ir lá em casa ver. - convidou Clarissa, que morava na cobertura de um prédio, portanto, seria mais fácil de enxergar. - Acho que isso só vai acontecer lá para as 4 horas.

— Tá... - falou Leilane olhando para os outros para confirmar se eles iriam também. - Vocês vão?

— Não vou poder. - disse Carlos. - Inglês hoje.

— Mas você pode ir quando sair de lá. - falou Clarissa.

— Pode ser.

— E tu, Daniel? - perguntou Leilane.

— Acho que sim. - falou ele pensando.

— Tenta ir, Carlos. - falou Clarissa. - Vai ser legal.

— Eu vou tentar. - disse ele.

Alguns metros abaixo do andar onde eles estavam, no térreo do colégio Ideal, na lanchonete, estava Lara.


Lara Cochete Moura Fé

Lara estudava no colégio Ideal também, e também cursava o 2o ano do ensino médio, mas era da turma específica, assim como Leilane, porém ela era da 2EM01E e Leilane, da 2EM02E. E Daniel,Clarissa, Carlos e Fábio eram da 2EM05. Que não tinha o "E" no final, por não ser específica.

Ela tinha acabado de comprar seu lanche quando sentiu seu celular vibrar, ela colocou seu lanche em cima da mesa e atendeu o telefone.

— Oi. - respondeu séria, já sabendo de quem se tratava.

— Você tem uma nova missão. - falou uma voz séria do outro lado da linha.

— Eu estou muito ocupada nesses dias. - falou Lara tomando um gole de seu refrigerante - Minhas provas da terceira avaliação estão chegando.

— Não é uma coisa muito difícil. - falou a voz. - Descobrimos um caso aí na sua área e você é a mais indicada para ele.

Lara revirou os olhos.

— Pode,pelo menos, adiantar do que se trata? - falou Lara sem paciência.

— Eu não sei o nome ainda, mas ao que parece não vai ser uma coisa difícil.

— Dá pra falar logo sobre o que se trata? Qual o poder dessa pessoa?

— Você terá que vir buscar o envelope aqui para saber todos os detalhes. Até agora o que eu sei é que é um garoto que tem o poder de ressuscitar os mortos.

— E eu devo capturá-lo e levá-lo para verificação?

— Acho que sim. Não me parece que ele vem causando muitos estragos ultimamente.

— Ok. - disse Lara tomando mais um gole de seu refrigerante. - Essa vai ser fácil.

***

— Essa não foi a primeira vez. - disse o gerente - Nós sabemos disso, garoto. Nós já vinhamos notando isso.

"Isso significa que vocês são idiotas por não terem tomado atitudes antes." pensou Fábio. Ele estava encurralado em um corredor de enlatados do Supermercado Yellow, com o gerente e o segurança que o havia levado de volta para lá.

— Eu sei que você não é um garoto pobre e não tem necessidade de fazer isso... - o gerente pousou a mão nos ombros de Fábio que moveu-se bruscamente pois não queria que ele o tocasse. Então a mão do gerente voou para as latas de ervilha que caíram no chão. - Garoto...

O segurança agarrou o pescoço de Fábio, quase imobilizando-o e seguiu o gerente que ia para uma porta perto dos frios que ele nunca havia reparado. Eles seguiram por varios corredores até que chegaram numa parede branca onde Fábio foi empurrado e o segurança começou a apalpá-lo até que encontrou sua carteira de meia-passagem.

— O nome dele é Fábio Lobão. - informou o segurança entregando a carteirinha para o gerente.

— Nós vamos ligar para o DATA, garoto. - falou o gerente puxando o celular e começando a discar o número.

O segurança ficou olhando para Fábio, vigiando-o. Foi aí que ele viu que a única saída ali seria...chorar.

— Me desculpem... - falou Fábio quando finalmente conseguiu ter lágrimas nos olhos. - Se a minha mãe souber, eu...

— Não adianta, garoto. - falou o segurança. - Nós vamos ligar.

Fábio continuou sussurrando algumas coisas enquanto se forçava a chorar para parecer mais inocente. Passaram-se alguns minutos enquanto o gerente continuava no telefone, mas não falava nada. Até que ele voltou.

— Você tem muita sorte, garoto. - falou ele. - Ninguém está atendendo no DATA.

— E agora? - falou o segurança parecendo desapontado.

— Vamos tirar uma foto dele e avisar para todos os gerentes e funcionários para seguí-lo quando ele entrar na loja.

Fábio, que estava com a cabeça baixa, fingindo chorar, quase riu de sua sorte. Ele não seria preso.

Em poucos minutos o gerente voltou com uma câmera e mandou Fábio erguer o rosto. Ele levantou o rosto e limpou algumas lágrimas falsas que ainda estavam no seu rosto. O segurança o entregou uma ruffles e uma coca de dois litros para que eles saíssem na foto também. E enfim, eles tiraram a foto, e seguiram para Fábio por outro corredor escuro. Ele ficou se perguntando por um segundo se, agora que o DATA não estaria envolvido, eles iriam dar uma surra nele. O que não era tão incomum de acontecer quando furtantes eram pegos furtando.

Mas ele levou Fábio para uma saída do supermercado que ele nunca havia visto e o segurança o empurrou para fora.

— Espero que não tenha uma próxima vez, garoto. - disse o gerente.

E Fábio, ao se ver livre deles, saiu correndo pela rua, prometendo a si mesmo que, por mais que ele fosse o errado da história, iria se vingar deles. Um dia.

***

— Não tinha necessidade de tu teres feito isso, Patrick! - falou Pedro apontando o dedo para seu amigo.

— Não tinha necessidade de tu teres conversado durante a aula também. - falou Patrick - Eu queria estudar e tu estavas me atrapalhando.

— Mas não precisava gritar pra toda a sala ouvir! - falou Pedro agressivamente.

Greice veio correndo até Pedro ainda pensando em como iria fazer para tirá-lo dali naquela mesma hora.

— Pedro! - gritou ela aproximando. Todo mundo olhou para ela, até quem não a conhecia - Er...er...

— Que foi, Greice? - perguntou Pedro.

— Er...suas coisas... - falou ela. - Alguém derrubou refrigerante no seu material.

— Deixaram a porta aberta? - perguntou Pedro.

— Foooi... - confirmou Greice. - Vem comigo logo.

— Merda... - falou Pedro andando apressado em direção à sala.

— Que tal você ir lá pra casa hoje? - perguntou Greice tentando mostrar-se desinteressada.

— Por que? Algum motivo especial? - os dois estavam subindo as escadas para a sala.

— Não, nenhum em especial. Eu vi que ia ter um eclipse hoje e a gente pode ver no meu quintal, que tal?

Pedro ficou pensando por alguns segundos enquanto chegava na sala.

— Não tem refrigerante no meu material... - falou Pedro verificando suas coisas. - Por que você mentiu?

— Eu juro que tinha visto... - mentiu Greice. - Mas então, vai lá pra casa hoje?

Era melhor que ela ficasse de olho no seu amigo para ele não fazer nada de errado, nem matar ninguém.

— Tá. Pode ser... mas porque você mentiu, Greice?

Greice sorriu e sentou-se na sua cadeira.

— Por que queria te convidar pra ir lá em casa sem que o Patrick escutasse.

— E vai só eu? - perguntou Pedro também se sentando na cadeira.

— É...acho que sim... - porém uma coisa veio à cabeça de Greice.

E se o amigo próximo que Pedro fosse matar, na verdade, fosse ela? Claro, ele não tinha motivos, mas poderia ser acidentalmente. E ficar sozinha com ele seria perigoso.

— Na verdade...lembrei que tenho um trabalho pra terminar hoje. - mentiu ela.

— Você é tão estranha, Greice. - falou Pedro.

— É, você nem imagina o quanto. - sorriu ela sem graça.

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Eu sei que esse capítulo não acabou tão cheio de suspense como os anteriores, mas pelo menos, agora todos os integrantes da XD já apareceram e o próximo capítulo promete ser muito interessante, pois vai ser quando a história vai realmente começar a se desenvolver. E novas pessoas irão aparecer ;D

Até logo, gente!

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Capítulo 2 - Crimes.

— Não, isso é impossível. – disse Ana Paula virando-se para a sacada dando as costas para Greice. – Eu não vou... – sua voz travou e ela virou novamente para encarar a amiga. – Era outra Ana Paula.

— Não, Paulinha...vê o vídeo primeiro... – tentou Greice.

— Você estava bêbada. – falou Ana Paula ignorando a amiga, ela simplesmente não iria aceitar o fato de que iria morrer. – Não vou escutar o que você disse quando estava de ressaca.

— E vai ignorar todas as outras afirmações sobre o futuro que eu fiz e que se tornaram verdade? – falou Greice agora apertando o braço de Ana Paula – Isso é sério.

Ana Paula mirou-a por um segundo e então indicou o banheiro feminino com a cabeça. Lá elas poderiam ver o vídeo sem que nenhum professor as atrapalhasse. Elas abriram a porta, verificaram se ele estava vazio e então trancaram a porta.

— Ignora o início do vídeo, ok? – falou Greice meio envergonhada, afinal, a maior parte do vídeo era com ela babando e rindo na tela da filmadora.

Ana pegou a filmadora e apertou “play” no vídeo que a amiga já havia deixado em espera.

— Oláááá – dizia a Greice do vídeo – Tudo booom coom todos vocêês?

E daí começava a rir e contar algumas piadas e de vez em quando dava socos na filmadora.

— Pode passar essa parte? – pediu Ana entregando a filmadora à Greice. Tudo que ela menos precisava era ver um show de piadas insanas antes de ouvir a pronunciação de sua morte.

Greice sorriu meio envergonhada, apertou alguns botões e avançou o vídeo até uma parte que a gargalhada dela finalmente parou. Ela entregou a filmadora à Ana que logo apertou “play”.

—... Minha mãe torcerá o tornozelo, Pedro irá matar um grande amigo seu, Izabelle levará uma mordida de cachorro, Tácilla vai perder muito cabelo, Jorge vai ser suspenso e Ana Paula morrerá.

E então no vídeo Greice caía no chão e dois segundos depois se levantava e desligava a filmadora.

— Dessa vez você está completamente equivocada. – falou Ana Paula entregando a filmadora. – Pedro não mataria ninguém, nunca.

— Eu estava pensando nisso, o Doso (n.a. Doso é uma abreviação de Doso-kun, apelido de Pedro que deriva de seu sobrenome Cardoso) não seria capaz de matar ninguém intencionalmente, mas e se ele matasse alguém acidentalmente...?

— Isso está ficando cada vez mais impossível. Dessa vez você estava mesmo bêbada. – falou Ana destrancando a porta do banheiro. – Além do mais, quem o Pedro mataria?

Greice fechou a filmadora levantando os olhos lentamente até fitar os da amiga.

— Estive pensando que talvez ele seja o responsável pela sua morte.

***

Fábio passou seu cartão na máquina da pump pela terceira vez naquele dia, mas ao invés de ouvir o barulhinho de confirmação de crédito, ouviu um bip vir da máquina, indicando que seu saldo havia acabado.

— Merda. – praguejou ele ao ver que além de estar sem crédito, estava sem dinheiro o suficiente para comprar mais um crédito – só tinha o dinheiro para pagar o ônibus para voltar para casa, mas antes de ir embora ele queria beber coca-cola, e sabia um jeito de fazê-lo de forma econômica. – Quer coca, Kazu?

Kazu era um amigo de Fábio com quem ele usualmente combinava para se encontrar no shopping quando programava previamente que iria faltar aula no colégio.

— Quero. – falou Kazu puxando o dinheiro do bolso e entregando para Fábio.

Fábio sorriu ao receber o dinheiro e seguiu para a escada rolante junto com Kazu para eles entrarem em ação com o plano que ele vinha fazendo há mais de um ano.

O plano era simples. Fábio ia para o supermercado Yellow e comprava uma coca cola de 2l, ou menor se o dinheiro não desse; Daí ele saia do shopping, entregava a coca cola a quem tinha lhe financiado o dinheiro, escondia a sacola no bolso e entrava novamente na loja, pegava mais uma coca-cola e colocava na sacola, daí, se alguém lhe perguntasse se ele tinha comprado o refrigerante, ele teria a prova com a nota fiscal. O caso era que ele era muito esperto e nunca havia sido pego fazendo isso, portanto ele não temia mais.

Os dois desceram até o primeiro andar onde ficava o supermercado Yellow e compraram um refrigerante de 2l e mais um pacote de batatas Ruffles, saíram da loja e Fábio voltou para o supermercado e deu inicio ao plano. E o repetiu três vezes. Eles já tinham seis litros de coca-cola e três Ruffles, mas ele ainda queria fazer mais uma vez, para poder dividir igualmente entre eles.

Ele voltou ao Yellow, colocou os dois produtos novamente na sacola e saiu do supermercado.

— Pronto, podemos voltar lá para dentro agora. – falou Fábio entregando as mercadorias para seu amigo.

— Fábio...- gemeu Kazu olhando para alguém atrás dele.

— Bom dia. – falou uma voz séria atrás de Fábio. Ele se virou e enxergou um dos seguranças da loja. – Você se importaria de mostrar a nota fiscal dessa sua compra?

— Pode ver. – falou Fábio entregando a nota fiscal para ele.

O segurança analisou a nota por alguns segundos enquanto Kazu e Fábio estavam tensos, porém tinham que fingir estar calmo.Por mais embaraçosa que a situação fosse, eles estavam torcendo para que o segurança tivesse uma ilusão de ótica e não visse o óbvio.

— Mas aqui só tem registrado uma coca cola e uma batata. – falou o segurança sério.

— Ah... vai ver a mulher errou. – falou Fábio tentando parecer calmo. Ele estava olhando para o lado analisando se valeria a pena ele sair correndo dali naquele momento, ele era mais rápido que aquele segurança, mas será que Kazu conseguiria correr também? Não queria que o amigo se desse mal por causa dele.

— Os dois. – falou o segurança e Fábio lembrou-se que era a segunda vez que se referiam à ele como “os dois”, mas nesse caso agora a coisa era realmente séria. – Venham comigo.

— Não. – falou Fábio sério. O segurança o olhou de forma assassina, como se fosse surra-lo se fosse tentar resistir. – Ele não tem nada a ver com isso.

O segurança fitou-o e deu uma tapa no ombro de Fábio.

— Vai entrando. – ele recolheu as compras ilegais e seguiu atrás de Fábio e falou bem baixo : - Ah, garoto, você vai parar no DATA. (n.a.: é tipo uma prisão para menores de idade)

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Nesse capítulo não teve muita gente nova, mas prometo que no próximo os integrantes da XD Entertainment que ainda não apareceram irão estar presentes. Até a próxima pessoal :D

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Capítulo 1 - Estudantes quase normais.

Esse livro é um livro de ficção que envolve suspense,comédia,romance e poderes. Então, se não tiver nada contra o esses assuntos, continue lendo.

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Eram seis da manhã e Ana Paula já estava acordada no meio da sala de sua casa arrumando seu material escolar, ainda sonolenta. Ela acordara cedo demais por causa de um erro no horário de seu celular, que antes estava com uma hora adiantada, e somente depois de ter tomado banho foi notar que o dia estava mais escuro do que o horário que ela usualmente acordava; e agora que ela já despertara com a água fria ela sabia que, por mais que estivesse com sono, não conseguiria dormir.


Ana Paula Rocha

Em cinco minutos ela acabou de colocar todo o material necessário para a aula em sua mochila e jogou-se no sofá com raiva de si mesma (principalmente do seu celular) por ter acordado cedo sem motivos, agora ela não tinha mais nada para fazer, pois já havia até tomado seu café da manhã.

Começou a remexer na mochila recém-arrumada e puxou um pequeno espelho de mão que tinha guardado ainda há pouco e começou a analisar seu rosto. Ana Paula tinha cabelos loiro-acastanhados, olhos verdes e pele clara. Ela puxou uma mecha do cabelo, analisou por alguns segundos, soltou um suspiro de desaprovação e decidiu que iria usar seu tempo livre restante para deixar seu cabelo, em sua concepção, aceitável.

Levantou-se do sofá e seguiu em direção a seu quarto, seguiu no corredor e ficou feliz ao ouvir o barulho de chuveiro vindo do quarto de sua mãe, o que significava que ela já estava acordada, que por sua vez, significava que elas não demorariam para sair para a escola – ou talvez não, já que, as vezes, sua mãe demorava uma eternidade se arrumando.

Ao sair de seu quarto, Ana Paula sentou-se no chão, diante do espelho do corredor e começou a passar a chapinha nos cabelos . Seu celular começou a vibrar no bolso e ela involuntariamente encostou a chapinha na testa com o susto, queimando sua testa.

— Ai! – praguejou ela jogando a prancha no chão e puxando o celular .
Agora ela estava adiantada e queimada, tudo por causa daquele celular. Ela virou o celular e viu quem a ligava. Esperava pelo menos que fosse algo importante. Tocou a tela do celular e colocou-o no ouvido.

— Alô?Paulinha? – falou uma voz rouca e feminina pelo telefone.

— Oi, Greice. – disse ela um pouco mais grossa do que desejava, mas desconfiava que a amiga não havia notado o tom de voz.

— Paulinha... Você tá ocupada...? – falou a voz de Greice, ainda rouca.

Ana Paula pensou em responder que estava muito ocupada, de tanta raiva que estava daquele dia, mas Greice não tinha culpa de seu estado de mal-humor, mas ela desconfiava o porque da voz de Greice estar rouca e o porquê de ela estar ligando para ela aquela hora, então viu que não precisava dizer se estava ocupada.

— Aconteceu de novo? – perguntou Ana, dessa vez séria.

— Aham. – confirmou Greice com uma voz meio temerosa.

Ana Paula suspirou no telefone e encarou-se no espelho. Já não sabia direito no que acreditar, nem se aquilo tudo que sua amiga vinha lhe dizendo nos últimos tempos era realmente verdade ou se era uma brincadeira muito bem elaborada e de péssimo gosto.

— Leva hoje para a escola e a gente vê. – falou Ana Paula já sem paciência.

— Mas Paulinha... Tem uma coisa que eu preciso te contar logo... – falou Greice com a voz ainda sonolenta.

— Na escola, Greice. Tchau. – E desligou o telefone.

Não estava com muita vontade de falar com ela agora, primeiro por estar tendo um terrível início de dia e segundo porque Greice havia descumprido uma promessa que havia feito para Ana Paula. Mas por enquanto ela não queria pensar nisso.

Ela avançou para o espelho para olhar a queimadura e viu que na sua testa estava uma pequena mancha reta e escura. Furiosa ela jogou a franja por cima da queimadura e crispou os lábios. Aquilo servia.

Notou então que o barulho do chuveiro do quarto de sua mãe já havia cessado. E então avançou para a porta e falou alto:
— Mãe, vê se não demora!

E foi para o seu quarto, aborrecida. Para ela o dia já havia começado ruim, mas ela nem imaginava o quão pior ele iria ficar.

***

Daniel passou pela portaria do Colégio Ideal e ignorou o “bom dia” que a coordenadora Laura do segundo ano sempre dava a todos os alunos, como se fosse um robô programado para dar “bom dia” a cada cinco segundos.

Daniel Conde

Ele subiu as escadas até o segundo andar e deu “oi” para algumas pessoas conhecidas e logo entrou na sua sala. Passou por algumas colegas de classe e as deu um bom dia sorridente antes de seguir para seu habitual lugar na sala. No canto direito encostado à parede.
Lá estavam seus amigos Fábio, Clarissa e Carlos. Todos o deram um “oi, Daniel” e ele deu um leve tapa nos ombros dos dois garotos e somente sorriu para Clarissa. Ela também sorriu para ele e não achou estranho o fato dele não a ter dado um abraço ou sequer se aproximado.


Clarissa Vicente

O caso é que aquilo era necessário. Ela gostava muito de Daniel e ele sabia disso, ambos eram muito amigos e gostavam muito um do outro, mas os dois guardavam um segredo sobre ele que preferiam nunca ter que revelar para que não houvesse mais problemas.


Fábio Lobão

Carlos Catete

Daniel sentou-se em sua cadeira atrás de Carlos e Fábio(Clarissa estava ao lado de Carlos e na frente de Fábio) e começou a mexer em sua pasta atrás do horário para ver com qual aula iriam começar o dia. Era Biologia com o professor Augusto.

— Ai meu Deus, os galas-secas já chegaram. – falou Clarissa olhando rapidamente para o grupo de garotos que havia acabado de entrar na sala, e em seguida colocou um livro na cara, fingindo lê-lo para ignorá-los e tirá-los de seu campo de visão.
O grupo dos “gala-secas”, como eram chamados pelos quatro amigos, era composto por vários garotos e o posto de líder da gala-sequice parecia mudar toda semana, de acordo com o número de besteira que cada integrante falasse.

Aqueles sim eram os tipos de pessoas repugnantes que Daniel odiava e não mexeria sequer uma palha, ou melhor, um dedo para ajudar. Eles eram desprezíveis, porcos e toda e qualquer coisa ruim que exista. Ele só continuava naquela turma porque todas as outras estavam lotadas e não havia como os quatro saírem da turma ao mesmo tempo, por isso tinham que, infelizmente, ficar.
Em poucos minutos o professor baixinho de biologia entrou na sala e encheu o quadro com a matéria. Clarissa e Daniel começaram a copiar a matéria enquanto Carlos e Fábio somente conversavam e riam. Daniel não era de acordo com aquilo, mas tinha desistido de tentar convencer os dois a copiarem. Carlos copiava a matéria somente quando estava com vontade e não estava escrevendo em seu caderno, e Fábio nunca copiava a matéria, pois não estava nem aí e achava que a escola era mais para diversão.

Os gala-secas continuaram a gritar e fazer suas gala-sequices no decorrer da aula, enquanto o professor esperava todos “copiarem”, o que na verdade era só preguiça de dar aula, porque o tempo que ele ficava olhando para turma dava para copiar, no mínimo, três vezes a matéria dele.

— Ok, turma. Agora vou começar a explicar. – anunciou o professor postando-se no meio do palco da sala.

Ele começou a falar exatamente tudo o que ele havia escrito no quadro e acrescentava de vez em quando um “entendido?” ou “correto?”. Boa parte da turma prestava atenção na aula dele, por mais que não fosse das mais interessantes – em parte porque a maioria dos alunos ainda estavam sonolentos. Mas Carlos e Fábio continuavam a conversar e rir de alguma coisa que Daniel não estava prestando atenção. E não foi com surpresa que ele escutou o professor dizer:

— Os dois. – o professor apontou para Carlos e Fábio. – Saiam.

Fábio levantou-se da cadeira pronto para sair da sala, mas Carlos estava boquiaberto e Daniel sabia que ele iria tentar argumentar com o professor, porém não adiantaria de nada. Por isso sussurrou:

— Melhor ir sem reclamar, Carlos.

O amigo virou para ele refletindo por um segundo e então levantou da cadeira e seguiu para fora da sala. Ao passar pela porta, ouviu o professor resmungar alguma coisa, mas não entendeu direito o que foi.

— Para onde a gente vai agora? – perguntou Fábio que já estava do lado de fora da sala e agia como se não tivesse acabado de ser expulso de sala.

— Para a inspetora. – resmungou Carlos caminhando para as escadas.

— Relaxa Carlos. O que vai acontecer?Levamos uma advertência e pronto. – falou Fábio seguindo-o. – Por tudo tu ficas com raiva...

Carlos virou e encarou-o.

— Não sei quanto a você, Fábio, mas meus pais se preocupam comigo e para eles é importante que eu não leve advertência na escola, do contrário, eu vou ser privado de um monte de coisas e castigado. Se contigo isso não acontece, parabéns, mas não tente deixar esse momento pior do que já está.

Então Carlos virou-se novamente e continuou descendo as escadas até chegar no primeiro andar, e como viu que Fábio não estava descendo perguntou:

— Não vai descer também? – perguntou ele, estava um pouco arrependido de ter sido um tanto grosso com o amigo.

— Na verdade, não. – falou Fábio, que por mais que não aparentasse, estava ofendido com o que Carlos havia dito. – Eu vou pro shopping, hoje eu nem trouxe material mesmo.

Carlos olhou-o incrédulo.

— Ainda nem são 8h! Como você vai para o shopping?

— Eu enrolo até chegar lá. – e antes que Carlos pudesse perguntar alguma outra coisa, ele seguiu no corredor para descer pela outra escada para que a inspetora não o visse.

Carlos seguiu para a inspetora e a informou do que havia acontecido, ele levou uma advertência, mas por sorte seus pais só seriam avisados se houvesse mais alguma ocorrência.

Ele esperou a próxima aula começar para poder subir, mas mesmo assim o professor Augusto ainda estava na porta da sala quando ele chegou, e Carlos lançou um olhar de ódio para o professor na hora que o viu.

— Professor maldito. – resmungou Carlos ao juntar-se a Clarissa e Daniel.

— Cadê o Fábio? – perguntou Clarissa que notou que ele havia voltado sozinho.

— Shopping. – resmungou Carlos voltando-se para seu caderno e começando a escrever .

Daniel e Clarissa balançaram a cabeça desaprovando o ato do amigo por gazetar aula. Daniel sabia que, em parte, o fato do amigo ser assim, era culpa dele, mas preferia não pensar nisso por enquanto.

Clarissa e voltou-se para seu caderno para continuar desenhando o vestido que estava desenhando e Daniel desejou poder dar um abraço na amiga naquele momento, mas sabia que não podia, e aquela era uma longa história.

Os fatos eram esses: Daniel, Clarissa e Leilane (uma grande amiga dos dois) haviam passado o ano novo juntos em uma cidade próxima a que eles moravam, por sorte, a família de Daniel havia alugado uma casa bem próxima à casa que pertencia à Clarissa. Então na noite de 31 de dezembro de 2007, os três amigos se encontraram para conversar e festejar o fim de um ano e o início de outro. E assim fizeram e ficaram até 4 da manhã conversando na rua.

Então, Daniel decidiu ir para casa, mas lembrou-se que tinha que entregar o casaco que Clarissa esquecera em sua casa alguns dias atrás, e como ela ainda não estava com sono, acompanhou-o até sua casa que era próxima.

Os dois entraram na casa sem fazer barulho e seguiram pela sala até chegar ao quarto que Daniel estava usando junto com sua irmã Tuane. Tudo estava muito escuro e, sem motivo nenhum, Clarissa sentia um pouco de medo.

Então, ao abrirem a porta do quarto, Mingau (a gata de estimação de Daniel) se assustou e pulou em cima de Clarissa, no escuro, cravando suas unhas no pé dela, assustando-a e fazendo-a cair no chão, morta, por uma parada cardíaca.

Porém, Daniel não sabia que sua amiga havia morrido, somente havia pensado que ela havia desmaiado de susto, então a segurou, tocando-a.

E, bem, os fatos eram esses: Daniel nunca foi normal. Desde pequeno ele havia uma habilidade que ele, antes, não sabia controlar, mas que agora sabia controlar, se auto-proibira de usá-la. O poder que ele tinha funcionava assim: ao tocar uma coisa morta, Daniel a ressuscitava, porém ao tocá-la de novo, essa coisa estaria morta novamente, mas desta vez para sempre.

Mas os problemas não paravam por aí, se uma pessoa que Daniel tivesse revivido ficasse viva por mais de 60 segundos, outra coisa próxima e equivalente ao que estava vivo deveria morrer. Ou seja, se Daniel ressuscitasse alguém, outra pessoa iria morrer no lugar dela.

E, mesmo sem querer, Daniel havia ressuscitado Clarissa naquela noite.

— Está tudo bem, Clarissa? – perguntou Daniel preocupado, avançando para acender a luz.

— Eu acho que sim... – falou Clarissa que ainda estava assustada. – Foi só um susto...

— Que bom. – falou Daniel aliviado. – Eu tinha levado um susto... Por um segundo eu pensei que você tinha, sei lá...

Ele não conseguia dizer a palavra “morta” em voz alta, pois sabia que uma pessoa pelo qual ele tivesse afeto só estaria realmente morta se ele permitisse.

— O que aconteceu, Daniel? – falou Tuane,a irmã dele, levantando-se lentamente da cama agora que ele havia acendido a luz.

— A Mingau que deu um susto na Clarissa.– resmungou Daniel.

— Então desliga essa luz de novo que eu quero dormir! – gritou Tuane.

Mas então não falou mais nada, pois desmaiou na cama imediatamente. E Daniel reconhecia aquele tipo de coisa.

— Oh, meu Deus... – falou Daniel que agora já sabia o que tinha acontecido.

Os fatos eram esses: ao tocar Clarissa, que estava morta, Daniel a ressuscitou e passados 60 segundos, alguém teria que partir para que ela ficasse. E a pessoa mais próxima, naquela hora, era Tuane. Então ela agora estava morta no lugar de Clarissa.

E, naquele momento, Daniel não fez nada para salvar a irmã. Na verdade, ele sentia mais afeto pela amiga do que pela irmã, mas não poderia dizer aquilo naquele momento para Clarissa, para não assustá-la. Então fingiu estar nervoso e chamou sua mãe.

E nos dias atuais, Clarissa já sabia da verdade, e era por isso que os tão grandes amigos não podiam se tocar.


***

Ana Paula estava sentada na primeira carteira da fila de sua sala do Sistema de Ensino Universo. Ela estava estressada e mal acabara de dar bom dia para seus amigos e se isolara na cadeira e ignorara Greice, que chegara no segundo horário e estava tentando se comunicar com ela por papelzinho.


Greice Serra

Marina, sua amiga que estava sentada atrás de sua carteira, lhe passou um papelzinho que havia sido mandado por Greice.

“Ei, eu tenho que te mostrar.” Dizia o papel.

Ana Paula virou-se para Greice, que estava sentada no fundo da sala por ter chegado atrasada e sussurrou: “No intervalo!”.

E virou-se para frente.

Provavelmente Greice não havia entendido o que ela havia dito, mas alguém repetiu para ela. O caso é que ela estava chateada com Greice por ela não ter cumprido sua promessa, mas ao mesmo tempo ela queria saber o que a amiga queria falar, principalmente porque já desconfiava do que ela iria falar. Mas mesmo assim iria deixar seu orgulho falar mais alto.

Ana assistiu a aula inquieta e logo que o professor deixou a sala, Greice apareceu ao lado de Ana Paula.

— Eu disse que só no intervalo a gente conversa. – falou ela seriamente.

— Mas eu preciso te mostrar isso agora. – sussurrou Greice.

— Você descumpriu nossa promessa, lembra? – falou Ana Paula dando as costas para ela.

Greice continuou calada por alguns segundos, e então falou mais baixo ainda:

— Dessa vez você foi sobre você.

Ana Paula virou assustada, ignorando seu orgulho e ceticismo.

— Sobre mim?O que foi?

— Vamos conversar lá fora, ok? – sussurrou Greice que notou que Marina poderia estar escutando a conversa.

Ana Paula levantou-se de sua cadeira e seguiu sua amiga, preocupada.

Os fatos eram esses: algumas semanas atrás, Greice bebera muito em um churrasco que fora feito pela turma que elas estudavam. E o churrasco ocorreu na área de recreação condomínio que o pai de Ana Paula morava.

O caso é que os pais de Greice não podiam saber que ela havia bebido, e por isso Greice pediu ajuda a Ana Paula, para que ela a levasse para a casa dela para ela poder tomar um banho e café, para melhorar.

Então, Ana Paula levou Greice para sua casa, esperou-a tomar banho, esperou-a se secar, deu-a café e, no fim, ela não pareceu estar bêbada.

Daí quando tudo estava normal, e elas estavam prontas para voltar para festa, Greice começou a agir estranho e começou a fazer várias afirmações de coisas que iam acontecer. Ela dissera que Marina iria escorregar e levar um corte profundo na perna, que o celular de Patrick iria cair na piscina, que Ruan iria quebrar um prato e que os cacos do vidro iriam causar o ferimento em Marina.

Ana Paula deu um tapinha para acordar Greice e ela pareceu voltar ao normal, meio tonta, mas parara de fazer afirmações ridículas, e não lembrava de ter feito afirmação nenhuma.
Porém ao chegar na festa novamente, Ana Paula encontrou exatamente tudo que Greice dissera. Ruan estava andando quando tropeçou com seu prato, que se espatifou no chão. Com o susto, Marina caiu da cadeira e foi direto para o chão e levou um corte em sua perna. E, Samantha, que estava perto de Patrick, ao ouvir o barulho de vidro quebrando, assustou-se e pulou para perto do amigo, que acabou caindo na piscina junto com a amiga... E seu celular.

Depois de ver tudo isso Ana Paula sentiu medo de Greice, e primeiramente pensou que fosse alguma armação dela, porém, em outra festa, dias depois, a amiga bebeu novamente e coube a Ana Paula ajudá-la novamente, e mais uma série de afirmações vieram e novamente tornaram-se verdade. E Greice não se lembrava de tê-las feito novamente.

Assim, Ana Paula não pôde deixar de concluir que Greice podia afirmar coisas que aconteceriam no futuro – mas só quando estava bêbada. E com isso, ela fez a amiga prometer que não beberia mais, para que nada dessas coisas acontecessem mais.

E ao que parecia, nos últimos dias Greice havia bebido de novo, e agora mais uma série de afirmações viriam. E como a amiga agora sempre ao beber pegava uma câmera para filmar, ela tinha um vídeo com afirmações sobre o futuro e, aparentemente, sobre ela.

— Eu não quero ver um vídeo seu dizendo o que vai acontecer. – falou Ana Paula quando as duas saíram da sala. – Só quero saber o que você disse sobre mim quando estava... você sabe como.

— Mas, Paulinha... Eu acho que seria melhor se...

— Greice. – falou Ana Paula séria. – O que você dizia sobre mim?Adicionar vídeo

Greice olhou para o lado, meio que evitando olhar para ela, e então ao encontrar os olhos da amiga, disse:

— Dizia que você vai morrer,Ana Paula.




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Todos os direitos de poderes são reservados aos criadores de Pushing Daisies e Heroes e tudinho que eu copiei,tá?Então não quero nenhum processo sobre mim e tal XD

Espero que todo mundo tenha gostado, no próximo capítulo novas pessoas aparecerão, e aquelas que foram somente citadas irão realmente aparecer e novos poderes irão surgir :D

Lembrando: tudo isso é completamente ficção, então, não julgue as pessoas que protagonizam a história pelo que elas fazem na história. Nem todas as atitudes que elas teriam no livro elas teriam na vida real.

Pois é, até a próximo capítulo!